A saída do Zé Ricardo, em que pese ter esperado o período em que a multa relativa à quebra contratual estaria dispensada, o que é um direito dele, é um capítulo à parte que mostra caráter e senso profissional, além de demonstrar o quanto estão complicadas as coisas no Vasco da Gama.

Afora a ira infantil dos torcedores rubro negros, que depositaram nele insucessos do Flamengo na oportunidade que não tinham a ver com a forma que o time era conduzido pela comissão técnica, mas sim por contratações inadequadas e sem sentido, o Zé tem uma curta carreira em times de cima treinando times de ponta em que, analisando friamente, tirou algum líquido de pedra.





A classificação deste péssimo time do Vasco para a Libertadores ano passado foi uma destas gotas. No caso, um riacho. Um verdadeiro feito.

Sim, não tinha mais condição de contribuir, esgotou as possibilidades de trabalho com um elenco muito ruim, com agravante da desestabilização que causa esta eterna crise de poder, cuja gota d’água foi o último pleito eleitoral. Junte a isto a uma situação financeira caótica, que considero injustificável pela quantidade de receitas de TV que o Vasco recebe e você tem um cenário que a comissão técnica realmente precisaria de um algo mais que esta, desgastada, não conseguiria mais executar.

No meu modo de ver, atitude corretíssima e benéfica ao próprio Vasco, que precisa de um sacode estrutural urgentemente.

Ficam os meus votos de que em seus próximos trabalhos esteja no mesmo patamar de profissionalismo, seriedade e tecnicalidade que demonstrou até aqui.

Abraços

Antônio Ramos avatar

Ex-jogador, auxiliar técnico e instrutor de futebol, escrevendo sobre o tema há mais de 20 anos. Torcedor do Fluminense Football Club.