Quando André Tozzini – cabalisticamente – na noite de 6/6 me convida para escrever uma coluna aqui no Futebolzinho e sugere que eu escreva sobre Músicas e Flamengo, imediatamente me lembro da música “Déjà Vu” do último álbum do Roger Waters, que começa com uma reflexão interessante:

Se eu tivesse sido Deus, eu teria reorganizado as veias no rosto para torná-las mais resistentes ao álcool e menos propensas ao envelhecimento”.

Obviamente não há algum termo comparativo entre mim, Deus e Roger Waters. Longe disso!
Flamengo e Músicas, são minhas duas maiores paixões e que, em determinado momento fizeram, fazem e farão parte de todas as minhas alegrias e porque não dizer tantas outras angústias.

E seu eu fosse mesmo Deus por noventa minutos (dose exigente, pois), transformaria esse New Maracanã no “Velho Maracanã” com suas arquibancadas de cimento e, em um único jogo de Futebol, todos os lances memoráveis, gols, o canto da Torcida do Flamengo, principalmente o Samba Enredo da Império Serrano, 1982, Bum Bum, Paticumbum, Prugurundum, várias vezes cantado “por todo lado esquerdo do estádio”.

“Esquina mais de um milhão; Quero ver então a gente, gente, gente…” (Clube da Esquina 2, Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges)

Nunes e Leão – Final Brasileiro de 1982 – Estádio Olímpico – RS

Teriam também nesse meu sonho acordado, pessoas na arquibancada que sinto imensa saudade por não estarem mais nesse planeta ou pela distância que o destino nos impõe. Sinto saudades até de quem eu não conheço pessoalmente e também de outros em que a comunicação é feita por algum aplicativo ou rede social.

Voltando aos noventa minutos de Déjà Vu ininterruptos, até você que pacientemente lê esse texto experimentaria essa deliciosa sensação, um “Melhores Momentos” ou outro nome que ainda não consigo definir. Defino que seria eternidade para você o tanto que é para mim.

Saudosismo exagerado dirão alguns. Talvez.
Talvez eu tenha aproveitado a sugestão dada para que, de alguma forma usar um tema musical e o Flamengo juntos, entretanto, o passado não será uma referência ou maior motivo para que eu mal escreva essas linhas.
O fiz agora por ingenuidade, acredite.

Você ao ler esse texto deva estar se recordando de vários bons momentos e de alguma forma (sem a minha menor presunção), gostaria de fazer esse tempo voltar.
Onde?
Uma partida, duas, várias?
Sua imaginação e paixão definem o que gostaria de reviver e sentir (no momento) a sensação que já viu antes.
E se a sua imaginação ainda não o permite sentir saudades de outra Época Flamengo, insisto que, foi exatamente este “passado” que forjou com o metal mais precioso e indestrutível a sua paixão por este Clube.
Afinal, nesses tempos modernos do Futebol, mudam muitas coisas… Nomenclaturas, por exemplo, que dizem a mesma coisa de antigamente, ou seja: “Marcação Alta” é a mesma coisa que “Marcar sob Pressão”, mas isso eu deixo para depois.

Rogo então, que sua paixão fique inabalável como Torres Sólidas ante à tempestade e que você consiga viver no presente ou no passado de forma intensa, afinal, até a esse parágrafo, isso aqui é e sempre será Flamengo!

Ah, antes que eu me esqueça: se gostou ou não, deixe seu comentário. Perca a timidez e não hesite em fazê-lo!

Até Breve, SRN.
Ps. Dedico esse texto a Pablo dos Anjos, Mangueira e Flamengo da Primeira a Última Estação do Ano.

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Carioca e Flamengo desde a geração da primeira célula.