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Flamengo / Nos Entre os Gols

Em algum lugar do passado

Em algum lugar do passado

Desde a madrugada pós eliminação da Copa do Brasil tenho mais uma certeza além da morte: Ao escrever o romance A Clockwork Orange (Laranja Mecânica), e publicá-lo em 1962, Anthony Burguess não criou uma realidade completamente distante e fictícia…

Cada cara representa uma mentira / Nascimento, vida e morte, quem diria / Até sonhar de madrugada, uma moça sem mancada / Uma mulher não deve vacilar / Hoje pode transformar, e o que diria a juventude / Um dia você vai chorar, vejo clara as fantasias” – Juventude Transviada, (Luiz Melodia)





Olá, Leitores!

Vocês não sabiam, mas eu estava com muitas saudades de abrir o editor de textos e, com o devido crédito ao extraordinário músico Lobão – escrever minhas bobagens, pra me lembrar que eu “sou” a coisa mais brega que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada (desculpe-me pela demora), de tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona. A vida está se tornando doce apesar do cheiro do sal que voltei a sentir nas maresias minhas de cada dia.

Trabalhando o sal é amor é o suor que me sai / Vou viver cantando o dia tão quente que faz / Homem ver criança buscando conchinhas no mar / Trabalho o dia inteiro pra vida de gente levar” – Canção do Sal, (Milton Nascimento).

Foco nas Focas
Já que o assunto neste site é futebol e tudo que orbita nesse esporte, abro meu texto principal com aspas do “canhoto” Noam Chomsky – “Se a gente não acredita em liberdade de expressão para as pessoas que desprezamos, então não acreditamos em liberdade de expressão de forma alguma”.
Usando a expressão pré-fabricada – mais uma vez… de tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona – de torcedores autênticos do Flamengo, alguns canais no Youtube existem apenas para: desinformação absurda sobre fatos, ofensas pessoais, xingamentos hipócritas e até altas doses de valentia meramente virtuais, afinal… “O mito é diferente do rito”.
Você com o teclado à mão é um bicho feroz / É sim… / Sem ele / Sua realidade é o Felino de Oz / Isso aqui cá pra nós!” – Perdão Bezerra! Perdoe-me também, Cláudio Inspiração e Tonho…

Perdoe, Zico… Eles sabem o que dizem quando usam o seu nome e não é em vão. Como se diz em uma expressão moderna, é para “causar”, “impactar”, lançar suas logorreias repetitivas e cansadas às bocas, olhos e ouvidos das foquinhas adestradas por um “discurso” redundante pela crítica sem nenhuma demonstração de como deveria ser feito.

As focas nem se importam, ao contrário, incentivam e se regozijam com outro exemplo de canal tão criativo quanto seus pares: Nesse, algumas histéricas senhoras usam palavrões comuns, xingam tudo e a todos, principalmente quem está fora de suas “drugues”. Essas senhoras, uma tentativa de misturar resultados do futebol e política atual do Flamengo com Dercy Gonçalves, Leila Diniz e Pagu, noves fora, falta o raciocínio básico para exemplificarem de forma prática soluções para os problemas (e não são poucos), cercados pelos muros na Av. Borges de Medeiros, 997 ou no Ninho do Urubu.
Eu sou pau pra toda obra / Deus dá asas à minha cobra / Minha força não é bruta / Não sou freira, nem sou puta / Porque nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda / Meu peito não é de silicone / Sou mais macho que muito homem” – Pagu, (Rita Lee, Zélia Duncan)

Podem reduzir esse texto a uma expressão: Inveja.
Absolutamente. Ainda me remeto à frase de Chomsky e creio que seria muito mais interessante se além dos evasivos xingamentos tivessem soluções, mas… Aí é querer uma rasa e diminuta sapiência inicial o que ainda não é o caso.
Pode ser que um dia aconteça, claro! O fogo foi descoberto e a roda foi inventada, alguns enquanto humanos conseguem sair da Era das Trevas Cibernética, apesar de crítico acredito, porque eu e você também temos zilhões de defeitos (sic) e algumas virtudes.

Por enquanto, minha total indignação quando tentam anular trezentos e trinta e quatro gols do Zico apenas no Maracanã e nem preciso citar a representatividade do Galo para o Futebol e Torcida Flamengo, quem acompanhou essa tentativa e não se indignou como vários, faz no mínimo apologia às drogas e sente uma enorme vontade de ser “descolado”, “diferente”, “causar” e, num ato contínuo participar da mesma “drugues”. Direito assegurado. Como se diz nas Forças de Segurança… Vá e vença!

Sempre defenderei a democracia liberal, caracterizada pelo respeito às liberdades individuais, entre elas a liberdade de expressão, mas que essa liberdade seja acompanhada de muita responsabilidade no que se diz, obrigatoriamente com provas cabais e um pouco de conhecimento sobre o assunto tratado ou que assumam de vez essa característica (ou caricatura) de que torcem para que tudo de errado aconteça para completarem seus argumentos meio a palavrões, frases de efeito e uma pseudocultura.

Mea Culpa
Eu sou eu e a minha circunstância e se não a salvo, não salvo a mim mesmo”.
A famosa frase de Ortega y Gasset que pego emprestada serve (para mim), como um certo alento para o tempo em que eu colaborei em um desses canais e que, tentei levar informações relevantes e desta forma sair do lugar comum do “quanto pior melhor”, jamais me senti superior por isso, ao contrário.
Nem me preocupo se entro para a lista dos ofendidos, se algum dos “drugues” lerem essa coluna. Chomsky e Ortega salvam a minha circunstância em escrever bobagens aqui no Futebolzinho e de outras “perspicácias” tais como:

Aceito o “metido e o arrogante”, mas… Favorável ao Senhor que atualmente ocupa a Presidência do Clube que amo (e amarei até depois de morrer), o qual jamais escrevi seu nome nesta coluna… O “prato” está meio cheio, diriam alguns ou meio vazio, diriam outros. A sagacidade da valente senhora tem que ser completa(da) com seus “amiguinhos das lives” e eu como um monstro de espuma… Bem, a imagem como resposta é melhor do que palavras ou palavrões, sejam em português ou francês, língua que admiro, porém, parcas palavras pronuncio.

Você é tão moderno / Se acha tão moderno / Mas é igual a seus pais / É só questão de idade / Passando dessa fase / Tanto fez e tanto faz / Você com as suas drogas / E as suas teorias / E a sua rebeldia / E a sua solidão / Vive com seus excessos / Mas não tem mais dinheiro / Pra comprar outra fuga / Sair de casa então” – A Dança, (Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá)

Tratamento Ludov(z)ico

Como bem disse o Cardeal Ricardo Leblond no Programa Bate-Bola RN, na noite de 23 de outubro de 2018: “Como somos a Torcida do Flamengo, nós temos mais tudo, mais gente boa, mais idiotas, mais santas, mais machões, mais tudo! Nós somos maiores em tudo!” Explicado os exageros? Talvez… Perdoadas as mentiras ditas sobre Zico? Jamais!

Peço a você que mantenha sempre em sua mente o quanto devemos agradecer diariamente ao Sr. Arthur Antunes Coimbra por tudo que ele fez e ainda faz por nosso Clube. Zico sempre está (e estará) acima de qualquer ilação oriundas de torcedores adversários. Mais trezentos e trinta e quatro degraus acima das ilações oriundas dos que se dizem Flamengo e através de suas, repito, logorreias, se acham mais Flamengo dos demais, mesmo “conhecendo” o clube através do Google Maps.

Para esses e essas que corroboram e gargalham com esse tipo de “Melancia Virtual” – se possível fosse – o “hipotético tratamento” é rever todos os trezentos e trinta e quatro gols feitos no Maracanã (apenas), trezentas e trinta e quatro vezes. Ou o meio termo que é ler o extraordinário livro do Paulo Sérgio de Souza (@pausse) que retrata (alguns gols literalmente através de seus desenhos), trezentas e trinta e quatro vezes para que nunca mais usem o nome do maior patrimônio esportivo do Clube de Regatas do Flamengo para justificarem suas próprias frustrações.
Isso aqui cá pra nós…

Até Breve, SRN!

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Pascoal Grisolia avatar
Carioca e Flamengo desde a geração da primeira célula. Minhas elucubrações e as músicas que eu cito são extensões do que penso com meus botões modernamente chamados de teclas. Nem tudo é fina ironia ou se deve levar tão a sério. O mais importante é a provocação. Twitter: @pascoalgrisolia