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Flupress / João Bolt

A participação do Fluminense em Copas do Mundo

A participação do Fluminense em Copas do Mundo

Neste post faço um levantamento sobre os jogadores do Fluminense que disputaram Copas do Mundo. Os convocados, os jogos, os recordes, enfim, tudo que o torcedor tricolor precisa saber sobre a participação do seu clube na maior competição do futebol mundial.

 

Jogadores do Fluminense convocados para a Seleção Brasileira em cada Copa do Mundo:

 

1930


O Fluminense foi o time com mais jogadores na Seleção Brasileira na primeira Copa do Mundo. Foram cinco os convocados pelo técnico Píndaro de Carvalho. O Brasil fez apenas duas partidas na competição. Preguinho e Fernando foram titulares da Seleção, e o goleiro Velloso jogou apenas a segunda partida, a vitória de 4×0 sobre a Bolívia. O super atleta Preguinho, capitão da Seleção, além de marcar dois gols contra a Bolívia, fez o gol de honra do Brasil na estreia contra a Iugoslávia, na qual o Brasil perdeu por 2×1, eternizando-se como o autor do primeiro gol brasileiro em copas do mundo. Ivan Mariz e Fortes não atuaram.





 

1934

A Copa da Itália foi disputada durante a cisão do futebol brasileiro. O Fluminense era filiado à Liga Carioca de Football e esta não era filiada a CBD. Desta forma os jogadores do Fluminense não podiam ser convocados.

 

1938


Assim como em 1930 o Fluminense teve cinco jogadores convocados para a Copa do Mundo da França e foi o time que mais cedeu jogadores para a Seleção, desta vez empatado com o Botafogo. O Brasil fez sua primeira boa campanha em copas, ficando em 3º lugar. Todos os jogadores do Fluminense atuaram, sendo que o craque Tim, que teve sérios desentendimentos com o técnico Adhemar Pimenta, jogou apenas uma vez.

 

1950


O goleiro Castilho e o ponta esquerda Rodrigues foram os representantes do Fluminense na Copa do Brasil, em 1950. Rodrigues é citado equivocadamente em diversas publicações como jogador do Palmeiras. De fato ele já havia sido vendido pelo Fluminense quando a Copa começou, mas o que vale é o time ao qual o jogador pertencia no momento da convocação, no caso, o Fluminense. Este é um critério adotado universalmente. O Tricolor poderia ter tido ainda Píndaro entre os selecionados. O lateral direito participou de boa parte da preparação para a Copa mas, insatisfeito com o técnico Flávio Costa, pediu dispensa.

 

1954


Repetindo 1930 e 1938, o Fluminense foi (ao lado do São Paulo) o time com mais jogadores na Seleção de 1954. O técnico Zezé Moreira, que também dirigia o Fluminense, levou quatro de seus homens de confiança para a Suíça. O lendário goleiro Castilho, o histórico zagueiro Pinheiro e o supre craque Didi foram titulares e disputaram todos os três jogos que o Brasil disputou na Copa até ser eliminado pelo temido escrete húngaro. Veludo foi o goleiro reserva de Castilho.

 

1958


Único tricolor na Seleção que conquistou o mundial pela primeira vez, Castilho foi reserva do goleiro Gilmar e não chegou a atuar.

 

1962


Foram três os jogadores do Fluminense bicampeões mundiais no Chile em 1962. Castilho, convocado para sua quarta e última Copa do Mundo, e os laterais Jair Marinho e Altair. Os três ficaram na reserva de jogadores consagrados na Copa anterior (Gilmar, Djalma Santos e Nilton Santos) e não tiveram a oportunidade de atuar em nenhuma partida.

 

1966


Na Copa da Inglaterra o Fluminense teve dois convocados. O volante Denílson (o famoso Rei Zulu) e novamente Altair. Cada um deles atuou em duas das três partidas realizadas pelo Brasil na Copa.

 

1970


Para a emblemática Seleção campeã do mundo em  1970 o Fluminense contribuiu com o goleiro Félix e o lateral esquerdo Marco Antônio. Félix tornou-se o único jogador do Fluminense a conquistar uma Copa jogando do início ao fim da competição. Se Castilho, Jair Marinho e Altair foram campeões sem jogar e Branco foi campeão disputando as três últimas partidas de 1994, Félix, um monstro sagrado na história tricolor, foi titular em todos os jogos, do primeiro ao último minuto. Já Marco Antônio, que havia sido titular em praticamente todos os amistosos realizados como preparação para a Copa, na hora H, talvez pela inexperiência (tinha apenas 19 anos), acabou preterido por Everaldo. Teve oportunidade de jogar duas partidas quando Everaldo se contundiu.

 

1974


Marco Antônio foi o único jogador do Fluminense na Copa da Alemanha, mas não chegou a jogar. Foi reserva de Marinho Chagas.

 

1978


Na Copa da Argentina o zagueiro Edinho disputou três jogos, sempre como lateral esquerdo. Uma estranha opção do técnico Cláudio Coutinho. Rivellino, em tese titular absoluto da Seleção, teve problemas de contusão e também participou apenas de três jogos. O genial meia não voltaria a jogar pelo Fluminense depois da Copa, sendo vendido ao Al-Hilal da Arábia Saudita.

 

1982


Reserva da zaga formada por Oscar e Luizinho, Edinho teve apenas uma oportunidade de jogar na Copa da Espanha, entrando no lugar de Oscar durante o jogo contra a Nova Zelândia.

 

1986


Do time do Fluminense tricampeão carioca e campeão brasileiro, dois jogadores foram convocados para a Copa do México. Branco foi o titular absoluto da lateral esquerda. Já o goleiro Paulo Victor se alternava com Leão no banco do titular Carlos e não chegou a jogar.

 

1990

Com exceção de 1934, quando os jogadores do Fluminense não podiam ser convocados, a Copa da Itália, em 1990, foi a primeira que não teve nenhum jogador do Fluminense na Seleção Brasileira. Os jogadores de times estrangeiros, que até então eram raríssimos, passavam a dominar as convocações.

 

1994


Branco iniciou a Copa na reserva. Com a suspensão de Leonardo após a famosa cotovelada desferida em Tab Ramos no jogo contra os Estados Unidos, passou a ser o titular. Entrou para a história não apenas por ser tetracampeão mundial, mas pelo antológico gol de falta que deu a vitória ao Brasil contra a Holanda nas quartas de final.

 

1998-2002-2006-2010

Se até 1994 Copa do Mundo sem jogador do Fluminense era exceção, a partir de 1998 virou regra. O Brasil passou a ter uma Seleção cada vez mais “estrangeira”, as convocações de jogadores de clubes brasileiros foram minguando e as do Fluminense sumiram. Foram quatro copas seguidas sem nenhum atleta do clube.

 

2014


Vinte anos depois da triunfal participação de Branco no tetracampeonato de 1994, o Fluminense voltava a ter um jogador na Copa do Mundo. Fred foi titular durante quase toda a Copa, sendo barrado apenas na decisão do 3º lugar, contra a Holanda. Marcou um gol contra Camarões na 1ª fase. O desempenho do atacante, assim como o de toda a Seleção, foi aquém do esperado.

 

Recordes e Números

Total de convocações: 32 (*)
Maior número de convocações: Castilho, 4
Total de jogadores convocados: 25 (*)
Maior número de jogos: Branco, 8
Maior número de gols: Preguinho e Romeu, 3
Maior número de títulos: Castilho, 2
Campeões mundiais: Castilho, Jair Marinho, Altair, Félix, Marco Antônio e Branco
Campeões mundiais jogando: Félix, Marco Antônio e Branco
Campeão mundial jogando todas as partidas: Félix

(*) Diversos rankings já publicados consideram que o Fluminense teve 31 convocações e 24 jogadores diferentes em copas. Isso se deve ao equívoco já mencionado de considerar o jogador Rodrigues como sendo do Palmeiras na Copa de 1950.

Branco levanta a taça em 1994

Félix, titular da Seleção de 1970

 

Outras seleções

Além das participações na Seleção Brasileira o Fluminense teve ainda a presença de Romerito na Seleção Paraguaia, na Copa do Mundo de 1986. Estrela do time, Romerito esteve nos quatro jogos disputados por sua seleção, que foi eliminada pela Inglaterra nas oitavas de final. Marcou dois gols. O da vitória de 1×0 sobre o Iraque e o do heroico empate contra o México, dono da casa, em um estádio Azteca tomado por mais de 100 mil pessoas.

México 1 x 1 Paraguai, Copa de 1986. Romerito marcou o gol de empate.

 

Jogadores que disputaram copas do mundo e também jogaram pelo Fluminense:

A lista abaixo contém os jogadores que disputaram Copas do Mundo quando atuavam por outros clubes, mas que em algum momento de suas carreiras jogaram pelo Fluminense.

1930: Benedicto, Nilo, Pamplona, Theophilo, Della Torre (Argentina)(*)
1934: Sylvio Hoffman, Waldemar de Britto
1938: Afonsinho, Nariz
1950: Ademir Menezes, Bigode, Ruy, Skoglund (Suécia)(*)
1954: Humberto Tozzi, Maurinho, Rodrigues, Ambrois (Uruguai)
1958: Didi, Pelé(*), Skoglund (Suécia)(*)
1962: Didi, Pelé(*), Zequinha
1966: Gérson, Lima, Pelé(*), Artime (Argentina)
1970: Carlos Alberto Torres, Gérson, Paulo Cézar, Pelé(*), Rivellino
1974: César, Dirceu, Marinho Chagas, Paulo Cézar, Renato, Rivellino
1978: Abel, Dirceu, Gil, Rodrigues Neto, Toninho
1982: Dirceu, Edevaldo, Paulo Sérgio
1986: Edinho
1990: Bismarck, Branco, Jorginho, Renato Gaúcho, Ricardo Gomes, Ricardo Rocha, Romário
1994: Jorginho, Ricardo Rocha, Romário, Zetti, Asprilla (Colômbia)
1998: Edmundo, Asprilla (Colômbia)
2002: Belletti, Ronaldinho Gaúcho, Vampeta
2006: Fred, Ronaldinho Gaúcho, Deco (Portugal), Urrutia (Equador)
2010: Thiago Silva, Deco (Portugal)
2014: Henrique, Marcelo, Thiago Silva
2018: Marcelo, Thiago Silva

(*) Pelé, Della Torre e Skoglund jogaram apenas uma partida amistosa pelo Fluminense. Nunca tiveram vínculo contratual com o clube.

 

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João Claudio Boltshauser avatar
João Claudio Boltshauser (Bolt pra facilitar) curte escrever sobre o Fluminense Football Club, em especial sobre sua história. Aquela que traduz a predestinação para a glória.