Intolerância

Assim é se lhe parece


“Dei pra maldizer o nosso lar / Pra sujar teu nome, te humilhar / E me vingar a qualquer preço / Te adorando pelo avesso / Pra mostrar que inda sou tua / Só pra provar que inda sou tua” – Atrás da Porta, (Chico Buarque, Francis Hime).Diz-se há algum tempo que “Todo excesso em determinado ponto se transforma em força contrária”. Essa frase acompanhada do trecho musical acima talvez justifique os impropérios recebidos relativos ao texto anterior (leia aqui). Dediquei tempo inclusive, na tentativa de explicar que um texto (crítico como é o caso), pode ser “opinativo” ou “narrativo” e que reclamar de um texto claramente opinativo é reclamar da falta de carne em almoço vegetariano. Em vão… Honestamente, não posso presumir que entendam a construção que trata da concordância que acontece nã...

Em algum lugar do passado


Desde a madrugada pós eliminação da Copa do Brasil tenho mais uma certeza além da morte: Ao escrever o romance A Clockwork Orange (Laranja Mecânica), e publicá-lo em 1962, Anthony Burguess não criou uma realidade completamente distante e fictícia… “Cada cara representa uma mentira / Nascimento, vida e morte, quem diria / Até sonhar de madrugada, uma moça sem mancada / Uma mulher não deve vacilar / Hoje pode transformar, e o que diria a juventude / Um dia você vai chorar, vejo clara as fantasias” – Juventude Transviada, (Luiz Melodia) Olá, Leitores! Vocês não sabiam, mas eu estava com muitas saudades de abrir o editor de textos e, com o devido crédito ao extraordinário músico Lobão – escrever minhas bobagens, pra me lembrar que eu “sou” a coisa mais brega que pousou na tua sopa....