Até agora, a oposição no Vasco só tem ajudado a situação

As eleições no Vasco se realizarão – salvo brigas internas, embargos judiciais e outras coisas do gênero – em novembro. Estamos praticamente em agosto e temos um monte de candidatos e, aparentemente, apenas um com chance de vencer. E esse candidato é o atual presidente, Eurico Miranda.

Antes que me xinguem, isso está longe de ser algo que me agrada. Pelo contrário. Eu não gostaria de ver a reeleição do Dotô tanto quanto você – Sim, você que está com os olhos nesse texto. Os membros da seita euriquiana dificilmente leem o que eu escrevo. Aliás, eu, você e a grande maioria da torcida vascaína gostaria de ver outra pessoa no comando do Vasco.

Mas a realidade é uma só. Enquanto a oposição faz reuniões e não se acerta, o clã Miranda tem seu público eleitor cativo. Construído – com muita competência, diga-se – há décadas junto aos sócios mais cascudos. E, claro, os muitos que ficam anos sem aparecer e que, perto do pleito, sempre conseguem anistias, regularizações e outras benesses para poder votar.

Apenas três candidaturas de oposição foram anunciadas e mesmo assim uma chapa única não parece ser uma realidade muito próxima. Julio Brant, Alexandre Campello e Otto Carvalho se dizem dispostos a conversar por um candidato unificado, mas em suas entrevistas ao jornal Metro, todos deixam claras suas diferenças. Dizem que um tem rejeição com o eleitorado. outro é acusado de não ser bem oposição (já que faz parte da atual diretoria). Já o terceiro acha que os outros dois candidatos terão dificuldade para implantar a gestão que prometem.

Resumindo, as diferenças entre os candidatos parecem ser maiores que o tempo que falta para as eleições. E enquanto a oposição não se decide por uma chapa única, um candidato tem todo o tempo do mundo para fazer sua campanha. E não perde a chance de utilizar os canais oficiais do clube. Para, entre outras coisas, aproveitar o bom momento da garotada da base e fazer promessas de Libertadores ano que vem.

Até o momento, tudo o que a oposição fez foi ajudar o Dotô na sua busca pela reeleição.

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