Amizades, eu juro a vocês, colegas torcedores, que é difícil escrever sobre a atuação do time após 6 anos de Peter Siemsen. Torcer já é duro, mas é nosso dever, nossa paixão. Mas aquele gosto de azia que a gente sente na arquibancada quando fechamos os olhos e voltamos a 2008, e quando abrimos, vemos que estamos em 2018, fica maior ainda quando a gente tem que escrever sobre o Fluminense atual.

É muito difícil jogar a culpa no Abel ou em algum destes jogadores. À exceção do lateral-reserva Marlon, que parece ter nojo do Fluminense, de si próprio ou de jogar futebol, tamanho o enfado da criança com a bola nos pés, os demais são dedicados, empenhados e honram a camisa tricolor. Se a maioria deles não tem qualidade suficiente para estar ali, a culpa não é deles, mas de quem os colocou lá. Mas o fato é que, lá estando, eles têm merecido nosso aplauso.





Tenho lido críticas ao Abel, de quem gosto muito, mas obviamente que também erra, sobre o jogo. Pois acho que acertou. Com o elenco dramático que temos, entendo que ele esteja certíssimo em insistir com a formação 3-5-2, para consolidar um esquema tático. E só então, a partir deste esquema consolidado, partir para alternativas, que já não são muitas devido à escassez de jogadores e, sobretudo, talento. Assim, achei válida a sua opção. Vamos às notas dos nossos craques:

– Júlio César – nosso chama-gol está em grande fase. Certamente é o melhor Júlio César que já atuou no Maracanã com uma camisa 1. Só faltou fazer milagre para evitar o gol do time que só existe graças ao tricolor Telê Santana, coisa nossa. NOTA 9

– Renato Chaves – é um jogador razoável em todas as posições, menos na zaga. Mas não temos coisa muito melhor. Nota 6.

– GUM – O zagueiro com tantos títulos nacionais quanto o Deus da Gávea foi bem durante e depois da partida, ao lembrar que o juizão nos tirou a vitória ao não dar um pênalti que certamente seria assinalado se fosse a favor dos fregueses. NOTA 10.

– Frazan – Tadinho. Nota 5.

– Léo – Só de saber defender, ir à linha de fundo, saber cruzar, saber chutar e respirar ao mesmo tempo, já é melhor que metade do elenco. NOTA 7.

– Richard – Insisto que é o melhor que temos. NOTA 7.

– Jadson – Tadinho. Nota 5. Não fede, não bebe, não cheira. NOTA 5.

– Sornoza – O Vampirão equatoriano não pode ser o 10 do Fluminense. Ia ganhar nota 2, mas pela reclamação com o juiz, subirei para NOTA 8.

– Ayrton Beijinho – Nosso melhor jogador não esteve bem. Mas tem crédito de sobra. Por isso, a NOTA 9.

– Marcos Júnio – É Fluminense e corre. NOTA 7.

– PEDRO – Nosso Ademir Menezes redivivo. Atacante tem que fazer gol. Pronto. Nota 8.

– Matheus Alessandro – Nosso Marcelo Henrique redivivo entrou bem no jogo. Nota 7.

– Pablo Dyego – É ruim, mas é bom. Levou o time à frente. Nota 7.

– Robinho – Até que enfim fez alguma coisa. Nota 7.

Caio Barbosa avatar

Jornalista desde o século passado. Estudou na Universidade Federal FLUMINENSE e foi setorista dos clubes cariocas, inclusive o FLUMINENSE, pelo Diário Lance!, UOL/Folha, Jornal Extra e Globoesporte.com