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Fluminense

Marcelo Oliveira gosta da postura do Fluminense, mas critica Sornoza pela expulsão

Marcelo Oliveira gosta da postura do Fluminense, mas critica Sornoza pela expulsão

O Fluminense teve mais posse de bola, finalizações, escanteios – e até mais presença no campo do adversário. Mas foi o Vasco quem venceu o clássico deste sábado (3), por 1 a 0, na 32° rodada do Brasileiro. Apesar dos dados positivos da análise de desempenho, o técnico Marcelo Oliveira considerou o resultado justo. Segundo ele, faltou “efetividade” ao time tricolor.

“Ficamos bastante com a bola, e tivemos 22 finalizações. Algumas foram para fora. Entendo que no primeiro tempo rondamos muito a área e erramos na última bola. Tivemos competência, mas não fomos efetivos. Foram 70% de posse de bola, nove escanteios, mas estando no futebol há tanto tempo, se me perguntarem se foi justo, digo que sim. O Vasco achou uma situação com a bola na mão no Paulo (Ricardo, zagueiro)…, não concordo com essa regra, mas aconteceu. Realmente, fica a sensação de domínio, situações boas, mas falta efetividade para decidir”, avaliou o técnico.

O treinador surpreendeu com a presença de nove titulares desde o início da partida, mesmo com o jogo de ida da semifinal da Sul-Americana marcado para a próxima quarta-feira (7), às 21h45 (de Brasília), em Curitiba. Somente o zagueiro Gum e o volante Airton foram poupados. O atacante Everaldo ficou no banco de reservas e entrou no decorrer da partida. O lateral Léo reapareceu após quatro partidas fora por estar lesionado e jogou até os 28 minutos do segundo tempo.

“Descansamos uma semana para jogar com o Nacional – o grupo estava bem. Fizemos uma avaliação e os jogadores mostraram que se recuperaram bem. Tiramos quem tinha chances de gerar contusão. É um clássico, temos objetivos no Brasileiro. Para o jogo de quarta, ganhamos o domingo para descansar. Perdemos o Ibañez, que levou o terceiro cartão amarelo, e o Sornoza,  por esse cartão ridículo. O Fluminense tem que pontuar, e hoje uma vitória ou um empate seria bom. Os jogadores se mostraram recuperados e queriam muito jogar, inclusive o Everaldo, mas ele tem atuações intensas. No futebol não basta ser superior, tem que fazer o gol”, disse.

Marcelo também comentou a situação de Léo e de Matheus Alessandro, substituídos no final do jogo.





“O Léo tinha condições de jogar mas, como vinha de uma paralisação e treinou menos, disse que estava cansado no intervalo. Achei melhor trocar. Já estava programado isso. O Matheus Alessandro também cansou – eu tiraria o Sornoza naquele momento. A entrada do Everaldo foi para colocar a linha de quatro, funcionou, forçamos o gol, mas não foi possível. Temos que buscar as vitórias”, finalizou.

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LUTA NO BRASILEIRO…

“Em relação ao Brasileiro, acho que uma equipe do tamanho do Flu não pode ficar brigando lá em baixo. Vamos estar nas duas competições até que não haja risco de rebaixamento. Vamos lutar para fazer a pontuação necessária. Com uma vitória ou um empate pode dar certo. Temos que conviver com jogar na quarta uma partida decisiva. A fala no vestiário foi para termos uma concentração total nesse jogo a partir de agora.”

SE LIVRAR DO REBAIXAMENTO…

“Está perto de acontecer, mas está longe porque temos que jogar contra equipes que lutam por algo importante no campeonato. O torcedor pode até pensar de outra forma, mas tenho que fazer como profissional o que acho que é o melhor. A única coisa ruim foi a derrota. É um clássico, tudo pode acontecer.”

POSTURA DO VASCO…

“Esperávamos o Vasco nos apertando muito, pela questão física. Pode ser que tenham tentado e não conseguido. Conseguimos sair bem com a bola de trás, o time estava bem. O Fluminense se impôs tecnicamente e chegou mais vezes, mas sem gol não adiantou tanto.”

AÍRTON…

“É uma situação que vamos resolver com os treinos. Vamos fazer a última preparação em Curitiba. É uma possibilidade, não definitivo. Temos que observar adversário, estratégia para o jogo, mas o Aírton jogou muito bem. Ele controla bem o jogo. Precisamos descansa-lo. Vamos ver a recuperação do Léo. Qualquer um que entrar, vamos com um time forte para trazer a decisão diante da nossa torcida. É possível, mas difícil.”

SORNOZA…

“O ideal é que tivesse um público grande, como nos melhores momentos da história desse clássico. Isso mudou muito. Em relação ao Sornoza, ele foi infeliz, o cara escorou um pouco, não teve violência. A cada preleção eu coloco a imagem do árbitro para evitar isso. Ele poderia não ter feito. Agora está fora de uma partida importante.”

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Gabriel Lutterbach avatar
Jornalista em formação, 19 anos, mais carioca do que mineiro, mesmo sendo ao contrário na realidade. Setorista do Fluminense pelo Futebolzinho. Tudo que eu entendo do ser humano, devo ao futebol.