Horta, a “oposição” que ajuda a situação

Horta e Eurico, aliados, tomando posse como Presidente e Vice do VascoEm pesquisa realizada pelo Instituto GPP, os candidatos à presidência do Vasco têm as seguintes intenções de voto: Eurico Miranda com 31,7%, Julio Brant com 23,9%, Fernando Horta com 14,9%, e Alexandre Campello com 13,7%. Ainda restam 15,8% de eleitores indecisos.

O Dotô lidera as pesquisas, mas não com folga o bastante para vencer caso dois candidatos se unam. E foi isso que aconteceu: a chapa Sempre Vasco, de Brant, e Frente Vasco Livre, de Campello, se uniram após a divulgação dos números. A se confiar na pesquisa, a chapa agora chamada Vasco Sempre Livre soma mais de 37% das intenções de voto.

O ideal seria haver uma chapa de oposição única, que teria mais força para derrotar o candidato à reeleição. Mas para isso, seria necessário a adesão do Fernando Horta, um nome que conta com o apoio de muitos vascaínos influentes, até por conta da sua posição na colônia portuguesa.

E é sobre o Horta que há algum tempo gostaria de falar. E agora, faltando uma semana para o pleito, parece ser um bom momento. Na minha modestíssima opinião, o presidente da Unidos da Tijuca só não deveria ser a última opção para todo vascaíno porque o Eurico é um dos candidatos. Nada tenho contra a pessoa do Sr. Fernando Horta. Mas como força política dentro do Vasco da Gama, não há como negar que ele tem sido uma presença muito mais negativa que positiva.

Voltemos às últimas eleições. Muito por conta do sucesso que sua escola de samba tem feito nos últimos anos, Horta apareceu como um possível candidato capaz de vencer o pleito. À época, ele disse que não conseguiria conciliar a presidência com seus negócios particulares.

Até aí, é um direito que lhe assiste. O problema foi, depois de algum tempo, ter não apenas dado apoio ao Eurico como também ter ingressado na sua chapa, como Vice-presidente geral. Mesmo que o “mensalão vascaíno” não tivesse tido qualquer influência no resultado, ao tomar partido do Dotô, Horta já teria conseguido uma boa quantidade de votos para sua chapa.

Vencida a eleição pelo Eurico, Horta assumiu a Vice-Presidência e…raramente se ouviu falar do seu nome ao longo dos últimos três anos. Sua participação na atual administração foi pífia, pra não falar nula. Horta só voltou a aparecer depois de ter rompido com seu companheiro de chapa e ter anunciado ser candidato esse ano.

E agora, “rompido” com seu parceiro político, Horta pode acabar sendo o fiel da balança da votação. Não se sabe como seu eleitorado reagirá com a união de Brant e Campello. Os que perceberem que seu candidato dificilmente terá chances precisarão escolher um lado. Aí levará mais votos quem tiver menos rejeição: a situação ou a chapa de oposição agora unida.

Mas há algo que os eleitores do Horta precisam refletir…Se o importante é promover uma “mudança com segurança” (nome da chapa composta por Horta e Otto de Carvalho, coincidentemente dois ex-membros da atual gestão), manter um chapa que no fim das contas pode acabar rendendo votos ao Eurico é uma contradição em termos. É por isso que nem dá pra discordar muito quando Julio Brant questiona o “oposicionismo” do Horta. No atual cenário eleitoral, quem não está unido para vencer o Eurico acaba ficando ao seu lado.

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