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Fazendo a "de fora"

Depois do Fim

 

Tenho algumas copinhas do mundo no currículo já …

Depois do final delas, passamos por uma espécie de ressaca, normalmente. Há uma sensação natural de que o sonho acabou e volta somente daqui a 4 anos e então, nos resta a resignação de voltar a uma realidade bem diferente.





E voltar a realidade, no nosso caso aqui no Brasil, significa lidar com o restante do campeonato brasileiro, onde as verdadeiras paixões de torcedores voltam a substituir esta espécie de “sentimento nacionalista” que nos faz torcer pelas seleções de nossos países.

Coloco entre aspas a referência ao nacionalismo, porque me parece muito claro que precisávamos ser um pouco mais “nacionalistas” e termos visão de bem comum em relação ao nosso país em muitos outros momentos que não fossem meramente as partidas de futebol da seleção. Mas isso é por demais complexo e offtopic para abordarmos por aqui.

Mas enfim, a verdade é que a excelência de uma competição, que reune a grande maioria dos melhores jogadores do esporte mais acompanhado do mundo, contrasta bem com o que teremos por aqui de volta no brasileirão a partir da semana que vem. Contraste em qualidade, organização etc.. Entretanto, a paixão do torcedor, que é clubística na sua essência, estará de volta. Um pouco devagar no começo, mas se intensificando na sequência. Isso me parece bem positivo.

Depois da experiência do VAR na Copa, apesar de, pra mim, não funcionar como deveria, porque dá ao árbitro de campo autonomia de decisão em condições inferiores de análise em relação a outros quatro árbitros, me parece bem ruim que simplesmente sigamos sem este recurso aqui, como seguiremos. Mal ou bem, houve intervenções importantes e alguns erros foram evitados. A CBF, que assim como a chefe FIFA é um foco de resistência ao verdadeiro “fair play”, habilidosamente costurou politicamente para passar esta conta para os clubes, na sua grande maioria com recursos escassos e insuficientes para honrar as suas obrigações básicas.

Assim sendo, por enquanto, nada a fazer e seguir como sempre, com uma arbitragem amadora, fraquíssima tecnicamente e que não inspira nenhuma confiança em relação ao conflito imparcialidade X interesses externos.

Outro ponto que gera bastante expectativa é que a parada grande da Copa, praticamente o tempo de uma pré-temporada normal, além da consequente inatividade dos jogadores fez com que muitos cenários mudassem em vários clubes. Alguns entram com novos treinadores e estreiam reforços o que pode sugerir uma mudança significativa nas tendências do torneio. Times de cima poderão recomeçar mal e times que vinham mal podem ter conseguido acertar melhor as suas equipes, tendo sequências positivas.

Enfim, não podemos parar, né? Então vamos com tudo! Boa sorte França e Croácia no domingo e esperamos o sonho de volta em 2022. Só que até 2022, temos muito futebol, análise e torcida em 2018, 19, 20, 21 …

Podemos recomeçar, depois do fim, ouvindo este clássico do The Doors … boa pedida.

Abraços

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Antônio Ramos avatar
Ex-jogador, auxiliar técnico e instrutor de futebol, escrevendo sobre o tema há mais de 20 anos. Torcedor do Fluminense Football Club.