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Botafogo / Fluminense

Barroca minimiza a posse de bola, mas avisa que buscará o controle do jogo…

Barroca minimiza a posse de bola, mas avisa que buscará o controle do jogo…

No clássico deste sábado (11), às 16h de Brasília, no Maracanã, entre Fluminense e Botafogo, estarão em campo dois times de ideologias bastante parecidas. Fernando Diniz e Eduardo Barroca, considerados da “nova geração”, são treinadores que gostam bastante do jogo de “imposição. Preferem valorizar a posse de bola do que esperar a ação do adversário. No entanto, em entrevista coletiva durante a semana, o treinador do alvinegro surpreendeu e confessou que não acha que ter a bola seja tão determinante assim para obter um bom resultado dentro de campo.

“Entendo que tentar o controle do jogo é uma ferramenta para ter mais chances para sua equipe e menos para o rival. Mas não entendo que a posse da bola tem importância tão grande como as pessoas falam. É apenas uma ferramenta dentro do jogo”, explicou o técnico do alvinegro.

Além disso, Barroca falou sobre a expectativa de seu primeiro clássico como treinador.

“É possível controlar o jogo sem a bola, mas depende muito das situações da partida. As duas equipes vão tentar fazer um jogo de imposição, será um duelo interessante. O Fluminense vem de uma vitória importante, o Botafogo também. A expectativa é que possamos fazer um grande duelo, grande jogo. Que as pessoas saiam satisfeitas com a qualidade do espetáculo. Acho que as duas equipes se equivalem na forma, nas individualidades e nas ideias. Vai ser um duelo bom, um jogo de coragem, de equipes que querem buscar coisas grandes na competição. É a leitura que tenho. Botafogo e Fluminense podem brigar na parte de cima da competição”, opinou.

Veja outros assuntos abordados por Barroca

Similaridade com estilo de Diniz
“Me identifico muito com a forma como o Diniz pensa o mundo esportivo. Já tive oportunidades de pensar com ele. Me identifico quando ele fala que sofreu angústias como jogador. Procuro fazer minhas escolhas e tomar decisões pensando no lado do jogador, do indivíduo. Entendo que a forma dele de jogar e trabalhar assim como a minha tem uma conexão como pensamos o mundo esportivo e a vida em geral.”

Dúvidas na escalação
“Gilson e João Paulo estão com desgaste muscular. Não vou conseguir dar a escalação, porque dependemos do processo de recuperação deles.”

Dificuldades previstas para o clássico
“Fluminense tem um time, apesar de jovens, com muita experiência. Alan e Caio Henrique jogaram comigo no Sul-Americano Sub-20 em 2017 no Equador. Pedro já com protagonismo nacional. Gilberto passou pela base do Botafogo. Tem aqueles formados no Fluminense que sempre foram referências a nível nacional como Calazans; Mascarenhas; Frazan; Daniel, atletas de nível de seleção na base. Vai ser um jogo difícil pelo nível dos jogadores e pela coletividade que o Flu tem já em nível avançado.”

Objetivos no alvinegro
“Meu objetivo é conquistar a torcida do Botafogo através de resultados, de bom futebol e mostrando que esses jogadores além da qualidade técnica estão querendo levar o Botafogo ao melhor lugar possível. Tenho cobrado muito, com nível de exigência beirando a plenitude mesmo sabendo os riscos na parte física. Cobro intensidade máxima e a resposta tem sido muito boa. Temos uma boa margem para crescimento. Com a sequência o crescimento será muito grande.”

Ambiente no dia a dia
“Entendo que uma pessoa que não está feliz não consegue realizar nada em plenitude. Se eu não tiver com a família equilibrada, filhos com saúde, pais bem, não vou conseguir desenvolver meu trabalho da melhor forma. O atleta precisa se sentir feliz no treino, precisa crescer nos momentos de desconforto… É muito importante que ele se sinta feliz e entenda a lógica de tudo para realizar as coisas da melhor forma. Tento pautar sempre meu trabalho em critérios e coerência.”

Sentimento de estrear em clássicos
“É um sentimento muito especial, sou um carioca de Del Castilho. Na minha infância isso sempre me estimulou muito e fez a diferença para eu seguir esse caminho profissional. Mas quando começar o jogo, isso fica de lado. Estou muito feliz de trabalhar no Botafogo, dessa oportunidade, mas muito concentrado na responsabilidade que assumi. Meu foco nesse momento está canalizado para tudo o que falei.”

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João Pedro Fragoso avatar
Brasileiro e carioca nato, estudante de Jornalismo. Setorista do Botafogo pelo Futebolzinho. Além disso, amante de pagode e de NFL.

1 Comment

  1. Regina Carino avatar

    Belo texto, João Pedro! Claro e objetivo. Provavelmente será mesmo um bom jogo.
    Regina Carino, carioca, amante do samba de raiz…hahahahah

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