Tricolores,

Recebi o convite do Gustavo Albuquerque, o qual muito me envaideceu, para fazer parte da equipe da Flupress e para dividir esse espaço com ele, Bruno Leonardo, Caio Barbosa, Dedé Moreira, Emiliano Tolivia e João Bolt. Aceitei, apesar de não saber muito bem o que deu na cabeça dele para me chamar. Afinal, o que eu poderia contribuir com esse time estelar?





O próprio Gustavo tocou com maestria o espaço que foi dado a ele no Globoesporte.com para falar sobre o Fluminense. Confesso que não teve um texto sequer dele que não tenha me representado. Concordei com absolutamente todos. Uma verdadeira fera que conhece o tamanho e o que representa o Fluminense para o Brasil e para o mundo.

O Dedé, por sua vez, chegou depois e dividiu a mesma coluna, sempre estudando com zelo as táticas usadas pelos nossos adversários e pelo nosso time. Eu não tenho a menor capacidade de realizar uma análise tática em jogos do Fluminense. Perco tempo demais olhando para a nossa torcida – mania que tenho desde o meu primeiro jogo num estádio – para conseguir vislumbrar se devemos trocar um volante por um atacante, por exemplo.

Já o Caio e o Emiliano são jornalistas daqueles que falam o que pensam, sem rodeios. Ou seja, enchem-nos de orgulho! Ainda mais por eu ser amigo deles e poder experimentar os jogos do nosso Fluminense ombro a ombro na gloriosa escadinha do Maracanã (último espaço que restou daquele que um dia foi um estádio de futebol). São outros dois que, quando falam sobre o Fluminense, devemos prestar atenção ao que se diz.

Ainda tem o Bolt. Conhecedor profundo da história do Fluminense, come, respira e vive pelo clube. Não bastasse isso, ainda mora em frente à sede para acompanhar, de posição privilegiada, o que se passa por lá. Um monstro!

Por fim, Bruno Leonardo, meu meio xará, cujo texto de estreia diz, por si só, a que veio.

E agora eu. O que faço aqui? Bem, não vou falar sobre mim. Não gosto e é até desnecessário. Com o tempo, nós vamos nos conhecendo melhor. O que importa mesmo é o que eu penso quando o assunto é o Fluminense. Gosto demais de falar sobre a nossa torcida e o que fazer para ela ser cada vez mais forte. Contudo, por ser o nosso primeiro encontro e para que a gente já alinhe alguns conceitos e premissas, afinando, assim, o entendimento das coisas que aparecerão por aqui aos sábados, eis dez tópicos que, para mim, são verdades absolutas:

  1. O Fluminense F. C. é o maior clube do mundo;
  2. O escudo do Fluminense F. C. é o mais bonito do mundo;
  3. A camisa tricolor é a mais bonita do mundo;
  4. A camisa branca é a segunda mais bonita do mundo;
  5. A camisa do Fluminense F. C. pesa tanto que há orientação médica no sentido de dispensar todo tricolor que a envergue de exercer qualquer outra atividade física para se manter saudável, bastando usá-la regularmente;
  6. A torcida do Fluminense F. C. não é maior nem melhor, é apenas diferente;
  7. Não há lugar no mundo que seja melhor do que estar no meio da torcida do Fluminense num dia de jogo;
  8. O maior jogo da História do Futebol, envolvendo clubes ou seleções, foi a final do Campeonato Carioca de 1995;
  9. Careca e Armando Giesta são os maiores tricolores que eu já conheci na minha vida; e
  10. Arquibancada não é sofá nem estádio é teatro e o Fluminense F. C. existe apenas para um fim: ser campeão.

Dito isso, prezados, que nossos encontros sejam divertidos e que o Fluminense seja sempre Fluminense. Até porque tem muita gente se esquecendo da sua grandeza e algumas outras tentando diminuí-lo. Não conseguirão!

Saudações Tricolores,

Leonardo Bagno

 

ACRÉSCIMO DE TEMPO: + 5

46min: Não gosto de escrever sobre política. Não que eu feche os olhos para esse assunto. É que eu não sinto prazer algum de tratar desse tema. Pode até ser que eu venha a escrever alguma coisa sobre isso algum dia, mas será raro. Podem acreditar.

47min: Tirei férias para acompanhar a Copa do Mundo na Rússia. Vejo absolutamente tudo. Até Coreia do Sul e México (¡és un partidazo!). Entretanto, trocaria todos os jogos por um Bangu x Fluminense em Moça Bonita, quarta-feira, às 16h.

48min: Por falar nisso, domingo, Atlético-MG fora. Que horas, Caio?

49min: Abel, leia e releia as premissas 1 e 10 (parte final). Escreva-as no espelho do banheiro. Coloque-as como papel de parede no seu celular. Recite-as na preleção para os jogadores. Repita-as mentalmente como um mantra. Até o fim. Sempre. E nunca mais entre em campo, comandando o Fluminense, para não perder, independentemente de quem seja o adversário. Nunca mais! Especialmente se este for o nosso arquirrival.

50min: Nosso amor é incondicional. Está no sangue.

Leonardo Bagno avatar

Eu sou Fluminense. O resto não importa.