A situação do Fluminense é terrível, mas já foi muito pior. O presidente Pedro Abad tem se desdobrado para colocar os salários em dia, equacionar dívidas, recolocar o clube em seu patamar de instituição gigante. A culpa, definitivamente, não é dele.

A verdade é que, primeiro, Peter Siemsen pegou um clube devastado pelo ex-presidente Roberto Horcades. Além dele, havia o Celso Barros, presidente da Unimed, que, sabemos, sabotava o Tricolor.





Peter foi além. Mesmo sem a participação da Flusócio, colocou o Flu em novo estágio, com um CT de primeiro mundo, a melhor divisão de base do Brasil e o sonho de um dia disputar a Liga Europa – quem sabe a Champions – com o Flu Samorin. Com a saída da Unimed, o ex-presidente se perdeu, mas com boas intenções. O real causador do rombo nos cofres tricolores é Mário Bittencourt.

Já não tínhamos mais o dinheiro da Unimed para contratar estrelas (ainda continuo achando o Celso sabotador, mas a grana ajudava bastante). Nesse cenário, Pedro Abad assumiu o comando das Laranjeiras acreditando em outra situação.

É forçoso aqui dizer que Abad, apesar de ter sido presidente do Conselho Fiscal, não sabia do tamanho da encrenca. Acabou também sendo iludido pelo discurso de campanha do Peter. Com o suporte da Flusócio, avalizando e brigando pela gestão no Conselho Deliberativo, tenho certeza de que o pior momento não só vai, como já passou.

O elenco é bom. Vamos brigar pela Libertadores e, uma vez lá, por que não sonhar com o penta? Mas é preciso que a torcida pare de abandonar o clube. Nessas horas, o tricolor precisa chegar junto. Não dá para entender.

É hora de união, não de política. Vaias políticas no Maracanã, protestos políticos nas Laranjeiras… Isso não vai levar a nada. A Flusócio, quando oposição, sempre fez diferente. Reflitam. Ou montem chapa. São fatos que

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Amigos, me desculpem. Meu primo Zumbi, da Flusócio, pegou meu celular.

Esses caras são malucos.

Como será o amanhã?

Recomeçando a coluna de hoje… Como será o amanhã? Simbora, gente. Marcelo Oliveira começa a remontagem do time. De cara, descartou os três zagueiros. Acho ok. Se já é difícil arrumar dois, imaginem três defensores, ainda mais após as saídas dos apenas razoáveis Luan Péres e Nathan Ribeiro.

Minha preocupação é não podar as características ofensivas de Gilberto e Ayrton Beijoca. No caso da direita, é mais que sabido que ele, atuando como um lateral clássico, não funciona. É preciso colocar um secretário na cobertura.

FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Marcelo testou Airton Paulada na vaga de Richard, com Douglas e Jadson completando o trio de volantes. Queria ver mais do Airton mesmo, mas sua condição física ainda me preocupa. Se estiver bem, pode funcionar.

Richard até vinha bem. O único que não me agradaria seria ver Richard e Airton juntos. Perderíamos demais na saída de bola.

Na zaga, nove anos depois, Gum e Digão. Eu fico olhando e, bicho, não é possível. Sério.

Mais à frente, na criação, Sornoza, em quem o técnico aposta, e Robinho, já que Marcos Júnior ainda não está 100%. Robinho me lembra o Fernando Henrique (sim, o goleiro). Houve uma fase na qual ele sempre era barrado.

Na troca de técnico, o novo chegava e o recolocava no gol, levando em conta o peso de seu nome – sim, já vivemos esse momento. Até ser barrado novamente, num indo e vindo infinito. Bom, que Robinho tenha melhor sorte desta vez. Mas eu só acredito vendo.

Pedro é intocável. Ao menos até ser vendido. Luciano em algum momento vai entrar no time. Minha dúvida é sobre como o atacante está atualmente. Contratação fácil assim, sem novela, ainda mais nesta gestão, é de se desconfiar.

A derrota para a Portuguesa da Ilha no jogo-treino não é anormal, embora irrite. Serve para isso mesmo. A hora de acertar o time é agora.

Qual seria o time de vocês?

– Vender o mando de campo contra o Palmeiras, depois do ocorrido no Fla-Flu, é inaceitável. Nem dívida com o Roni tem mais. O que esses caras estão fazendo???

– Eu não vou criticar protestos da torcida. Nunca. Minha única ressalva é quebrar o clube. Esse excesso é totalmente desnecessário. De resto, mais que legítimo, é necessário.

– Embora ninguém tenha quebrado mais o clube que Peter/Abad/Flusócio, diga-se. Mas não é preciso se igualar.

– Gostei da primeira entrevista do Marcelo Oliveira. Ao menos conhece o tamanho do clube. Parece pouco, mas, no cenário atual, é muito.

– Vamos, Thiago Silva, monstro!!!

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Jornalista e pitaqueiro, andou metendo o bedelho no GloboEsporte.com, LANCE! e no balcão mais próximo.