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Caio Barbosa

Fluminense arregaça o Flamengo do Paraná: 2 a 0

Fluminense arregaça o Flamengo do Paraná: 2 a 0

O Fluminense despachou, ontem, mais um rubronegro neste Campeonato Brasileiro. Desta vez, o urubu paranaense. Bem verdade que seu treinador, o incensado Fernando Diniz, malandramente tentou vir disfarçado de laranja, mas quem nasceu para rubronegro nunca chega a Tricolor, e no final das contas, a mesma história: Fluzão 2 a 0, inapelavelmente.

Estive lá no Maraca mais uma vez, e ontem curioso para ver o tal futebol apresentado pelo time do Diniz. E o que vi foi um time à imagem do seu treinador: interessante, mas muito pouco produtivo ou efetivo. Mais ou menos o que o Fernando foi ao longo da carreira, à exceção de jogos como a antológica goleada tricolor sobre o Palmeiras, em São Paulo, onde ele foi o grande destaque do jogo.





O que se viu, ontem, foi uma excelente atuação do Fluminense e do seu técnico, Abel Carlos da Silva Braga, este sim um treinador de futebol de primeira linha, que faz omelete sem ovos, e limonada de um só limão. Deu uma aula no colega, que está começando a carreira e deveria estudar a lição em casa se quiser ir longe na profissão.

Com um elenco limitadíssimo técnica e numericamente, Abel vai aos poucos conseguindo um bom padrão de jogo para equipe ao insistir neste 3-5-2. Nossos limitados zagueiros se encaixaram bem no esquema, protegidos pelo Richard, que sofre críticas muitas vezes injustas. É um jogador de qualidade, que em breve estará disputando título por alguma equipe de ponta, que eu espero volte a ser o próprio Fluminense.

Vamos às notas dos nossos craques:

JÚLIO CÉSAR – Como bem ensaiou na arquibancada o Emiliano, “puta que pariu, é o melhor Júlio César do Brasil”. Além de nunca ter levado sete gols de ninguém, faz um ano excelente. No segundo tempo, fez a defesa que garantiu o jogo. Valeu por um gol. NOTA DEZ.

RENATO CHAVES – Jogador perigoso de se elogiar, pois é uma espécie de Bandnews. “A cada 20 minutos, tudo pode mudar”. É capaz de destruir um campeonato em segundos. Mas fez uma partida segura, com poucos erros. NOTA 7 para não se empolgar.

GUM – Errou um passe na metade final do segundo tempo, no campo adversário, que não comprometeu em nada. Provavelmente foi seu único erro em toda a partida. Fez uma exibição perfeita. Excelente atuação. Pelo alto, por baixo, e fechando todos os chutes adversários. E ainda tem mais títulos que o Zico. NOTA DEZ.

LUAN – Esteve à altura dos demais. Quase um Gum. Mas para ganhar nota dez teria que levantar pelo menos três títulos nacionais como o companheiro. NOTA NOVE.

CARLOS GILBERTO TORRES – Outra excelente atuação do nosso lateral. Efetivo durante toda a partida, no ataque e na defesa. Fechou bem os espaços atrás e foi sempre ótima opção ofensiva. Decisivo no primeiro gol. Não fez o terceiro por preciosismo. NOTA NOVE.

RICHARD – É o melhor que temos na posição. Disparadamente. Errou um passe o jogo todo. Sabe jogar bola e protege bem a zaga. NOTA NOVE.

JADSON – O melhor jogador em campo. O verdadeiro articulador de jogadas da partida. E que deu efetividade ao negócio. Fez o primeiro gol após pela trama no ataque, e deu lindo passe para o baixinho Marcos Júnio fazer o segundo. NOTA DEZ.

SORNOZA – O vampiro equatoriano fez mais uma boa partida, a exemplo do que já havia acontecido contra o Botafogo. Talvez por ser de noite. Vampiros gostam de noite. Mas falta-lhe o algo mais de um camisa 10, falta decidir o jogo. Deu bons chutes da intermediária, algumas boas arrancadas, mas camisa 10 tem que matar o jogo. Não matou. Quem matou foi o Jadson. NOTA OITO.

MARLON – Disparadamente o pior jogador da história do Fluminense. Mas ontem fez a melhor partida da sua carreira. NOTA CINCO.

MARCOS JÚNIO – O baixinho é tricolor, corre e ainda faz gol. Mas ontem, mais uma vez, não foi só isso. Teve ótima atuação, puxando bem os contra-ataques, marcando a saída de bola adversária, dando várias opções de jogo. Começou a jogada do primeiro gol e fez o segundo. NOTA DEZ.

PEDRO – Nosso atacante não fez gol. Atacante tem que fazer gol. Mas teve boa atuação. A bola não entrou por pouco. Está amadurecendo à base de porrada. É colocado no fogo, por falta de opções, mas não se queima. Corresponde. Encara o barulho de frente. Merece o nosso respeito. NOTA OITO.

MATHEUS ALESSANDRO – Foi uma mudança teoricamente bem feita por Abel. A própria torcida esperava sua entrada ou a do Pablo Dyego, que se revezem na disputa pelo título de novo Marcelo Henrique. Mas é fraco. Jogou 25 minutos, e se algum repórter perguntasse a ele as cores da bola, no fim do jogo, não saberia responder. Não viu a cor dela. Parecia uma vaca braba e desengonçada. Horror. NOTA ZERO.

JOÃO CARLOS – Também foi, na teoria, uma boa mexida de Abel. Mas fiquei com pena. Parecia um cachorro caído do caminhão de mudança. Mais perdido que surdo em bingo. Não sabia o que estava fazendo ali. Mas vai gannhar uma NOTA 6 para ver se pega no tranco.

DOUGLAS – Entrou no fim para ganhar o bicho que o Abad não paga. Sem nota.

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Caio Barbosa avatar
Jornalista desde o século passado. Estudou na Universidade Federal FLUMINENSE e foi setorista dos clubes cariocas, inclusive o FLUMINENSE, pelo Diário Lance!, UOL/Folha, Jornal Extra e Globoesporte.com

1 Comment

  1. Frank Cavaliere avatar

    Gilberto tem jogado com comprometimento invejável. E a única coisa que o atlético paranaense fez de bom na história foi ter fornecido o Washington e Assis pra gente.

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