A questão já não é mais “ah, não pode vender o Pedro”. Não sei que jeito o presidente Abad vai dar, mas Dom Queixote não sairá do Fluminense até o fim do ano. Para termos um fim de temporada tranquilo, a tática é uma só: deem a bola no Pedro. E pronto.

Marcos Junior pegou a bola? Dá no Pedro. Os laterais avançaram? Dá no Pedro. Julio Cesar vai bater o tiro de meta? Dá no Pedro. E mais nada. Essa é a tática.





Não existe essa venda. Impossível. Mas é mais que isso. Não vender é pouco. Comprem uma cama mais confortável, coloquem escada rolante no prédio dele ou construam uma mansão dentro do CT, encerem diariamente seu queixo, comprem um cobertor mais quente, vacinem contra o sarampo, protejam as quinas da casa, façam o que for preciso, mas este rapaz não pode ter sequer uma unha encravada até dezembro.

FOTOS: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Estava curioso para ver a estreia do Marcelo Oliveira. A bem da verdade, o jogo de ontem contra o Vasco, em São Januário, foi bem ruim. Tanto pelos times quanto pela arbitragem.

Quando o árbitro não quer, não tem jogo. E o senhor apitador resolveu dar toda a sorte de faltinhas. Todas. Uma coisa insuportável. Travando mais que Windows 8. E aí, amigos, não tem time bom que dê jeito. Sem contar o pênalti no Sornoza que ele preferiu não ver, logo neste caso de falta flagrante.

O Vasco eu deixo para os vascaínos. Sobre o Flu, achei bom que o Marcelo Oliveira não começou o jogo com Richard e Airton Paulada. É muita falta de categoria para a mesma cabeça-de-área. O problema é que o Dodi, Dódi, Dôdi, com seu físico de jóquei de cavalo marinho, parece uma criança jogando com adultos. Dizem que joga bola. Estou na torcida.

Vejo muitos tricolores comemorando a saída do Douglas, mas eu insisto na minha pergunta: tá ok, mas quem vai jogar? No próximo compromisso, não teremos o bom Jadson. O problema só aumenta. Então, me desculpem, companheiros, mas abrir mão do Douglas não foi um bom negócio.

O campo e o tamanho do clube

Ayrton Beijoca começou bem, mas cansou. E agora, atuando como lateral em vez de ala, vai ser uma constante, já que terá que bater de bandeirinha a bandeirinha. Apenas fiquei sem entender a Neymarzite que o acometeu na noite de ontem. Caprichou no teatro em alguns momentos, ajudando a truncar ainda mais o clássico. Chato.

Nossa construção fica muito limitada pelas faltas de opção. É Sornoza e só. Marcos Junior, sempre brigador, faz uma fumaça, mas é pouco ainda. Ao menos, nosso treinador repensou a péssima ideia de entrar com Robinho. E acertou na entrada de Matheus Alessandro, que deu novo gás ao ataque.

Agora, nosso sofrimento maior é lá atrás. Que saída desastrada do Júlio César. Eu realmente não confio no nosso goleiro. E foi a segunda entregada seguida para o Vasco. Não pode. O lateral Leo é o fiador da titularidade do Gilberto. Muito fraco. Sem contar o Digão, em seu inexplicável retorno. Por vezes, ele parece um holograma, tamanha a facilidade com que a bola passa no meio dele.

E aí nos resta o Gum, o gigante Gum, o monstro Gum. Cada entrevista dele é uma lição sobre o gigantismo do Fluminense. Gum sabe.

– Não estamos comemorando o empate, queríamos vencer. Mas estamos agradecendo o apoio da nossa torcida durante todo o jogo. No primeiro tempo, 0 a 0, nos apoiando, gritando. Muitas vezes calando a torcida do Vasco aqui dentro (São Januário). E mesmo depois que estávamos perdendo, continuaram apoiando, acreditando, e no final pudemos empatar o jogo. Não comemoramos o empate com o Vasco, agradecemos o apoio – disse, ao fim do jogo.

Se foi melhor que nada, bom o empate não foi. O Fluminense está a dois pontos da zona do rebaixamento. A sequência agora é Sport (fora), Palmeiras (casa) e Ceará (fora). Ganhar os três jogos seria o ideal. Como a tarefa é quase impossível, seis pontos já dariam um bom respiro na tabela.

Já que a Copa infelizmente acabou e é preciso encarar a dura realidade, sigamos na palavras do Gum.

E deem a bola no Pedro!

– Um milhão de euros pelo Douglas? Com todos os problemas dele, é mais uma péssima venda da gestão Abad. Que horror de administração.

– Ao menos, mantiveram o jogo contra o Palmeiras no Maracanã. Ou seriam três partidas como visitante. Ufa.

– E já que a nova moda é atacante não fazer gol, o Fluminense contratou muito bem: um que fez dois gols em 7849405 jogos pelo possante São Bento, Júnior Dutra marcador de lateral e por aí vai. Haja.

– Pedro, se espirrar, saúde. Se acordar, bom dia.

– Recebi com muita tristeza a notícia do falecimento do queridíssimo Alexandre Gontijo (Gustavo escreveu muito bem por aqui). Toda a força do mundo à família.

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Jornalista e pitaqueiro, andou metendo o bedelho no GloboEsporte.com, LANCE! e no balcão mais próximo.