Boa terça, amigos!

Foi mal interromper a Copa de vocês. É complicado sonhar com Thiago Silva e acordar com Digão, mas vocês hão de convir que daqui a pouco a Copa acaba e nós voltaremos à realidade nua a crua que promete nos assolar neste ano: a luta contra a tabela e a incapacidade administrativa desse bando que tomou o clube e que não larga o osso.

Ontem eu li na Netflu, reproduzindo matéria do globoesporte.com, que o Fluminense pensa em vender o mando de campo de seu primeiro jogo após o término do recesso do Brasileiro. A partida não será contra o Bambala, será contra o fortíssimo time do Palmeiras, sem dúvida um candidato ao título.

Lembro do tempo em que debochava de equipes que faziam isso. Paraná aqui, Londrina acolá. Grêmio Prudente, Boa Esporte e quetais.

Equipes que em busca de trocados abriam mão da inegável vantagem de jogar em casa para receber adversários num estádio com predominância da torcida que deveria ser a visitante.

O Fluminense de Abad, como foi o Fluminense de Peter e como sempre será o Fluminense desse câncer chamado Flusocio é useiro e vezeiro em protagonizar esse tipo de vexame para sua torcida.

Geralmente dá errado. É feito pra dar. É o árbitro que não respeita, é o time que entra acuado, é o adversário que se enche de moral…

Quem liga? Eu, você, nós. Eles, não. Eles só querem saber de botar alguns trocados nos cofres do clube. Há sete anos dizem que é pra pagar salário atrasado, mas sabemos que parte dessa grana cai na mão dos pejotinhas do clube e do absurdo programa de banalização da marca que inventaram lá na Eslováquia, longe do fisco, longe de nós, longe do bom senso.

Amigos, o Fluminense acaba de trocar seu treinador. Vive um momento caótico dentro e fora de campo. Não é exagero dizer que só resta a arquibancada, também tão maltratada por esses pseudo dirigentes que temos.

Grande parte da oposição é gente da situação que depois de anos de apoio sórdido se volta contra o óbvio, no campo não há a menor esperança de contarmos com nada que dignifique nossa história. A pá de cal da maldade contra nossa tradição é isolar também a torcida. Ou o que resta dela.

Isso tem mais de um nome. É descaso, é incompetência, é irresponsabilidade. E é covardia.

Covardia que se materializa na versão canalha que está lá na reportagem: não é pelo dinheiro. É pela logística, eles dizem.

Pois pela logística de Pedro Abad e sua turma o Fluminense jogaria sempre de Under Armour, patrocinado pela empresa caloteira que estampa nosso manto, recheada de perebas e, de preferência, longe, bem longe, dessa torcida que insiste em mandar essa gente tomar naquele lugar jogo sim, jogo também.

Chega! Respeitem nossa camisa. Nossas glórias. Entendam que estamos correndo riscos, sim.

Se envergonhem ao menos uma vez na vida.

Parem de fazer com que sejamos o Grêmio Prudente.

Nós somos o Fluminense. E engoliremos vocês numa história gloriosa que vocês estão manchando, mas jamais vão destruir.

Hipócritas. Covardes.

44 anos,  é advogado, autor da Ação Popular que possibilitou a volta do Pó de Arroz aos estádios e escreveu sobre Fluminense no Blog do Torcedor do Globoesporte.com entre 2012 e 2018.