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Beque Parado / Flamengo

Dançando com a irmã na festa

Acredito que haja uma divergência de expectativas entre o que o time almeja e a torcida espera. Se havia alguma dúvida disso, ela dissipou-se no empate sem gols de hoje, contra o River no Monumental.

Digo isso porque o Flamengo foi a campo hoje para empatar. A liderança do grupo, aparentemente, não estava nos planos do time, que mais uma vez apresentou um futebol estéril e com atuações ruins. Paquetá segue sendo um destaque negativo e Henrique Dourado, o jogador mais “sem nota” que há muito não vejo. Everton Ribeiro, mais perdido em campo do que azeitona em boca de banguela, sente a falta da cadência que o Diego traz à posição (ou, pelo menos, deveria trazer). Por outro lado, destaco as atuações de Cuellar, que traz o peso do DNA rubro negro em suas inconformadas declarações pós jogo, e Rhodolfo, que poderia estar voando em campo se não fossem as sucessivas lesões.





Se o objetivo era esperar a hora do avião de volta, foi alcançado, porque a vontade de ganhar ficou no Rio de Janeiro. Com a segunda colocação, o Flamengo vai decidir fora de casa nas oitavas de final. Além disso, teoricamente, terá pela frente um adversário sorteado do pote dos primeiros colocados, no dia 4 de julho. A Libertadores para agora e só volta após a Copa do Mundo. Bendita Copa, que forçosamente dará ao clube um tempo para arrumar a casa.

Não há muito mais o que dizer. A coluna de hoje reflete o que foi o time esta noite: ausência absoluta de criatividade e tesão. Um jogo mais sem graça do que dançar com a irmã na festa.

Au revoir, Shoshanna

Fred Luz deixou a diretoria geral do Flamengo para trabalhar na campanha de João Amoedo (NOVO) à presidência da república. Foram cinco longos anos tomando conta de um departamento do qual, em 2013, confessou publicamente não entender nada. Desejo-lhe todo sucesso do mundo, mas que seus projetos passem longe, muito longe do Flamengo.

Só lembrando que quem o levou para o clube foi o Luiz Eduardo Baptista, que hoje cultiva como um dos principais passatempos bater na diretoria atual, com a isenção e distância de quem pretensamente nada teve a ver com isso.

Você recusaria?

Sobre a gritaria corinthiana em relação à saída do seu técnico: segundo o UOL, os árabes ofereceram cinco vezes mais (em dólar) do que Carille ganha no Brasil, além de R$12 milhões de adiantamento, para comandar o Al-Wehda por duas temporadas. Acho que esses números pornográficos encerram qualquer discussão sobre compromisso apalavrado com o clube… ou não?

Quase lá


“Two down, one to go”

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Felipe Maynard avatar
Carioca, rubro-negro, jornalista de formação, analista de sistemas por necessidade e pai de três

2 Comments

  1. Carlos Morena avatar

    Apolo, muito bom o texto. Jogamos com um monte de moleques, Leo Duarte, Jean Lucas (que foi muito bem), Vini e Paquetá. Não é fácil debutar no Monumental contra o River. Jogo de ontem, pra mim, era apenas um jogo pra dar cancha mesmo. Não queria perder, mas acho que foi melhor pra essa garotada ter experiência de liberta. Já estamos nas 8as. Se tivéssemos vencido ontem seria algo além do que eu esperava, e olha que tivemos chances. Agora, Paquetá precisa soltar mais a bola, continua prendendo demais. Ontem demorou em alguns lances. Para quem deve dar ritmo na transição zaga/meio/ataque não dá pra prender demais. E aquele cartão então. PQP. No geral acho que o resultado foi ok. E olha que tivemos 2 boas chances. Eles só aquela bola na trave no abafa

    • Felipe Maynard avatar

      Opa, seja bem vindo à minha humilde residência. Fico com a frase filosofal do nosso amado e eterno pofexô: o medo de perder tira a vontade de ganhar. Grande abraço.

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