Tricolores,

Na segunda-feira passada (06 de agosto de 2018), a Bravo 52 completou nove anos de existência e eu não poderia deixar passar em branco esta data. Afinal, tenho um carinho especial por essa galera que me enche de orgulho nos jogos do Fluminense pelo mundo.





Como já disse aqui, acredito que na coluna de sábado passado, participei da Legião Tricolor desde o seu início, em 2006, e permaneci com o movimento popular até o seu esgotamento. As pessoas que tocavam o barco cansaram-se logo após a Libertadores de 2013. Os motivos foram diversos, mas os preponderantes foram a ausência de alguém para assumir, executar e propagar os nossos princípios, o avanço da idade do pessoal e as responsabilidades que advieram por conta deste fato, especialmente em casa perante a família. Muitos começaram a ter filhos. Chegar no jogo com cinco horas de antecedência para arrumar material, fazer esquenta, desenrolar com a polícia para adentrar o estádio com centenas (às vezes milhares) de bandeirinhas, tonelada de pó-de-arroz, sei lá quantos bumbos e surdos, caixas… E ainda pedir licença para as pessoas que estavam sentadas exatamente onde a bateria ficava, sem esquecer de resolver questões pertinentes à arquibancada com os representantes das torcidas organizadas do Fluminense, começou a pesar bastante. E foi por isso que a Legião Tricolor “sumiu” dos estádios.

Sim, obrigatório o uso das aspas porque, como a gente gostava de dizer na época e continuaremos repetindo até o fim, o Movimento Popular Legião Tricolor nada mais era do que uma proposta de comportamento dentro do estádio. Comportamento este que era um contraponto ao que ocorria com a nossa torcida no ano de 2006: um estado letárgico, muito parecido com a torcida do Flamengo, que não passam de expectadores e não torcedores.

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A torcida do Fluminense, hoje, é a mais forte do Rio de Janeiro. Vemos um comportamento ativo, influente e comprometido com o Fluminense em todos os setores do Maracanã. E um dos terrenos férteis que a semente plantada em 2006 encontrou para germinar foi justamente o da Bravo 52: jovens, universitários (muitos ainda no colégio), garotos e garotas, todos abnegados pelo Fluminense e cujo intuito é tão-somente ir ao estádio para apoiar o clube que tanto amamos e queremos bem. Presentes nas boas e nas más, onde quer que ele esteja.

Tenho para mim que o Fluminense é a sua torcida. Nós somos, portanto, o Fluminense. Uma torcida forte é um Fluminense forte. E nós somos fortes. Basta olhar para a nossa arquibancada. Não somente por causa da Bravo 52, mas especialmente por causa dela.

Que essa molecada seja descontrolada para sempre; que a cerveja nunca esquente; que os churrascos de rua sejam mais frequentes; que a arquibancada seja cada vez mais lugar das bravas da 52; que a bateria seja pulsante e sincronizada como deve ser; que o canto nunca esmoreça; que os estádios do Brasil e do mundo sejam logo ali; que as caravanas se multipliquem; e que o Scudi volte.

Atrás do gol, sempre descontrolado, com a cerveja gelada na mão, vestido com a camisa do Fluminense e na companhia dos irmãos de arquibancada é o modelo de vida que eu quero ter e experimentá-lo, no mínimo, duas vezes por semana até o fim dela. E, quando acabar, que se inicie um novo ciclo, pois morrer não exime ninguém de seus deveres clubísticos, não é mesmo, Nelson?

Parabéns, Bravo 52!

Saudações Tricolores,

Leonardo Bagno

ACRÉSCIMO DE TEMPO: +2

46min: Abaixo, vídeo que demonstra um momento que guardo na memória: a união das baterias, na Libertadores de 2013, da Legião Tricolor e da Bravo 52, quando todas as arestas foram aparadas e a certeza de que ali estava algo que seria perene. Era intervalo do jogo e ficamos catando e pulando durante os 15 minutos. Definitivamente, arquibancada não é sofá.

 

47min: Por fim, outro vídeo de outro momento que guardo com muito carinho: o resultado na prática quando as pessoas estão unidas e com o mesmo objetivo. Nada é mais lindo e emocionante do que o canto da nossa torcida sendo executado do jeito que sempre deveria ser.

 

Leonardo Bagno avatar

Eu sou Fluminense. O resto não importa.