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Marcelo Oliveira lamenta ‘falta de inspiração’, mas defende a dignidade dos jogadores

Fluminense

Já são cinco jogos sem vencer, balançar as redes e este também é o número de pontos que distancia o Fluminense do Z4. Com certeza o momento do Tricolor é preocupante, uma vez que não está matematicamente livre do rebaixamento e as últimas atuações não foram as melhores. Nesta segunda-feira (19), o empate sem gols contra o Ceará, válido pela 35° rodada do Campeonato Brasileiro, incomodou o técnico Marcelo Oliveira, que lamentou a falta de inspiração e as poucas finalizações.

“Não é coincidência. A falta de inspiração, de arriscar mais as jogadas… Se tem cobrança que temos feito é essa. A equipe ronda muito a área do adversário, mas são poucas as finalizações. No futebol, o que vale é o gol, e se você não arrisca, não chuta, não vai vencer os jogos. Esse tem sido o problema. Treinamos muito finalizações, mas não temos tido sucesso”, disse o treinador.

Após o apito final, a torcida se manifestou com gritos de “time sem vergonha”. Luciano não concordou com os protestos e declarou que “eles (torcedores) não têm razão nunca, porque quem tá lá dentro do clube sabe o que a gente (jogadores) está passando”. Marcelo Oliveira lembrou dos problemas extra-campo para defender seus atletas após mais um insucesso.





“Os jogadores do Fluminense são muito dignos, muito honrados, vão até o limite para ganhar os jogos, mas esbarramos um pouco na parte técnica. Não quero entrar nesse mérito (atrasos salariais). O ideal é que fosse diferente. Os jogadores por mais que estejam concentrados e treinando muito, acaba refletindo um pouco. Mas sinto diretoria de pessoas do bem, empenhadas em resolver”.

Na próxima rodada, o Fluminense visitará o Bahia, na quinta-feira (22), às 21h (de Brasília), na Arena Fonte Nova. Posteriormente, enfrentará no próximo domingo (25) o Internacional, mais uma vez fora de casa. Marcelo Oliveira afirma que conseguir pontuar longe do Rio de Janeiro pode ser um bom resultado na luta contra o rebaixamento.

“Não dá para jogar futebol pelo empate. Temos que ter equilíbrio. São dois jogos difíceis, mas sempre tentando ganhar. Vamos para vencer, mas, dependendo das circunstâncias, conseguir um ponto fora de casa pode ser bom”, finalizou Marcelo Oliveira.

OUTROS TÓPICOS DA ENTREVISTA COLETIVA DO TREINADOR:

Risco de rebaixamento
Está muito apertado lá embaixo para todo mundo. Pelo que estudamos, com dois pontos dará para escapar. Eram os três pontos de hoje.

Salários atrasados
Eu não quero entrar nesse mérito em relação às dificuldades administrativas do clube, mas elas são públicas e óbvias. O ideal é que fosse completamente diferente. Os jogadores por mais que estejam concentrados e treinando muito, isso acaba refletindo um pouco. Mas eu sinto, ao mesmo tempo, uma diretoria de pessoas do bem. Estão todos empenhados em resolver as questões, mas até então não conseguimos resolver de maneira completa. Nesse momento é necessário blindar os jogadores para que eles possam doar o máximo.

Vaias da torcida
A torcida é o maior patrimônio que o clube tem. Eles pagam, querem sempre que façamos uma boa apresentação e, se não fizermos, que ao menos ganhemos o jogo. Também queremos muito. Trabalhamos intensamente no dia a dia para que isso aconteça. Quando o torcedor está o tempo todo do lado, nossa possibilidade de vencer é maior. Quando ensaia uma vaia a determinado jogador, às vezes acaba refletindo em outro jogador mais jovens e dá muita força ao adversário. Mas o torcedor tem seu limite, está sempre procurando nos incentivar. A certeza que temos é que esses jogadores vão doar tudo até o fim. Por mais que estejamos tristes com o resultado, o discurso no vestiário foi muito positivo. Temos certeza que sairemos disso o mais breve possível.

Pressão
Um clube da grandeza do Fluminense sempre gera uma pressão maior. Mas é importante, ao mesmo tempo, passar tranquilidade e confiança aos jogadores. E cobrança também. No sentido de que possamos repetir sempre esse comprometimento, esse esforço, essa entrega de todos, mas com um pouco mais de poder de fogo.

Rodízio de atacantes
A utilização de jogadores variados é buscando uma solução. O Cabezas tem treinando bem. O Matheus Alessandro fez bons treinamentos. Estamos tentando criar surpresas e situações novas para tentarmos achar o caminho do gol.

Jogadores que têm poucas oportunidades
Sempre perguntam de jogadores que não estão jogando. Danielzinho, Calazans… Podem ficar tranquilos vocês, os empresários dos jogadores, investidores, familiares… Sempre procuramos ser justos. Na minha carreira sempre procurei ter coerência e justiça. Se o jogador não está jogando é porque ainda não tive convicção.

Análise do time e substiutições
Nós jogamos com dois zagueiros, fortalecemos o meio com Airton e Richard, que controlaram bem o jogo ali. Esperávamos um Ceará fechado dificultando as ações e por isso precisávamos de laterais e meias pelo lado do campo. Foi o que buscamos fazer com Julião e Cabezas de um lado, e com Everaldo e Ayrton do outro. Depois tentamos renovar o fôlego do time com o Macula – que vem jogando bem e já treinou algumas vezes conosco, tem força – e depois o Marcos Jr., mas não foi o suficiente.

Imagens: Esportes 360

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Gabriel Lutterbach avatar
Jornalista em formação, 19 anos, mais carioca do que mineiro, mesmo sendo ao contrário na realidade. Setorista do Fluminense pelo Futebolzinho. Tudo que eu entendo do ser humano, devo ao futebol.

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