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Emiliano Tolivia / Flupress

Vai começar a campanha. É hora de confirmar

Vai começar a campanha. É hora de confirmar

É hoje, finalmente! Pulamos sete ondas no Réveillon, sobrevivemos a mais um carnaval e engordamos em churrascos sem fim na Copa do Mundo para chegar neste momento crucial de 2018. Chegou o momento de polarizar entre o que queremos e o que não queremos para nosso futuro. Dia 16 de agosto, enfim, vai começar a campanha.

Refiro-me, claro, à campanha para o único título relevante viável para o Fluminense nesta temporada, o da Sul-Americana. Depois da suada vitória contra um inacreditável Defensor no Maracanã, é dia de ir lá em Montevidéu, apertar confirma na vaga e trazer doce de leite na mala (sem pilhas de dinheiro) e vinhos Tannat em caixa 1.





Após o desastre contra o Inter na última segunda-feira, o momento é de reconstrução. Seja lá como for e der. Não é hora de ficar indeciso em campo, mesmo com as barbas de molho. A ideia de que podemos ser campeões da Sul-Americana está livre ou aprisionada? Depois do gol olímpico de Sornoza, por que não imaginar pedaladas e bicicletas do Pedro contra o time do país da celeste olímpica? Montevidéu tem quilômetros de ciclovias abertas para o Dom Queixote passear – isto se o Habbad, digo, Abad não entregar o ouro antes da hora.

Em termos de qualidade, a Sul-Americana não é lá grandes coisas. Na próxima fase, teríamos o Deportivo Cuenca pela frente. Em seguida, já estaremos nas quartas de final. Não dá para permanecer em cima do muro nem escondido atrás de arbusto. O título é possível.

Se no Brasileiro estamos com saldo negativo de cinco gols, hoje a nossa balança está favorável: um 2 a 0 a favor que deve resolver a parada. Precisaremos, isso sim, que nos tirem do SPC o quanto antes no campeonato nacional. Mas resolvamos uma encrenca por vez.

De todo modo, é importante que o Fluminense entre ligado – o que nem sempre acontece. Desta vez pelo menos o Tricolor não terá que subir aos montes de Quito ou Potosí. Glória a Deus! O Defensor (e não Defênsor, essa fake news inventada pela imprensa brasileira) dificilmente terá outra atuação tão picolé de chuchu como a do Maracanã. Não são santos, virão na provocação e no jogo coletivo, doidos para dar um abraço ursal.

O ideal seria marcar um gol logo. Nada de austeridade. Nada de temer vencer. Abre 3 a 0 no somatório e aí, ok, passa a controlar o gasto com a saúde para a sequência do Brasileirão.

Não seria má ideia que o Marcelo Oliveira propusesse uma ocupação no meio-campo, terra tão pouco produtiva, apenas com Sornoza no setor de distribuição. O problema é que o treinador olha para o banco e vê 425 milhões de atacantes, todos com características de jogo pelas extremidades. Uma montagem de elenco que é a cara do “Novo Fluminense” (a famigerada chapa Flusócio/Peter Siemsen) – e que de novo não tem nada.

Sobra apenas Danielzinho, que mal é relacionado. Ao que parece, pelo centro não há boas alternativas ao menos para os próximos dias. Este nome seria Gustavo Scarpa, mas, após tantos vacilos da diretoria, resta apenas lutar para reaver os direitos da propriedade privada perdida. Que Marcelo saiba usar as peças para evitar os golpes e contragolpes no gramado uruguaio.

Joguemos o bom jogo. E, aliás, por falar em jogo… Desculpe-me quem curte Cartola, mas eu acho chatíssimo quando ouço no estádio, “opa! Coloquei no meu Cartola!”. Não existe, por sorte, tal joguinho na Sul-Americana. Portanto, hoje não teremos nem mito nem mitada de ninguém. Ufa!

Aos democratas tricolores que estão em Montevidéu, boa sorte e tragam a vaga. Não esqueçam de conferir o e-ticket em seu E-mael.

O Fluminense pode ser candidato ao título. Vai lá e confirma, Fluzão!

ABRA OS ALAS, QUE O MEU FLUZÃO VAI PASSAR

FOTO: LUCAS MERÇON

Pego carona na bela música da torcida para fazer um pedido encarecido ao Marcelo Oliveira: meu querido, solte os laterais! Quantos jogos mais serão necessários para ver que um bom legado deixado pelo Abelão era o esquema com três zagueiros?

Quantos erros mais do Gilberto para lembrar que ele sempre foi fraco atrás? Quantas paçocadas do Gum para entender que ele já não pode mais jogar exposto? Quantas atuações discretas do Ayrton Beijoca para constatar que nossa outrora melhor arma sumiu porque precisa ficar atento à retaguarda?

Não tem mistério – até pela quantidade de opções. É Júlio César, Ibañez, Gum e Digão; Gilberto, Airton Paulada, Jadson (acorda, camarada!), Sornoza e Ayrton Beijoca; Marcos Junior ou qualquer uma das péssimas opções e Pedro.

E passa a régua.


– O mais bizarro do jogo contra o Inter é que o Fluminense podia ter aberto o placar e feito um jogo diferente. E, no segundo tempo, endurecido a partida, se as bolas entrassem, e o Marcelo Lomba não estivesse em um dia daqueles. Mas a baixa qualidade do time e a bagunça do esquema tático sempre vão cair no mesmo problema: falhas individuais, na frente e atrás.

– Kayke. Mais um desses que vêm para “compor elenco”. Ao menos assim espero. Que não seja mais um sinal da venda do Pedro. Só fica difícil de entender o discursinho de aperto de contas.

– É torcedor de gestão colocando culpa na torcida, é torcedor de sofá reclamando de quem vai ao estádio. Haja saco.

– Amanhã é dia de convocação. Que Dom Queixote esteja na lista. Por ele, que merece, e pelo Fluminense, que precisa. A ver.

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Jornalista e pitaqueiro, andou metendo o bedelho no GloboEsporte.com, LANCE! e no balcão mais próximo.

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