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Amuleto não rende, e ‘teimosias’ de Valentim custam caro ao setor ofensivo do Vasco

Amuleto não rende, e ‘teimosias’ de Valentim custam caro ao setor ofensivo do Vasco

Por Lucas Pedrosa e Matheus Reis 

A vida de Alberto Valentim no Vasco não tem sido próspera. Após o empate em 1 a 1 com o Botafogo, o comandante somou nove jogos e apenas uma vitória à frente da equipe. No clássico, mais uma formação contestada pela torcida e, novamente, a aposta em seu amuleto Fabrício, que passou em branco. O fato é comum na passagem do lateral que vem atuando de meia no Cruz-Maltino, e mesmo assim o comandante segue confiando no atleta.





“O Fabrício vem treinando bem. Ele não fez um bom jogo. Falta um gol, uma assistência. Ele até criou hoje, mas não deu certo. Mas eu conto muito com ele, porque é um jogador que tem nos ajudado e feito de tudo. A minha opção foi tática e técnica. Acho que o Giovanni vai melhorar fisicamente, conto muito com ele. Mas foi opção minha (o Fabrício)”.

Valentim segue acreditando em Fabrício (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

DE ENCOSTADO A CAMISA 10, FABRÍCIO NÃO CORRESPONDEU À CONFIANÇA

Contestado desde o começo do ano pela torcida, Fabrício tem apenas um gol em 17 partidas com a camisa do Vasco, quando levou o time para a final do Carioca, marcando contra o Fluminense na semifinal. Depois disso, o lateral chegou a ser afastado, colocado à disposição do mercado e só não foi negociado porque não houve nenhuma proposta.

A chega de Valentim deu novos ares a Fabrício. O lateral voltou a treinar bem e ganhou a primeira oportunidade diante do Flamengo. Ele participou de quatro jogos: três empates e a única vitória do comandante, contra o Bahia. Nos desempenhos, o novo ‘camisa 10’ do Vasco não fez gol e nem deu assistência. Inclusive, no triunfo sobre o Tricolor baiano, ele foi substituído aos 29 minutos do segundo tempo. Aos 34 o time carioca, com Marrony, fez o 2 a 1 e conseguiu o resultado positivo.

Vale lembrar: o Vasco é o 11º clube da carreira do lateral de 31 anos. É injusto cobrá-lo por uma função em que nunca atuou com frequência. Fabrício jamais teve a responsabilidade de armar um time e, de lateral, já teve momentos bons e ruins. Mas era a função dele e ele poderia ser cobrado pelo que fez durante toda a carreira. A aposta de Valentim é frustrante, não só para o torcedor, mas também para o próprio jogador.

Fabrício foi elogiado até por companheiros pela entrega nos treinos, mas dentro de campo pouco tem feito (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

COMPARAÇÃO COM OS CONCORRENTES

Os resultados em campo, tanto de Valentim quanto de Fabrício, são ruins. E no banco, o Vasco tem dois meias de ofício com números melhores do que o lateral ‘camisa 10’. Thiago Galhardo, que fez um bom primeiro semestre e, com o atual comandante, tem atuado mais de segundo volante quando entra, soma 30 jogos, cinco gols e quatro assistências.

Números superiores, assim como os de Giovanni Augusto, mesmo com o meia convivendo com inúmeras lesões desde que chegou: 22 jogos, um gol e duas assistências. A outra escolha contestada foi recuar Pikachu para a lateral direita, que é o artilheiro do time, com 17 gols, e também líder de assistências, com cinco – ao lado de Henrique -, e seguir com Fabrício no meio.

Pikachu lidera os quesitos ofensivos do Vasco, mas mesmo assim Valentim preferiu recuá-lo (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Inexplicável para um time que, sob seu comando, sete gols, onde três foram de Andrés Ríos, dois de Maxi López, um de Pikachu e um de Marrony. Destes tentos, duas assistências de Pikachu. Três foram marcados de pênalti e os outros dois foram por rebote ou bola desviada. Até o lateral Henrique, que vive melhor momento que Ramon em sua posição, Valentim preferiu para organizar o meio.

Ameaçado pelo quarto rebaixamento em dez anos, a próxima partida do Vasco é contra o Cruzeiro, domingo (14), em São Januário, às 16h (de Brasília). A equipe adversária poderá poupar os seus titulares em virtude das finais da Copa do Brasil, e a vitória é imprescindível para o Cruz-Maltino. Valentim terá quatro dias para organizar suas ideias e buscar colocar o que o time tem de melhor em campo.

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