Na minha opinião, a melhor piada sobre o namoro homossexual recém-assumido pelo tricolor Lulu Santos é a que dizia que o cantor “sai do armário e choca um total de zero pessoas”. Me lembrei desse caso assim que vi esse tweet do Eurico Brandão, o “Dotozinho”:

Seja verdade ou não, esse tipo de informação não chega a ser uma surpresa para muita gente. Teorias de que o Campello formava a tal “chapa-laranja” do Dotô (aquela encabeçada por um aliado qualquer posando de oposição para tirar votos de quem realmente se opõe ao clã Miranda) durante as eleições era algo comentado desde antes da união com a Sempre Vasco.





Sendo assim, o número de chocados com esse tipo de informação, vindo de quem veio, é zero. Depois de tudo o que o atual mandatário do clube fez para chegar ao poder, nem temos muitos elementos pra dizer que isso só pode ser intriga do filho do Dotô para tumultuar – ainda mais – o ambiente vascaíno.

Aliás, ver pessoas ligadas ao Dotô tentando tumultuar as gestões alheias também não é surpresa para ninguém. É algo que sempre fizeram e, pelo visto e infelizmente, farão sempre.

O Dotozinho promete, num futuro talvez próximo, contar tudo o que sabe. Certamente será algo do tipo “se vocês soubessem o que aconteceu na eleição de 2017 ficariam enojados”. Campello, obviamente, negará tudo. A Sempre Vasco pedirá apuração dos fatos. Nada vai acontecer. Exceto mais um racha na já mais que fragmentada política interna vascaína.

Enquanto isso, o Vasco segue trôpego. Com uma diretoria fraca, uma oposição virulenta e contando unicamente com sua torcida. Os únicos que parecem se importar realmente com o clube. E também os únicos a ficarem chocados, se não com as bizarrices da política vascaína, com o descaso pelo qual a instituição é comandada.

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Com um pai flamenguista e uma mãe botafoguense, Julio Cesar "JC" Barbosa é a prova viva que ser vascaíno é predestinação, não imposição. Torcedor de estádio, tanto na Colina quanto no antigo Maraca (hoje Arena), escreve sobre o Gigante na internet desde 2007.