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Em entrevista, Ramon fala sobre depressão e relação com o Vasco: ‘Me fez superar’

Em entrevista, Ramon fala sobre depressão e relação com o Vasco: ‘Me fez superar’

Lateral-esquerdo e capitão do Vasco, Ramon concedeu uma entrevista ao Canal Pilhado, no YouTube, e contou sobre seus momentos tristes e felizes na carreira, as passagens por Internacional, Flamengo, Corinthians, Vasco até chegar ao futebol da Turquia.

Ramon ‘Crazy’ Motta, como era conhecido na Turquia, é natural de Cachoeiro de Itapemirim, município do Espírito Santo, e começou sua carreira no Internacional. Ramon falou sobre o início da sua primeira passagem no Gigante:





“20, 21 anos, chegando no Rio de Janeiro, Vasco, aquela grandeza toda, geralmente tem cara que fica meio acoado, mas eu cheguei tranquilão, peguei um grupo muito bom”.

Ramon elogiou o elenco da época e contou sobre seu relacionamento com Carlos Alberto.

Como foi ser campeão de um título nacional pelo Vasco?

“Incrível, né?! Meu primeiro, de fato, jogando. Ganhamos a Série B. Para muitos vascaínos não conta, mas pra mim vale muito. A Copa do Brasil era um título que o Vasco não tinha. Por isso, entrou pra história. Um dos títulos mais importantes da minha carreira. Nosso time encaixou, deu liga. Era muita amizade fora do campo. Um queria ajudar o outro. E fomos coroados com o título”.

Sobre a polêmica com o Flamengo, Ramon explicou:

Ramon passando por corredor polonês em treino pelo rival (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)

“Falta de maturidade de falar o que pensa. É um assunto que eu superei e não vejo o porquê de voltar. Foi um momento imaturo e infantil meu. Eu honro a camisa do Vasco com muito gosto e com respeito. O clube que me projetou, me fez ser quem eu sou. Eu errei e não tenho vergonha de admitir”.

Em um trecho emblemático da entrevista, Ramon contou sobre sua depressão na Turquia e a importância do Vasco em sua carreira:

“Nunca falei antes, mas tive depressão na Turquia. Voltei por causa disso. Fiquei dois anos e meio em Istambul, depois fui para uma cidade pacata e eu morava sozinho numa casa grande. Comecei a sentir falta do calor do Brasil, calor humano. O povo turco é muito sério, ignorante. Tive uma depressão muito profunda. Na época, pesava 74 kg e fui para 68. Quando abri meu olho, estava dirigindo e tive vontade de bater o carro de propósito no poste para voltar ao Brasil. Hoje, superei. O Vasco me fez superar”.

Quando Ramon chegou ao clube em sua segunda passagem, era chamado de mercenário e traíra. O lateral deu sua versão:

“Falaram que eu vim para o Vasco, porque era mercenário. Lá (na Turquia) eu ganhava 10x, vim para cá ganhar 0,5x. Larguei um ano de contrato lá com muito dinheiro, porque eu queria voltar pro Brasil e porque era o Vasco”.

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Matheus Reis avatar
Roteirista por formação, estudante de Jornalismo na UniCarioca e Ciências Sociais na Uerj. Escrevo para o Expresso 1898 e sou setorista do Vasco no Futebolzinho.

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