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Fluminense

Marcelo Oliveira admite preocupação com a situação, mas critica arbitragem no Brasil

Marcelo Oliveira admite preocupação com a situação, mas critica arbitragem no Brasil

A derrota para o líder do Brasileiro, fora de casa, deixou o Fluminense mais próximo dos times na parte de baixo da tabela. Para quem há pouco tempo estava praticamente livre do rebaixamento, o rendimento nas últimas partidas deixou Marcelo Oliveira preocupado: nas últimas seis rodadas, o Tricolor só venceu uma partida. Pior: fez apenas um gol. O treinador convocou a torcida para a “final” diante do Ceará, segunda-feira (19), no Maracanã.

“Quando não ganha, claro que preocupa. Temos de manter o equilíbrio. Em algumas dessas partidas sem ganhar, o time foi bem. Jogamos bem contra o Sport, poderíamos ter ganho. Hoje tivemos jogo equilibrado. Ficar na parte de baixo da tabela é ruim e pesado, especialmente pela camisa do Fluminense. Temos uma decisão importante, é uma final. Precisamos de boa preparação, de um time muito competitivo e com a participação do torcedor. Uma vitória contra o Ceará, de repente, pode nos dar uma condição melhor de preparação para a Sul-Americana”, disse o técnico





Marcelo fez coro com os jogadores que deixaram o campo revoltados com o árbitro Bráulio da Silva Machado. 

“A irritação é pelo critério da arbitragem brasileira. Jogamos contra o Sport, teve um cartão no jogo. O árbitro praticamente não dava falta. Neste agora, tudo era falta. Foram 11 cartões amarelos e um vermelho. E faltas comuns. Então, eu penso: qual a orientação que o técnico vai dar para o time no próximo jogo? Vai ser um jogo com muita falta e com muito cartão? Como que os times brasileiros vão ganhar a Libertadores, competição na qual há outro critério? Enfim. Mas isso não tira o mérito do Palmeiras, que ampliou o placar no final do jogo. No meu ver, ele não mostra o que foi o jogo”, afirmou o treinador.
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Análise do jogo…

“O ideal é que a gente só falasse sobre o jogo e não fosse perguntado sobre a arbitragem. O jogo aqui seria difícil para qualquer time. Não por acaso o Palmeiras tem uma sequência grande de vitórias, é um time bem armado, tem jogadores de boa técnica e com reservas do mesmo nível. Viemos com a ideia de marcar muito bem, de tirar espaço e tentar quebrar o espaço deles. Fechar os espaços laterais. Creio que, no primeiro tempo, os dois lados não tiveram chances. O Palmeiras rondou mais a nossa área, mas até o gol sem uma chance clara. A gente teve oportunidade de dois ou três contragolpes e não aproveitamos. No segundo tempo, o Fluminense voltou melhor. Nos organizamos, procuramos atacar mais. O Palmeiras recuou e nos deu oportunidade para tal. Mas não tivemos muita contundência. Levamos gol em grande felicidade do Felipe Mello.”

O que corrigir?

“Só tem um meio de corrigir. É trabalhando. Só que nós jogamos no domingo. Descansamos na segunda Terça era véspera de jogo. Fiz um trabalho de posicionamento e bola parada. Mas um jogador sentiu um problema muscular. Agora, pelo menos, temos um dia a mais, afinal, o jogo é na segunda-feira. No Brasil, é difícil. Não tem tanto tempo para trabalhar as correções.”

Relação com Felipão

“Tenho boa relação e de amizade com ele. No tempo em que ele estava na Seleção e eu no Cruzeiro, falávamos muito. Tenho admiração, é uma referência por tudo que conquistou e pela dignidade. Acho que vai ganhar mais um título, com todos os méritos.”

O que não deu certo?

“Ganhar aqui é difícil. A gente criou estratégia de defender bem, mas com jogadores que pudesses gerar contragolpe. Sem um zagueiro, achei por bem criar uma surpresa e evitei de colocar volante. Pensei no Júnior Dutra por um lado e o Cabezas pelo outro. Eles marcam e atacam. A gente esboçou, mas não atacamos. Melhoramos no segundo tempo, equilibramos. Mas quando eles fizeram o segundo gol, desorganizamos. Além da derrota, o que fica de ruim é o cartão do Jadson, um jogador importante que perderemos para a segunda-feira. Foi por reclamação. Acho que foi desnecessário.”

FONTE: Globoesporte.Com
REDAÇÃO: Gabriel Lutterbach

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Gabriel Lutterbach avatar
Jornalista em formação, 19 anos, mais carioca do que mineiro, mesmo sendo ao contrário na realidade. Setorista do Fluminense pelo Futebolzinho. Tudo que eu entendo do ser humano, devo ao futebol.

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