Passado o perrengue inesperado para nos classificarmos para a fase de grupos da Libertadores, podemos voltar com assuntos espinhosos? Acho que sim, né? Voltemos às eleições, então. Mais precisamente à urna 7.

Uma coisa que me intriga há muito tempo: se a urna 7 foi impugnada judicialmente, isso não significa que há evidentes indícios de adulteração nos seus votos? Ou seja, um juiz determinou que, mediante os fatos apresentados, alguma irregularidade aconteceu.





A chapa perdedora recorreu algumas vezes, mas depois desistiu de apelar. Pouco tempo depois, soubemos que essa atitude só acontece porque, bem, a chapa perdedora acabou não sendo a grande derrotada nas eleições.

Mas desistir de apelar não significa que a irregularidade deixou de existir, certo? Mesmo que o fim das apelações na justiça não seja uma admissão de culpa por parte dos mais interessados em validar os votos da urna, alguém foi o responsável pela irregularidade.

Esse é o ponto: a urna 7 não se adulterou sozinha. Alguém fez um esquema para fraudar seus votos.

Mas aí veio o golpe, veio o Estadual, veio a boa campanha na Libertadores (até o jogo em Sucre, claro)…Agora tem a provável saída do Zé Ricardo.

E os responsáveis pela urna 7? Ninguém quer saber.

Esse é mais um caso em que a política do Vasco se iguala à política tradicional. A corrupção existe, mas não existem os corruptores. Alguém usou de um artifício ilegal para fraudar o processo mais importante do clube, mas ninguém parece se preocupar com isso. E a impunidade se perpetua, deixando claro que, se você tenta burlar o pleito e a vontade dos sócios, tá tudo certo.

Agora, a quem interessa que a urna 7 caia no esquecimento? Por que a atual gestão não acha relevante apurar os responsáveis pela tentativa de fraude? Que tipo de problemas a atual diretoria pode ter se encontrar os culpados e tiver que expulsá-los do quadro social?

Eis uma pergunta que os mandatários do clube deveriam responder. Mas, infelizmente, ninguém parece muito interessado em esclarecer essa situação.

JC Barbosa avatar

Com um pai flamenguista e uma mãe botafoguense, Julio Cesar "JC" Barbosa é a prova viva que ser vascaíno é predestinação, não imposição. Torcedor de estádio, tanto na Colina quanto no antigo Maraca (hoje Arena), escreve sobre o Gigante na internet desde 2007.