Grandes Ataques do Futebol

Hoje vamos aproveitar para relembrar algumas das grandes duplas (ou trios) ofensivos que o futebol já viu. Vamos falar de parcerias recentes e outras nem tanto. Aqui não vai faltar chuteira preta!

Todos neste espaço são fãs de futebol, então gol é sempre um momento especial. Com certeza algumas duplas ficarão de fora, não há espaço nem memória para citar todos. Fiquem a vontade para sugerirem outras nos comentários!!

Vamos começar por aquela que é a minha preferida, a que mais gostei de assistir. Não existe nenhuma ordem na listagem abaixo!!

Romário e Bebeto

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Jogos: 23
Gols: Romário (18) e Bebeto (15)
Clube: Seleção Brasileira
Média: 1,43 gol/jogo
Aproveitamento: 17 v, 6e (82,6%)
Títulos: Copa América 1989 e Copa do Mundo 1994

Pelos dados acima, acho que todos chegamos à mesma conclusão. Os dois deveriam ter jogado mais vezes juntos com a camisa do Brasil. Além de tirar o país de uma fila de 24 anos sem ganhar uma Copa do Mundo, Bebeto e Romário se completavam. Tinham uma química e um entrosamento que poucas vezes vimos.

De um lado a frieza, o posicionamento quase perfeito, a eficiência na finalização. O maior centroavante que o futebol já viu. Acumulou artilharias por onde passou: Barcelona, Flamengo, Vasco, PSV. Foi o nome da Copa de 94 e, injustamente, cortado de 98 e 2002. Já pensou se tivesse 3 copas como Pelé? Mais de 1.000 gols sendo cerca de 768 em partidas oficiais (a frente de Pelé). Aquela marra inconfundível, mas aquele poder de decisão inigualável.

Do outro a leveza, habilidade e agilidade de Bebeto. Com clubes como Flamengo, Vasco e La Coruña no currículo, ganhou inúmeros títulos na carreira e ficou em 3º na eleição de melhor do mundo de 89.

Aguarde que teremos mais Romário na lista…

Pelé e Coutinho

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Jogos: Pelé (1.365) e Coutinho (457)
Gols: Pelé (1.091) e Coutinho (370)
Clube: Santos
Média: Pelé (0,8 gol/jogo) e Coutinho (0,8 gol/jogo)
Títulos: Bicampeão Mundial Interclubes (1962 e 1963), Bicampeão da Copa Libertadores da América (1962 e 1963), Campeão da Supercopa Sul-Americana (1968), Campeão da Recopa Mundial (1968), Pentacampeão da Taça Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965), Campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968), Tricampeão do Torneio Rio-São Paulo (1963, 1964 e 1966) e Octacampeão Paulista (1960, 1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969).

Ataque dos sonhos de todo santista. A dupla que ganhou tudo que era possível na época. Quase nem escrevi mais nada, pois acho que a lista de títulos é mais do que suficiente. Pelé ficou no Santos de 56 a 74, já Coutinho jogou entre 58 e 67 e depois retornou entre 69 e 70.

Além dos 2 aquele time do Santos tinha um quinteto famoso: Mengálvio, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Completo, o quinteto jogou apenas 99 jogos com 76% de aproveitamento e 327 gols marcados.

Pelé é considerado por muitos, até hoje, como o maior jogador de futebol de todos os tempos. Sendo assim, qualquer dupla de ataque com ele já tinha meio caminho andado para entrar em qualquer lista. Coutinho foi uma grande adição que ajudou a formar uma dinastia vencedora com a camisa santista.

Di Stefano e Puskas

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Jogos: Di Stefano (396), Puskas (180)
Gols: Di Stefano (307), Puskas (156)
Clube: Real Madrid
Média: Di Stefano (0,78 gol/jogo), Puskas (0,87 gol/jogo)
Títulos: Primeiro Campeão Mundial Interclubes em 1960, Primeiro e único Pentacampeão consecutivo da Liga dos Campeões da UEFA (1955-1956, 1956-1957, 1957-1958, 1958-1959 e 1959-1960) e Tetracampeão do Campeonato Espanhol (1954-1955, 1956-1957, 1957-1958 e 1960-1961).

Di Stefano era basicamente o Pelé antes do Pelé. Foi eleito o melhor do mundo em 2 oportunidades, 57 e 59, 4 vezes o melhor jogador da Espanha. Talvez ainda hoje o maior ídolo da história do Real Madrid, Di Stefano colecionou títulos em sua passagem pelo clube merengue. São 17 títulos, com nada menos do que 5 Champions League e 9 títulos da La Liga. Foi ainda 1 vez artilheiro do Campeonato Argentino, 2 vezes do Colombiano, 5 vezes da Liga espanhola e 1 vez da Champions.

Puskas foi contratado pelo Real em 58 para se juntar a Di Stefano e fazer o ataque mais temido do futebol mundial. O melhor jogador da Copa de 54 ainda foi eleito pelo jornal francês L’Equipe como o “Jogador Europeu do Século XX”. 4 vezes artilheiro do campeonato húngaro, 4 vezes artilheiro da La Liga, 2 vezes artilheiro da Champions. São números para ninguém botar defeito.

Agora imagina que você é zagueiro e entra em campo tendo que enfrentar esta dupla?

Bergkamp e Henry

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Jogos: Bergkamp (423) e Henry (369)
Gols: Bergkamp (120) e Henry (226)
Clube: Arsenal
Média: Bergkamp (0,3 gol/jogo) e Henry (0,6 gol/jogo)
Títulos: Bicampeão Inglês (2001-2002 e 2003-2004 – invicto), Primeiro clube inglês na era moderna a ser campeão nacional invicto (o primeiro campeão invicto foi o Preston North End, no ano de 1889 e em apenas 22 rodadas. O Arsenal venceu em 38.), Tricampeão da Copa da Inglaterra (2002, 2003 e 2005) e Bicampeão da Supercopa da Inglaterra (2002 e 2004).

Bergkamp, chamado por muitos de Homem de Gelo, tinha um futebol bonito e eficiente aliado a uma particularidade interessante em relação a vida de jogador de futebol. Mais quieto que a maioria, Bergkamp tinha fobia de viajar de avião e havia tomado a decisão de apenas viajar para jogos de carro ou trem. Apesar disso tudo, saiu da Inter de Milão em baixa e buscou reencontrar o bom futebol pelo Arsenal. Com a chegada de Wenger, Bergkamp se tornou pilar e referência de um time vencedor e com futebol vistoso. Quem não lembra daquele gol histórico sobre o Newcastle? Ainda chegou 2 vezes como 3º colocado na eleição de melhor do mundo da FIFA em 93 e 97.

Henry era rápido, muito rápido. Além disso era excelente finalizador. Junte isso a um craque com visão de jogo diferenciada como Bergkamp e você tem a receita para um ataque mortal. E foi isso que o Arsenal teve durante alguns anos. Ser campeão inglês invicto é fato raro na história e esta dupla foi a maior responsável pelo feito. Foi eleito o 2º melhor do mundo na temporada 02-03 com 32 gols e 24 assistências.

Messi, Neymar e Suarez

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Jogos: Messi (525), Neymar (141) e Suarez (96)
Gols: Messi (450),  Neymar (85) e Suarez (73)
Clube: Barcelona
Média: Messi (0,85 gol/jogo), Neymar (0,6 gol/jogo) e Suarez (0,76 gol/jogo)
Títulos: Champions League (2014-15), Mundial de Clubes (2015), Campeonato Espanhol (2014-15), Copa do Rei (2014-15).

Messi é tido por muitos como o maior da história. Não é o local para esta discussão, mas seu impacto e qualidade são indiscutíveis. Apenas a título de comparação, desde que chegou ao Real CR7 ganhou praticamente metade dos títulos do Messi no mesmo período. Messi é rápido, finaliza com imensa precisão, carrega a bola como se a mesma colasse em seu pé. Não se joga nem desiste facilmente da jogada. 5 vezes o melhor do mundo, ultrapassou a marca de 500 gols oficiais.

Neymar surgiu com um misto de esperança e desconfiança. A torcida do Santos sabia que nascia um talento diferenciado, algo muito acima do nível praticado no Brasil. A torcida do Brasil tinha receio de que Neymar pudesse não alcançar o mesmo nível jogando pela seleção. Hoje é indiscutível que se trata de um dos 3 melhores jogadores em atividade. Chegou ao Barcelona com dúvidas se conseguiria encaixar seu estilo de jogo com Messi e o resultado está aí para todos verem.

Suarez foi a peça que faltava para completar o que talvez seja o ataque mais assustador que o futebol já viu. O uruguaio já vinha de anos de bom futebol pelo Liverpool e encaixou como uma luva no estilo de jogo do Barcelona. É o menos técnico e habilidoso dos 3, mas é matador. Sabe que não pode vacilar e tenta aproveitar todas as oportunidades em um time com abundância de talento.

O trio que está junto desde o segundo semestre de 2014, ganhou tudo o que podia em 2015. A torcida sabe exatamente a quem agradecer.

Pelé e Garrincha

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Jogos: 40
Gols: Pelé (44) e Garrincha (11)
Clube: Seleção Brasileira
Média: Pelé (1,1) e Garrincha (0,28)
Aproveitamento: 36v e 4e
Títulos: Copa do Mundo (58 e 62)

Assim como a dupla Bebeto-Romário, Pelé e Garrincha nunca perderam uma partida juntos pela seleção. Jogadores de perfis bastante diferentes formaram uma dupla vencedora e foram importantes na consolidação do Brasil como o “país do futebol”.

Um é considerado um profissional exemplar enquanto o outro dizia que não precisava de orientações dos técnicos para saber o que fazer em campo. Um vive até hoje aproveitando o reconhecimento pelos seus feitos. O outro, infelizmente, perdeu a partida mais importante da sua vida e sucumbiu ao vício pelo álcool. Um tinha o físico ideal, o outro desfilava com suas pernas tortas. Um nasceu para marcar gols (de qualquer jeito possível), o outro encantava com dribles que os adversários não compreendiam. Um deles é o maior jogador da história do Santos (e do futebol), o outro é o maior da história do Botafogo.

Ambos deram inúmeras alegrias aos torcedores de seus clubes e aos brasileiros. Sorte de quem os viu de perto…

Bale, CR7 e Benzema

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Jogos: Bale (117), CR7 (343), Benzema (311)
Gols: Bale (55), CR7 (360), Benzema (159)
Clube: Real Madrid
Média: Bale (0,47), CR7 (1,05) e Benzema (0,51)
Títulos: Champions League (2013-14), Mundial de Clubes (13-14), Copa do Rei (13-14), Supercopa (14)

Basicamente o grande rival do trio MSN de Barcelona, é o chamado BBC de Madrid.

CR7 é o grande destaque. Uma máquina no aspecto físico, ainda conta com habilidade muito acima da média e um chute muito potente. Vem rivalizando com Messi nos últimos anos na disputa de melhor do mundo. Evoluiu muito com Ferguson no Manchester e atingiu seu auge no Real. Foi eleito em 3 oportunidades como o melhor jogador do mundo. 2008, 2013 e 2014. Soma nada menos do que 4 artilharias de Champions (07-08, 12-13, 13-14, 14-15) e 3 da liga espanhola.

Benzema é um centroavante com menos movimentação que seus companheiros de ataque. Mas está ali para aproveitar as muitas oportunidades criadas pelo time.

Bale veio após se destacar no Tottenham com suas arrancadas impressionantes. Sofreu com alguns problemas e teve momentos não tão bons, mas nada que não tenha sido contornado.

Juntos dominaram a temporada 13-14 ganhando nada menos do que 4 títulos, entre eles a Champions.

Robben e Ribery

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Jogos: Robben (218) e Ribery (313)
Gols: Robben (115) e Ribery (106)
Clube: Bayern de Munique
Média: Robben (0,53) e Ribery (0,34)
Títulos: Copa da Alemanha (09-10, 12-13, 13-14), Campeonato Alemão (09-10, 12-13, 13-14, 14-15), Supercopa da Alemanha (10, 12), Champions League (12-13), Mundial de Clubes (13)

É uma bela lista de títulos! E nada melhor para mostrar o impacto da dupla do que o sucesso obtido no clube alemão.

Robben vinha de passagem sem muito brilho pelo Real Madrid até que foi comprado pelo Bayern em 2009. Estreou com 2 gols contra o Wolfsburg e de lá para cá conseguiu um espaço especial na galeria de ídolos do time. Ficou marcado negativamente nas disputas do Alemão e da Champions ao perder pênaltis importantes em duelos contra o Borussia e o Chelsea. Em 2013 veio a redenção com as impressionantes goleadas sobre o Barcelona e o título em cima do mesmo Borussia. Foi eleito o melhor jogador da final.

Dono de uma velocidade impressionante, Robben abusou da habilidade com a perna esquerda para infernizar as defesas seja pelo Bayern ou pela Holanda.

Ribery chegou ao clube um pouco antes, em 2007. Já havia conquistado o Campeonato Alemão, a Copa da Alemanha e a Copa da Liga Alemã antes de se juntar a Robben e alçar voos mais altos. Ainda foi eleito o melhor jogador do campeonato Alemão em 2008.

Marcelo Salas e Ivan Zamorano

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Jogos: Salas (71) e Zamorano (69)
Gols: Salas (37)  e Zamorano (34)
Clube: Seleção chilena
Média: Salas (0,52 gol/jogo) e Zamorano (0,49 gol/jogo)
Títulos: 2º lugar na Copa América de 87 e 3º em 91.

Dupla importante na história da seleção chilena. El Bam-Bam, como Zamorano era conhecido foi o capitão da seleção na copa de 98 em que seu time foi eliminado pelo Brasil. Foi o artilheiro dos Jogos Olímpicos de 2000 e trouxe a inédita medalha de bronze para o país.

Salas completava a dupla “Sa-Za” e foi o responsável por 4 dos 5 gols da seleção na copa de 98. Era o complemento, o matador que Zamorano precisava ao seu lado. Uma pena que não tiveram bons companheiros no setor de criação do time para percorrerem um caminho mais longo nas competições. São os artilheiros da seleção chilena.

Stoichkov e Romário

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Jogos: Stoichkov (151) e Romário (83)
Gols: Stoichkov (77) e Romário (53)
Clube: Barcelona
Média: Stoichkov (0,5) e Romário (0,64)
Títulos: Campeonato Espanhol (93-94), Supercopa da Espanha (94)

Mais um ataque da lista que, infelizmente, durou pouco tempo. Em apenas 1 temporada esta dupla encantou o mundo, ao lado de Laudrup.

Romário foi artilheiro da Liga com 30 gols e Stoichkov ajudou com mais 16. Foram campeões na ultima rodada ao bater o Sevilla por 5×2. O entrosamento era grande tanto dentro quanto fora de campo e os 2 permanecem amigos até hoje. Romário fez 3 gols em uma só partida em 5 oportunidades, sendo uma delas sobre o rival Real Madrid.

Stoichkov era tão habilidoso e preciso quando era esquentado. Acumulou alguns problemas de expulsões e suspensões em função disso. Mas enquanto estava em campo era unanimidade. Tinha belos lançamentos e muita vontade de vencer.

Defendendo suas respectivas seleções, ambos brilharam na Copa de 94 em que o Brasil ficou com a taça. Logo no começo da temporada seguinte Romário foi vendido ao Flamengo por vontade de retornar ao Rio.

Del Piero e Trezeguet

LIVORNO, ITALY - JANUARY 26: Del Piero celebrates his goal with team mate David Trezeguet of Juventus during the Serie A match between Livorno and Roma at the Stadio  on January 27, 2008 in Livorno, Italy. (Photo by New Press/Getty Images)

Jogos: Del Piero (705) e Trezeguet (318)
Gols: Del Piero (289) e Trezeguet (171)
Clube: Juventus
Média: Del Piero (0,41) e Trezeguet (0,54)
Títulos: 2 títulos do Campeonato Italiano (01-02, 02-03), 2 Supercopa da Itália (02 e 03)

Alessandro Del Piero é um dos maiores jogadores da história da Itália. Apesar dos títulos acima conquistados em parceria com David Trezeguet, Del Piero conquistou ainda: 6 Campeonatos Italianos, 2 Supercopas, 1 Champions League entre outros. Dá pra imaginar o quanto a torcida da Juve gosta dele né? Uma carreira cheia de títulos e gols importantes dedicados quase que exclusivamente a Juventus. Foi eleito o melhor jogador italiano por 2 vezes, foi artilheiro da Champions e do Italiano uma vez cada.

Trezeguet não possuía a mesma técnica do seu companheiro de ataque. Em compensação era matador, finalizava muito bem e fez ótima parceria durante os títulos que conquistaram juntos.

Ruud Gullit e Marco Van Basten

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Jogos: Gullit (117 jogos pelo Milan e 66 pela Holanda) e Van Basten (272 jogos pelo Milan e 58 pela Holanda)
Gols: Gullit (35 gols pelo Milan e 17 pela Holanda) e Van Basten (260 gols pelo Milan e 34 pela Holanda)
Clube: Milan e Seleção Holandesa.
Média:
Títulos: Bicampeão do Mundial Interclubes (1989 e 1990), Bicampeão da Liga dos Campeões da UEFA  (1988-1989 e 1989-1990), Bicampeão da Supercopa da UEFA (1989 e 1990), Campeão Italiano (1987-1988) e Campeão da Supercopa da Itália (1989).

Pela seleção ainda venceram a Eurocopa de 1988.

Chega a ser injusto citar Gullit e Van Basten e esquecer do restante do esquadrão que o Milan formou no final da década de 80. Baresi, Maldini, Donadoni, Rijkaard entre outros formaram um time que dominou a Europa nos anos de 89 e 90.

A dupla marcou uma vez cada ao vencer a Euro de 88. A dupla marcou 2 vezes cada na final da Champions contra o Steaua em um esmagador 4 x 0. O entrosamento era enorme e isso se refletia nos bons resultados de ambos os times. Sorte dos seus torcedores. A superioridade na Europa era tanta, que parecia que o Milan nem se importava em ganhar no cenário nacional. Tanto que o Napoli de Maradona e a Inter foram os campeões italianos neste período (apesar da dupla ter vencido o scudetto em 87-88).

Na Champions, após eliminar o Real Madrid e o Bayern de Munique, o Milan foi a uma nova final contra o Benfica de Ricardo Gomes e Aldair. Com gol de Rijkaard o Milan venceu novamente reafirmando seu domínio sobre o futebol europeu.

Van Basten é, possivelmente, o maior centroavante da história não chamado Romário. Alto, elegante, rápido e infelizmente marcado por sua fragilidade e lesões. Foi eleito o melhor do mundo em 92, o melhor da Euro 88, Bola de Ouro em 88-89-92, chuteira de ouro em 86 dentre outros feitos. Não fosse Cruijff seria o maior nome da história da Holanda. Como esquecer aquele gol de voleio contra a Russia na final da Euro 88?

Emilio Butragueno e Hugo Sanchez

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Jogos: Butragueno (341) e Sanchez (283)
Gols: Butragueno (170) e Sanchez (207)
Clube: Real Madrid
Média: Butragueno (0,5 gol/jogo) e Sanchez (0,73 gol/jogo)
Títulos: 6 títulos da La Liga, 2 títulos da Copa da Espanha, 1 título da Copa da Liga, 3 Liga Europa

O Real Madrid é reconhecido por ser um dos clubes mais vitoriosos do mundo, mas houve uma época em que isso não era tão claro assim. O time passou 6 anos sem títulos da Liga Espanhola na década de 80.

Sanchez era ídolo do Atletico de Madrid, então o Real foi atrás do jogador para voltar ao patamar de destaque que conhecemos. Foi 4 vezes artilheiro do campeonato espanhol e com os 38 gols em 1990 empatou com Stoichkov recebendo a chuteira de ouro como artilheiros da temporada. Gostava de jogar um futebol plástico e adepto de acrobacias, suas bicicletas ficaram famosas e eram chamadas de huguina.

Jogador mais centrado e muito correto, Butragueno era muito respeitado por sua personalidade. Foi considerado por Pelé como o maior jogador espanhol em lista elaborada em 2004. Foram 208 gols da dupla e como curiosidade, Emilio nunca recebeu um cartão vermelho em toda a sua carreira. Teve como ponto alto pela seleção os 4 gols marcados contra a forte seleção da Dinamarca pela Copa de 86.

Romário e Ronaldo

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Jogos: 19
Gols: 33 (Romário 18 e Ronaldo 15)
Clube: Seleção Brasileira
Média: Romário (0,95 gol/jogo) e Ronaldo (0,79 gol/jogo)
Títulos: Copa América 97 e Copa das Confederações 97

Sim, é a 3ª dupla em que o Romário aparece. Não gostou? Então acho que futebol não é muito a sua praia.

Esse ataque era pra ser o maior da história da seleção com sobras. Romário já era consagrado, já tinha sido eleito o melhor do mundo e já tinha ganho uma Copa. Ronaldo viu tudo isso de perto já que fez parte do grupo em 94.

Ronaldo era muito rápido, muito habilidoso e muito goleador. Surgiu como a grande esperança do Brasil para quando Romário parasse. Mas e enquanto isso? Esse era o período mais importante, ver os 2 maiores atacantes do planeta jogando juntos.

Uma pena que não durou muito tempo. Romário não foi convocado para as Copas seguintes e acabamos não vendo esta dupla alcançar todo o seu potencial.

Na Copa América de 97, o Brasil abriu com um 5×0 contra a Costa Rica. 1 de Romário e 2 de Ronaldo. No primeiro jogo da fase de mata mata 2×0 no Paraguai com 2 de Ronaldo.  Depois disso um 7×0 avassalador no Peru com 2 de Romário. E por último o título contra os donos da casa com direito a gol de Ronaldo. Romário sentiu uma fisgada e não atuou nesta partida.

Sobre a Copa das Confederações basta relembrar a final de 6×0 contra a Austrália e 3 gols de cada um. Na competição Romário marcou 6 gols e Ronaldo 4 no total em apenas 5 jogos.

Maradona e Careca

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Jogos: Maradona (259) e Careca (164)
Gols: Maradona (199) e Careca (73)
Clube: Napoli
Média: Maradona (0,77) e Careca (0,45)
Títulos: Campeonato Italiano 89-90, Copa da UEFA 88-89 e Supercopa da Italia 90

Após grandes atuações pelo São Paulo e pela Seleção, Careca chamou a atenção do melhor jogador do mundo: Maradona.

Maradona ganhou a Copa de 86 pela Argentina e alcançou um status inalcançável em seu país. Dono de uma habilidade fora do comum, o baixinho argentino sobrava em campo. Muita agilidade na hora de aplicar seus dribles, muita precisão em cobranças de falta. Poucos jogadores tinham tantos recursos quando ele. Mesmo com tudo que Messi conquistou na carreira, para os argentinos ainda faltam títulos com a camisa da seleção. Especialmente uma Copa do Mundo.

Houve alguma controvérsia em relação a sua saída do São Paulo e, inclusive, ofertas de outros clubes, mas acredita-se que a figura do argentino tenha sido importante para a contratação do centroavante brasileiro.

Pelo clube brasileiro, Careca marcou 115 gols em 191 jogos. Foram 25 gols para liderar o SP ao título brasileiro sobre seu ex-clube, o Guarani. Acabou eleito o melhor jogador do campeonato. Foram 5 gols na Copa de 86 ficando apenas 1 atrás do artilheiro Gary Lineker. Poucos brasileiros o valorizam como merece!

O Napoli não era uma das equipes mais poderosas da Itália, como Milan, Juve e Inter. Não era, mas passou a ser. O trio ma-gi-ca (Maradona, Giordano, Carece) com auxílio do volante brasileiro Alemão conseguiu levar o clube ao topo da Itália, ganhando o segundo scudetto. Com vitórias expressivas sobre Juve, Bayern e Stuttgart, o Napoli conseguiu o título da Copa da UEFA. Pouco tempo depois Maradona saiu do time que, por sua vez, perdeu o protagonismo recente.

 

E ai, quais os seus favoritos? Quais outras parcerias vocês acham que merecem menção?

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