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Beque Parado / Blogs

La Casa de Papelão

La Casa de Papelão

“Sabíamos que uma hora ou outra acabaríamos perdendo uma partida” – Rever

“You don’t believe, that’s why you fail” – Yoda





Setenta e dois meses. Cinquenta e duas mil, quinhentos e sessenta horas.

Uma Copa do Brasil. (Por favor, dispenso eventuais correções como ‘faltou mencionar o Carioca’. A omissão é proposital)

Incontáveis contratações equivocadas, para usar um termo gentil.

Os indicadores acima são, claramente, da administração do futebol na gestão do atual presidente, cujo mandato encaminha-se para um melancólico apagar das luzes. O inegável e louvável talento com as finanças sucumbiu à autossuficiência e prepotência de quem dirigiu o futebol sem a autocrítica necessária que os fizessem escolher pessoas capazes de tocar o departamento da melhor forma possível.

Não se engane: neste exato momento, em suas casas, este grupo deve ter achado super normal ter enterrado de vez as chances no campeonato brasileiro ao perder para aquele falido bando do Botafogo. Afinal, é um clássico. E, você sabe, clássico é clássico.

Houve, sim, momentos isolados (e cada vez mais isolados ao longo da gestão) em que o time apresentou um futebol que nos fizesse pensar – nem que por uma rodada fosse – que dali sairia algo de bom. Esquece. A relação dessa trupe que está no clube com a derrota é uma sinergia íntima e indissociável. Comandantes e comandados. E enquanto não forem varridos do Flamengo não ganharemos nem torneio de verão em pré-temporada.

A alma vencedora capitulou ao pragmatismo das planilhas. À indulgência motivada pela cor azul do extrato bancário. Ao projeto de longo prazo que nunca chega. À gestão paternalista. À inabilidade para conduzir um caso de insubordinação de desobediência.

Mais uma virtual eliminação. Mais um papelão. Foi nisso que o Flamengo se transformou. Numa casa de papelão.

(Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

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Felipe Maynard avatar
Carioca, rubro-negro, jornalista de formação, analista de sistemas por necessidade e pai de três

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