Gustavo Albuquerque

Blog Flupress

Valeu!


Caros amigos,   Estou me despedindo deste espaço. Apesar do pouco tempo, foi bem legal escrever sobre o Fluminense na companhia de amigos como Dedé, Emiliano, Caio, Bolt e Leonardo Bagno. Os caras são muito bons e gentilmente aceitaram meu convite para o projeto.   Melhor ainda foi ter convivido com o Frank, Tony e André, os responsáveis pelo Futebolzinho. Pessoas raras, de uma educação e correção ímpares, a quem agradeço demais a oportunidade e a quem desejo todo sucesso no projeto.   Quem me acompanha desde os tempos do GE sabe que não sou de fazer proselitismo e nem de escrever nas entrelinhas. É legal ser direto. E é desta forma que procuro seguir em todos os campos de atuação nos quais me meto. Por aqui não seria diferente.   Minha despedida tem a ver com dois fato...

A quem interessa?


Pedro machucado. Rumores falam em 21 dias. Ninguém sabe ao certo.   Vi muita gente na nossa torcida “comemorando” o momento da contusão, analisando o assunto sob a perspectiva de que, lesionado, não será vendido na janela que fecha na próxima sexta.   Acho maravilhoso que parte de nossa torcida ainda consiga ver os copos meio cheios eventualmente. Eu não.   A Flusócio é uma espécie de Midas às avessas. Nada sobrevive ao toque desses camaradas. Meu receio, honestamente, é que vendam nosso centroavante na surdina, na calada da noite, por um preço mais “em conta” em razão da lesão.   O Fluminense desses caras é um entreposto. Ou uma vitrine bem localizada num campeonato que ainda desperta a cobiça de clubes europeus e asiáticos. Somos um balcão de negócios. Ídolos são rifa...

A culpa é sua, torcedor!


  O torcedor quer ter orgulho do seu time. Quer ir aos jogos achando que o Fluminense irá vencê-los. Quer sentir que não importa o adversário, que não importam as probabilidades. Quer ver o Fluminense de camisa centenária jogando como gigante, competitivo, mordendo, propondo o jogo. Quer olhar a tabela e mirar o topo. Quer ganhar, chegar no trabalho no dia seguinte e tirar onda com todo mundo. Quer olhar pro seu filho e renovar a alegria da escolha rodada após rodada. O torcedor que ser feliz.   Mas querem saber? O torcedor aceita quando não dá. É do jogo. Vinte clubes, apenas um campeão. Comemora-se a classificação para a Libertadores, vibra-se coma a vitória sobre o rival acima da tabela. O futebol talvez seja o entretenimento que mais imita a vida, com suas alegrias e tristeza...

Que venham os Uruguaios!


O Fluminense joga na quinta-feira contra o Defensor, pela Sulamericana. Não deve ser fácil. O Daniel Macri, amigo da fantástica Fluruguay, me antecipou que os Uruguaios vêm pro confronto, provavelmente abusando das jogadas mais ríspidas. É jogo para time cascudo. E dentro desta premissa já exponho minha preocupação: não temos um. Exceção à zaga, com um Gum multicampeão mas que já dá sinais de lentidão, e um Digão, que não comprometeu após sua volta, mas possui histórico de algumas paçocadas internacionais, nosso time é extremamente inexperiente. Nosso melhor jogador é um menino de 21 anos, nosso meio de campo (principalmente sem o Ayrton Paulada) é basicamente composto de garotos, e o resto da equipe mescla jogadores novos com outros de algum brilhareco, mas sem histórico de grandes conqui...

Em construção


  Talvez com duas ou três exceções, as equipes que disputam o Brasileirão têm uma jogada bem definida na qual, deliberadamente ou não, sustentam seus jogos: a disputa pela segunda bola.   Dá desgosto de ver. Uma profusão de chutões para frente, em geral dados por zagueiros desprovidos de boa técnica, laterais sem recursos de passe e drible e volantes brucutus que, na verdade, gostam mesmo é de desarmar.   Tínhamos uma honrosa exceção, o Atlético Paranaense, quando dirigido pelo Fernando Diniz. Tentava o jogo, proibia o bico para frente. Fracassou fragorosamente e hoje habita a zona do rebaixamento. A missão era inglória para Thiagos Helenos e Carletos da vida. Falta, acima de tudo, bom material humano do futebol brasileiro.   O Fluminense segue o padrão. Desde o longo p...

“Eu torço pelo espetáculo”


    Alguém teve o cuidado de colocar, aos pés do caixão, de forma delicada e gentil, um pequeno livreto com as regras da International Board.   Foi difícil velar o Gontijo. Confesso que não vi lógica. Era, ou é –  ainda preciso entender – um cara para o qual a morte, mesmo diante da sua materialização, soa-me impossível. Um sujeito que evidentemente estava no planeta errado, convivendo – com doçura e paciência – com tantos de nós, humanos, a quem sempre tratou com enorme curiosidade e pitadas de ironia e savoir-faire.   Alexandre Gontijo já foi visto ao mesmo tempo, mais de uma vez,  em lugares diferentes por pessoas distintas. Mas nem de longe era o dom da onipresença a sua principal diferença para os mortais. Sua candura, sim. Não fez inimigos ...

Vai irritar


  VAI IRRITAR!! Julio Cesar, Gilberto, Gum, Digão e Ayton Lucas; Ayrton, Douglas, Jadson e Sornoza; Robinho e Pedro.   É isso aí de cima que deve jogar contra o Vasco, na reestreia do Brasileirão.   Como diria o personagem do folclore de botequim, não é nada, não é nada, não é nada mesmo.   Marcelo Oliveira vem com dois zagueiros e três volantes. Na prática, os brucutus só darão dois passos para frente, sempre no nosso campo.   Gostaria de saber se ao menos a ideia de jogar com os laterais, nossas melhores armas, habita a mente do novo treinador.   Treinador que foi uma boa escolha, no meio de tanto nome assustador que foi ventilado nas Laranjeiras. Oliveira não vem de bons trabalhos – aliás, vem de péssimos – mas já levantou caneco em time grande, sabe pelo m...

Vender mando de campo é vender o Fluminense


Boa terça, amigos! Foi mal interromper a Copa de vocês. É complicado sonhar com Thiago Silva e acordar com Digão, mas vocês hão de convir que daqui a pouco a Copa acaba e nós voltaremos à realidade nua a crua que promete nos assolar neste ano: a luta contra a tabela e a incapacidade administrativa desse bando que tomou o clube e que não larga o osso. Ontem eu li na Netflu, reproduzindo matéria do globoesporte.com, que o Fluminense pensa em vender o mando de campo de seu primeiro jogo após o término do recesso do Brasileiro. A partida não será contra o Bambala, será contra o fortíssimo time do Palmeiras, sem dúvida um candidato ao título. Lembro do tempo em que debochava de equipes que faziam isso. Paraná aqui, Londrina acolá. Grêmio Prudente, Boa Esporte e quetais. Equipes que em busca de ...

Corra, Abad, corra!


  Abel pediu pra sair. Vejam vocês o quão forte é a Flusócio e seu presidente. Pela primeira vez na longa carreira Abel pediu para se desligar de um clube sob contrato. Justo seu clube de coração. O Fluminense comandado por amadores não é para amadores. Eis nossa terrível contradição. Evidentemente que ninguém sabe quem irá substituí-lo. Temo, e acho que todos vocês também devem temer, que nosso presidente opte por uma solução baratinha, pinçando no mercado, ou até em nossa base, um nome sem impacto para dirigir esse elenco que é fraco e que passará a ser mais fraco após as vendas de seus principais jogadores no pós copa. Mas independentemente de quem venha – torço para que seja o Zé Ricardo – a situação de penúria não se afastará de um clube desgovernado e sem comando firme. Imagino ...

Escolha de Sofia


Bato insistentemente na tecla de que o Fluminense, sempre, em qualquer circunstância, contra qualquer um e aonde for, deve jogar como Fluminense. Domingo jogou. Mal, com uma defesa claudicante, sofrendo com as escolhas estapafúrdias do Abel, mas jogou. Porque jogar como Fluminense não significa jogar bem ou mal. Em mais de cem anos o Fluminense já jogou muito bem e muito mal. Aliás, o Fluminense e qualquer outro gigante centenário de qualquer país do planeta. Jogar como Fluminense significa entrar na porcaria do campo para vencer como proposta de jogo e não esperar que a vitória venha numa bola vadia. As partidas contra o Atlético que jogamos no Independência contaram com o Fluminense em campo. Um Fluminense limitado, frágil, capenga, sem confiança, mas ele estava lá, buscando os três pont...

Quando basta uma imagem


  Desde que a Terra é redonda que o ser humano precisa de uma imagem para condensar conceitos e impressões. Algumas são acachapantes. Fotografias, cenas de filmes, não importa. Eventualmente a imagem é tão forte que é capaz de definir melhor um acontecimento, ou mesmo um sentimento, que qualquer texto. E eu poderia e deveria encerrar minha coluna por aqui com a imagem que escolhi. Não precisa de mais nada. A foto desse camarada jogando com a camisa do Fluminense está para o tricolor como aquela do chinês parando tanques de guerra na praça da Paz Celestial está para a humanidade. Dito isso, prossigo apenas e tão somente para desaguar minha raiva em palavras estéreis, que não serão absorvidas nem por nosso treinador bipolar, tampouco por nossa caricatura de presidente. Perdoem-me. O jog...

Seremos campeões?


E não é que o Fluminense é vice-líder do campeonato? Acho que nem o mais eufórico tricolor imaginava isso antes do brasileirão começar. Eu certamente não. O fato incontestável é que o time tem jogado um futebol de bom nível, ao menos nas três últimas rodadas. E se contra Atlético e Chapecoense, apesar das vitórias, não conseguiu jogar aquele futebol fantástico da injusta derrota contra o Botafogo, parece-me claro que o nível que estamos apresentando é, sim, de quem disputa o título contra qualquer outro clube do campeonato. É evidente que só bom esquema tático não é capaz de ganhar sozinho um brasileirão. O mesmo vale para o onze que entra em campo. Só com titulares, por melhor que estejam atuando, um clube não pega sequer G4. E é chover no molhado dizer que numa disputa que envolve 38 rod...

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