Jogando em São Januário, o Vasco teve um aproveitamento de 71,4%.

Jogando “em casa”, mas fora da Colina, o aproveitamento é de 11,1%.

Contra a matemática, não há argumentos. Desde a confusão no clássico contra o Flamengo, fomos mandantes em três jogos, jogando longe do nosso estádio. E o triste retrospecto: nenhuma vitória, um empate e duas derrotas.

Obviamente seria uma leviandade afirmar com certeza que as coisas seriam diferentes se as partidas tivessem acontecido em São Januário, e não no Engenhão ou no Raulino de Oliveira. Afinal de contas, atuações ruins são ruins em qualquer estádio. Mas não há como não considerar alguns fatores nessas três partidas.

O conhecimento do campo, a qualidade do gramado, a não necessidade de uma viagem (por mais perto que seja Volta Redonda) e, claro, um público maior em um estádio cuja pressão das arquibancadas efetivamente funciona. O Vasco teria tudo isso a favor se não tivesse sido punido. E com tudo isso a favor, os resultados poderiam ser bem diferentes.

Mas não tivemos São Januário nessas partidas. E não teremos em várias outras. Sem contar com nosso estádio, o Milton Mendes e seu elenco precisarão mostrar bem mais do que vem mostrando ultimamente. Para efeitos práticos, o Vasco não será mandante por mais uma penca de partidas. E pelas três primeiras que tivemos, já dá pra imaginar o tamanho do problema que temos.

E tudo isso, graças ao papelão feito por ditos “vascaínos”, que graças às leis desportivas e inépcia das autoridades, estão em casa, tranquilos. É como falei em outro post aqui no blog: enquanto o clube, o time e os reais torcedores são punidos, os vândalos poderão fazer tudo de novo assim que São Januário estiver liberado novamente. São incrivelmente justas as decisões da Justiça Desportiva brasileira, não é mesmo?

Porém não podemos esquecer que tudo isso só aconteceu por conta de marginais que se dizem torcedores do Vasco. Mas com vascaínos como esses, quem precisa de torcida adversária?

JC Barbosa avatar

Com um pai flamenguista e uma mãe botafoguense, Julio Cesar "JC" Barbosa é a prova viva que ser vascaíno é predestinação, não imposição. Torcedor de estádio, tanto na Colina quanto no antigo Maraca (hoje Arena), escreve sobre o Gigante na internet desde 2007.