Eu confesso pra vocês que nunca achei que seria tão difícil dizer adeus. Logo eu, que tive que me despedir do meu grande idolo de 87. Sim, ser velha tem suas vantagens rs, então eu vi Renato partir… Vi Leonardo e vi Adriano. Mas nada nunca doeu tanto quanto soltar a mão de Vinícius e de Vizeu. Essa geração que vimos crescer desde a raiz, e na hora do “vamo ver”, o sonho do sucesso no velho continente vai levar embora. Só quem estava no Maracanã sentiu o peso que carregava cada coração Rubro-Negro. Não está fácil abrir mão, é como deixar um filho ir, a gente tem medo que não esteja preparado, que sofra longe da gente, mas sabe que ele tem que ir, que tem que sair do aconchego e ganhar o mundo. E eles vão, nossos meninos.

Mas os deuses do futebol se compadeceram desses corações partidos e sopraram boas novas. O Maraca enfim é nosso. Muitos dirão: calma lá, ainda não é tão nosso assim. Tem um tal de Fluminense, que assinou o contrato que a gente não quis…





Verdade, tem isso. Mas como controlar a empolgação de tomar posse de algo que sempre foi nosso e que nos foi negado por tanto tempo? Não existe Maracanã sem o Flamengo e o Flamengo certamente é menos feliz longe do Maracanã.

Isso de arrancar cadeira, pintar arquibancada, customizar ambiente… Calma, galera! A gente divide o aluguel rs Eu duvido que seja fácil convencer os tricolores a aceitarem uma coisa assim. Eu, como já assisti muito jogo no cimento gelado, com poça d’água (que nem sempre era água), estou imensamente feliz com essa pequena conquista. Um pequeno passo, mas com certeza, na direção certa.

Agora, quando passar com alguém ali nos arredores, a gente já pode apontar, encher o peito e mandar: Sabe aquele estádio ali? É meu!

Saudações Rubro-Negras!!!

Renata Rosa Graciano

Twitter: @regraciano

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Jornalista, peladeira e apaixonada pelas chuteiras pretas