Dedé Moreira

O 1º Turno em números

Se vocês tiverem curiosidade entrem no site do Fluminense, na parte de Xerém. Está escrito ali: “O Fluminense adota a mesma filosofia de jogo para todas as categorias. Priorizando o jogo bonito, a molecada de Xerém tem na posse de bola com objetividade a principal característica, sempre buscando o gol adversário, trocando passes e dando dribles. As bases da filosofia do Fluminense são a posse de bola objetiva, a busca constante por espaço, intensidade de jogo, futebol com prioridade no passe e no drible, busca na recuperação da bola e Fair Play”. E continua: “O Fluminense tem como marca principal a formação de grandes jogadores e a filosofia de jogo ofensiva é fundamental para o crescimento do futebol brasileiro”. Depois do primeiro ano de gestão e com um elenco rep...

Não é meu Fluminense

O Fluminense passou. Mas… Amigos, que jogo feio, que desprazer ver esse Fluminense. O Fluminense da Flusócio, o Fluminense de Pedro Abad, o Fluminense de quem se juntou a esses caras nas vésperas da eleição e que agora, de forma oportunista, corre para as redes sociais se fingindo de oposição, definitivamente não é o nosso Fluminense. Mas é desse Fluminense, deles, que a gente precisa falar. Um dos piores times do Fluminense da nossa centenária história. O Defensor, adversário de ontem, se jogar o campeonato carioca corre sério risco de rebaixamento, sem nenhum exagero. O jogo no Maracanã mostrou o abismo. 80% de posse de bola, mais de 30% do tempo rodando bola no terço final do campo, 20 finalizações, amassando os caras, que não conseguiam sair jogando. O que faz nosso treinador ont...

A Sula e o Pedro

Amigos, a hora pede prioridades. Eu sou um ferrenho defensor dos pontos corridos. Acredito que é nesse tipo de torneio que somos capazes de fazer as avaliações mais justas que se podem fazer., quando estamos falando de trabalho de um Departamento de Futebol. Planejamento, modelo, plano, sistema, no ponto corrido, quem faz melhor, ganha. Quem faz mal, fica no meio do caminho. O Fluminense não tem nada disso. Como falar em planejamento num clube, só para ficar num único exemplo, com mais goleiro que meia no elenco? O que resta a um clube que planeja mal seu elenco, que não sabe fazer futebol, que acredita que o caminho é única e exclusivamente o corte nos gastos (olha a asfixia financeira pegando a gente de novo) é o acaso. E onde encontrar o acaso para que o Fluminense não passe mais um ano...

Blitzkrieg Tricolor

Em primeiro lugar quero agradecer ao Emiliano ter trocado o dia comigo. Como vocês sabem, eu adoro fazer o pré-jogo, tentar antecipar cenários e expor o que penso acerca de como jogar cada jogo. Emiliano fará sua coluna amanhã. Valeu irmão! Em primeiro lugar é preciso expor algumas definições pra que quando essas palavras forem usadas, elas não se confundam. Plano de jogo – o conjunto de elementos específicos e dinâmica do jogo com que se enfrenta uma determinada partida. É como vamos jogar. É diferente, pois, do Modelo de jogo, que é algo maior, é a caixa de ferramentas, os conceitos que o treinador oferece ao time. Dentro do modelo encontram-se os fundamentos do treinador. Sistema (ou módulo, eu prefiro sistema) de jogo – a distribuição espacial dos jogadores em cada momento ...

Perder é morrer

No post de Terça Feira aqui da Flupress, o Gustavo enfatizou o quanto os jogos aqui no Brasil são ruins. Chutão, segunda bola e bora construir o ataque! Funciona assim com quase todos. Num parágrafo do post, Gustavo foi muito feliz: “Num futebol nivelado, a distância técnica entre o postulante a uma vaga na Libertadores e uma vaga na zona do rebaixamento é mínima. Todo mundo pode ganhar de todo mundo. E se o campeonato é uma grande casa da Mãe Joana, que sejamos nós a deitar no sofá com o controle remoto na mão.” O Fluminense de Marcelo Oliveira não encanta e não vai encantar pelo jogo bonito, posse de bola, troca de passes, noções de tempo e espaço, cadência, controle. Eu mesmo defendo um outro modelo. Mas a gente precisa ser inteligente pra perceber que alguns modelos levam tempo para se...

Se eu fosse o Marcelo…

Acho que ninguém tem mais dúvida de que a gestão Abad está morta. A Flusócio e quem se juntou a ela nessa eleição, sabendo o que foi a gestão Peter, não possui nenhuma condição de liderar mais nada no Fluminense. Não há nenhum projeto pro futebol do clube. Nunca houve. Apesar disso, e eu coloquei isso nas redes sociais, acho que ninguém duvida que um bom trabalho de campo pode fazer o Fluminense ressurgir nesse brasileiro. Até porque, o que não falta no meio do futebol é gente ruim e incapaz. E a nossa esperança é o campo galera. Marcelo Oliveira, nas entrevistas, começou muito bem. Reconheceu o tamanho do Fluminense, desfez os 3 zagueiros (frisamos no início do ano que o sistema era insustentável pro brasileiro) e disse que a bola teria que sair mais limpa lá de trás. Boas ideias, vamos p...

Peter, Abad e Ferran Soriano, qual caminho você escolheria?

Em 25/11/2010, o candidato da Flusócio a Presidente do Fluminense falou ao Globoesporte: (link: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/fluminense/noticia/2010/11/candidato-apoiado-por-patrocinador-peter-siemsen-espera-dobrar-receita.html) Como todos sabem Peter ganhou a eleição e, posteriormente, foi reeleito. Presidiu o clube de 2011 a 2016, quando elegeu seu sucessor, Pedro Abad, também candidato da Flusócio. A seguir, alguns trechos dessa entrevista: Perguntado sobre a dívida do clube, Peter respondeu: “Hoje, a situação do Fluminense, em termos de gestão, é muito ruim. Isso é consequência de gestão. Se você observar, quando o Horcades assumiu, a dívida era de R$ 92 milhões. Quando o David Fischel assumiu, era de R$ 40 milhões. Hoje nós estamos ultrapassando a marca de R$ 350 ...

Mentirosos e Incompetentes

No twitter logo após a vergonha protagonizada na quarta feira printaram algumas postagens do Abad, todas de antes da eleição. É necessário registrá-las, porque passado o pleito a hora é de cobranças: Se preparem pra rir… ou chorar… ” Abad é compromisso com as conquistas da gestão Peter”  22/10/2016 ” Eu tenho orgulho de fazer parte dessa história. À frente do Fluminense, ajudei a equacionar as dívidas” 29/09/2016 ” Sabendo escolher e precificar cada investimento de forma profissional, pra não fugir do Profut” 01/11/2016 “O primeiro passo foi dado” 27/09/2016 (Falando do estádio) “O futebol que vou fazer é bem diferente desse. Nova filosofia, mais resultados no campo, nova estrutura no comando” 07/07/2016 “Marcelo...

Não é normal

O Fluminense jogou 6 jogos fora de casa até aqui no campeonato. Eu contei o Fla-Flu, por causa da venda do mando pra pagar a dívida com o Roni, contraída pelo Peter sempre com aval de quem hoje, infelizmente, nos preside. O Fluminense disputou 18 pontos. Fez 4. Aproveitamento horroroso de 22,2% dos pontos disputados. Como a gente vem falando por aqui semanalmente, time que não entra pra ganhar, dificilmente ganha. O Fluminense do Abel conseguiu a façanha de acertar 0 bolas no gol nos primeiros tempos contra Grêmio e Paraná Clube (sim, o modelo proposto não escolhe adversário, seja ele grande ou pequeno, o Fluminense joga igual). Nesses dois jogos, conseguiu 1 ponto contra o Grêmio e quando resolveu jogar, depois de levar um gol lá no Paraná, não deu pra reagir. Até pressionou o Paraná, no ...

A bola é necessária, não acreditem no contrário

Tá bom, eu sou um fanático por times que jogam com a bola. Eu concordo também que isso pode soar vez ou outra até meio xiita. E é claro que dá pra ganhar alguns jogos sem ter a bola. Alguns jogos. Dificilmente um campeonato de pontos corridos. O Fluminense entrou em campo contra o Grêmio na quarta feira pra não jogar futebol. Dia de jogo do Fluminense é um dia especial né? A gente trabalha mais animado, tem um joguinho quarta á noite do seu time, a galera pede uma pizza, toma até uma cervejinha quebrando aquela promessa de regime da semana. Pra ver seu time jogar… Começa o jogo e…  Seu time não joga. Só o outro. Eu respeito quem tenha, mas eu não tenho nenhum prazer de ver aquilo. Se ainda fosse contra o Barcelona, o Real Madrid, mas não, é contra o Grêmio desfalcado. Ah, mas o...

Buscando a ponta

Disse aqui na sexta-feira passada: Mantendo o nível de atuação do jogo contra o Botafogo briga em cima. De novo, o Flu jogou muito bem e, claro, venceu, como acontece quase sempre quando se joga melhor do que seu adversário. O bom das duas últimas atuações do Fluminense é que tanto no jogo contra o Botafogo, quanto no jogo contra o Atlético, o Flu impôs seu jogo. No primeiro jogando com a bola e atacando e no domingo passado jogando em transição. Embora por caminhos diversos os números refletem essa imposição: Contra o Botafogo o Fluminense acertou 389 passes e finalizou 20 vezes. Ou seja, pra cada finalização foram necessários em torno de 19 passes. Em compensação o Botafogo conseguiu 250 passes e finalizou apenas 8 vezes, precisando de mais ou menos 31 passes pra cada finalização. Ou sej...

Resultado X Performance

O Fluminense vem de 1 derrota e 1 vitória nos 2 jogos que fez fora de casa. Acabado o jogo contra o Vitória, descasquei o Abel nas redes sociais. O Fluminense acabava o primeiro tempo perdendo de 1 a 0, exatamente como foi contra o São Paulo. Abel, em vez de fazer a mexida óbvia e que deu resultado contra o São Paulo, não tira os zagueiros e o Fluminense continua jogando mal, com uma posse estéril. Empata numa bola alta, que sobra pra Pedro, que rola pra trás, que Pablo chuta, que bate no Rhayner e que engana o goleiro. E vira em outra bola alta. Pouco futebol, muita sorte. Jogando aquilo ali, briga pra não cair. Aí vem o jogo contra o Botafogo, depois de um jogo fisicamente muito desgastante na altitude. E o Fluminense entra em campo voando. Um massacre. O jogo termina com 55% de posse de...

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