Vasco

Dotozinho tenta tumultuar e choca zero vascaínos


Na minha opinião, a melhor piada sobre o namoro homossexual recém-assumido pelo tricolor Lulu Santos é a que dizia que o cantor “sai do armário e choca um total de zero pessoas”. Me lembrei desse caso assim que vi esse tweet do Eurico Brandão, o “Dotozinho”: Já sabíamos que o Brant não assumia desde o primeiro dia. Acordo já estava fechado desde antes da eleição. Um dia conto tudo mas só daqui a um tempo. — Eurico Angelo Brandão De Oliveira Miranda (@euricobmiranda) August 1, 2018 Seja verdade ou não, esse tipo de informação não chega a ser uma surpresa para muita gente. Teorias de que o Campello formava a tal “chapa-laranja” do Dotô (aquela encabeçada por um aliado qualquer posando de oposição para tirar votos de quem realmente se opõe ao clã Miranda) durante as eleições era algo co...

Vasco reduz a folha


Economia na folha salarial à vista, no Vasco. Cerca de R$ 900 mil mensais com a saída de quatro jogadores: Riascos, que rescindiu contrato para jogar na China, Bruno Paulista, devolvido ao Sporting-POR, Erazo e Wellington. Erazo, inclusive, está liberado há algumas semanas para tratar de sua transferência para o Barcelona de Guayaquil. Wellington tem tudo para fechar com o Atlético-PR. Passando nos exames médicos de seu novo clube, ele terá seu contrato rescindido com o Vasco, que deixará de pagar cerca de R$ 220 mil. A saber se haverá reposições para o elenco. O clube negocia com o zagueiro Oswaldo Henríquez e o atacante Maxi López.

Cria do Vasco, Coutinho se sente bem com a amarelinha


Escrevo isso antes do jogo contra o México, portanto, são impressões sobre a primeira fase da Copa. E só podemos chegar a uma conclusão se falarmos sobre os três primeiros jogos da Seleção Brasileira no Mundial. O nome do time, até agora, é Phillipe Coutinho. Coutinho foi fundamental em três dos cinco gols da seleção, marcando dois e fazendo a assistência de um. Com isso, o camisa 11 assumiu o protagonismo da amarelinha, independente do hype em favor do “garoto” Neymar. Claro que devemos levar em consideração a falta de ritmo da estrela maior da equipe.  E é bem possível que Neymar ainda melhore de produção. Mas isso não diminui a bola que Coutinho vem jogando. Bola essa que fez do meia o jogador mais importante na classificação do Brasil para as oitavas de final. E é pelas belas atuações ...

A ‘exaltação’ que diminui a história do Vasco


Mesmo com a vitória do Vasco sobre a La U e a conquista de uma vaguinha na Copa Sul-Americana, meu perfil no Twitter (o @jc_CRVG, onde costumo comentar as partidas do time em tempo real) protagonizou uma polêmica: fui falar mal do Gustavo Villani, locutor da SporTV que transmitiu a partida, e uma chuva de protestos caiu sobre a minha cabeça. Foi uma surpresa pra mim. Não apenas porque não imaginava que o locutor tivesse um fã clube tão grande. Mas principalmente pelo motivo: eu fui defender o Vasco e os próprios vascaínos discordaram veementemente de mim. Explico melhor…não entrei no mérito das qualidades do Villani como narrador. Ele realmente transmite emoção e fala bem menos besteiras que média dos locutores que vemos por aí. A questão é que, mesmo relembrando a cada momento a imp...

Campello: um inocente na presidência do Vasco


A justificativa utilizada pelo presidente Alexandre Campello para abandonar a coalizão de chapas que venceu o último pleito vascaíno foi de que uma das chapas (a Sempre Vasco, do candidato Julio Brant) abandonou o diálogo com as chapas parceiras e passou a arquitetar medidas sem uma discussão prévia com seu grupo político. A história depois disso, todos já sabem. Campello pulou fora da coalizão, se lançou candidato à presidência e venceu Brant, o indicado pelo grupo vencedor do pleito. Para isso, o atual presidente contou com o apoio de chapas perdedoras, incluindo aí a do Eurico Miranda (a quem Campello atacou durante toda campanha). Meses depois, o que vemos? O grupo que colocou Campello no poder se esfacelar com uma demissão em massa de vice-presidentes. E, a maior ironia nisso tudo, os...

Rildo e o pênalti: a construção de uma narrativa antivasco


Desde que a sociedade brasileira se dividiu entre coxinhas e pães com mortadela, a palavra “narrativa” entrou na moda. Montar um discurso para se provar um ponto é a onda do momento. Se tanto o discurso quanto o ponto são equivocados/mentirosos, tanto faz. No futebol não poderia ser diferente. Aliás, narrativas são um fato comum no esporte mais popular do país há tempos. Hexas, clubes com 40 milhões de torcedores, sinas de vice-campeonatos, maiores do mundo, cheirinhos, “deixou chegar”, a excelência de advogados tricolores, etc, são exemplos bem conhecidos. E pelo visto, já tentam construir uma narrativa para esse Brasileirão ainda na primeira rodada. E o mais afetado por ela será o Vasco. Vocês já devem ter percebido que falo do penal sofrido pelo atacante Rildo na virada sobre o Galo min...

Campello fala, mas não convence


O presidente do Vasco, Alexandre Campello, concedeu uma entrevista ao Globoesporte.com. Aliás, entrevistas ele tem dado muitas. O que, vale lembrar, não é necessariamente ruim já que é uma forma de levar informações aos torcedores. E também não deixa de ser uma forma de divulgar o clube na grande mídia. O problema é quando o presidente eleito pelo Conselho (mas não pelos sócios) tenta nos fazer de trouxas. A entrevista ao GE.com, por exemplo, foi em grande parte empulhação. Isso quando suas declarações não foram pura e simples caozada. Mas vamos dissecar alguns pontos da entrevista para que deixar claro o que estou falando. Logo na segunda pergunta o recém-eleito presidente repete uma prática comum dos últimos presidentes eleitos: enquanto oposição – talvez no caso dele fosse apropri...

Urna 7: um caso de corrupção sem corruptores no Vasco


Passado o perrengue inesperado para nos classificarmos para a fase de grupos da Libertadores, podemos voltar com assuntos espinhosos? Acho que sim, né? Voltemos às eleições, então. Mais precisamente à urna 7. Uma coisa que me intriga há muito tempo: se a urna 7 foi impugnada judicialmente, isso não significa que há evidentes indícios de adulteração nos seus votos? Ou seja, um juiz determinou que, mediante os fatos apresentados, alguma irregularidade aconteceu. A chapa perdedora recorreu algumas vezes, mas depois desistiu de apelar. Pouco tempo depois, soubemos que essa atitude só acontece porque, bem, a chapa perdedora acabou não sendo a grande derrotada nas eleições. Mas desistir de apelar não significa que a irregularidade deixou de existir, certo? Mesmo que o fim das apelações na justiç...

Campello não é a mudança que o torcedor do Vasco esperava


O que falar do resultado das eleições no Vasco? Ver as ações e falas do presidente eleito, o antigo médico das gestões Miranda, é o que basta. Alexandre Campello nem precisou assumir o cargo para dar uma ideia do que podemos esperar das suas atitudes no cargo. Ele já começou muito bem esperando a véspera da votação dos conselheiros para anunciar seu rompimento com Julio Brant, declarar que se sentiu traído e pagar com a mesma moeda: se candidatar ele mesmo à presidência. Não sem antes, obviamente, costurar uma aliança com o grupo político ao qual sempre disse se opor. Já eleito, Campello pôde falar bastante e muitas das coisas que disse foram preocupantes: Atacou veementemente a Sempre Vasco (grupo político do Julio Brant), falou mal da atual gestão, reforçando sua posição de sempre ter si...

A definição do “tanto faz”


Esse ano, o Vasco passou de “favorito ao rebaixamento” a time classificado para a Pré-Libertadores. E depois de ter calado a boca e cauterizado a língua de praticamente toda imprensa esportiva e torcidas rivais, o Gigante e sua torcida precisam “enfrentar” mais uma situação antes de 2017 acabar. Torcer ou não torcer pela mulambada? Eis a questão. É uma questão menor, obviamente. Mas a torcida está de férias. Então é inevitável que essa dúvida ronde a cabeça de qualquer vascaíno. Primeiro, vamos pensar exclusivamente no que é melhor para o Vasco. Nesse caso, a urubulândia conquistar o título da Sul-Americana é o melhor. Uma vitória mulamba nos daria acesso à fase de grupos da Libertadores. E com isso,  não teríamos a necessidade de passar por dois mata-matas para che...

Eurico paga mico e o Vasco paga junto


Uma das características mais peculiares – ou irritantes, como queiram – do Eurico Miranda é a pretensão de personificar o Vasco,  como um Rei-Sol fora do tempo. O Dotô tem a mania de considerar os ataques pessoais que sofre como insultos a instituição Club de Regatas Vasco da Gama. Até aí, ok, cada louco com sua mania e concorda com esse tipo de birutice quem quer. Mas há dois problemas decorrentes dessa atitude. Um, é quando ele justifica punições, vetos, proibições e até ações judiciais contra atletas, jornalistas e etc, alegando “desrespeito ao Vasco” quando há críticas aos seus atos pessoais. O outro é que, aparentemente, Eurico não pensa que, sendo o “Vasco personificado”, não pode ficar pagando mico por aí. Afinal de contas, se ele se considera o próprio clube, quando queima o própri...

O voto dos indecisos e as segundas intenções da diretoria


A Diretoria fez uma pesquisa, via telefone, com 1000 sócios do clube. Pelo resultado, o Dotô tem 53% da intenções de voto. A chapa formada por Brant/Campello  teria 18% e Fernando Horta, 10%. Os indecisos seriam mais numerosos que os eleitores das chapas de oposição (19%). Não entremos no mérito da metodologia das pesquisas, ainda que a pesquisa da oposição tenha sido encomendada a um instituto independente e a da diretoria tenha sido feita por ela mesma. Não sabendo os critérios utilizados para selecionar quem foi abordado nos dois casos, vamos dar o benefício da dúvida para ambas. Mesmo que a diretoria tenha diversas informações sobre o quadro social e possa ter escolhido para quem ligou. Ignorando para quem a diretoria ligou perguntando sua intenção de voto, ainda fica uma dúvida. Nos ú...