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Campeonato Carioca / Vasco

‘Clássico dos milhões’ no Estádio Nilton Santos gera prejuízo para os rivais cariocas

‘Clássico dos milhões’ no Estádio Nilton Santos gera prejuízo para os rivais cariocas

A decisão do presidente do Vasco, Alexandre Campello, de mandar o primeiro jogo da final do Campeonato Carioca, contra o Flamengo, no Nilton Santos, trouxe prejuízo para os cofres dos rivais cariocas.

O custo da partida ficou em torno de R$ 854.793,00, enquanto a renda de um público de 9.976 torcedores pagantes e 10.854 presentes resultou em R$ 521.920,00. Dessa forma, o prejuízo chegou perto de R$ 340.000.

O déficit cruz-maltino será de R$ 166.436,50 e o do rubro-negro de R$ 172.636,50. O prejuízo do rubro-negro foi maior que o cruz-maltino, em função do clube da Gávea ter assumido os custos do doping, cerca de R$ 6.200. Vale lembrar que o pagamento deste serviço é opcional no Estadual do Rio de Janeiro.

Campello decidiu mudar o estádio em que o jogo seria realizado em repressália à escolha do governo do Rio de Janeiro de ceder a gestão do Maracanã à dupla Fla-Flu por 180 dias. O clube tinha o interesse de geri-lo também.

Na última sexta-feira (11), o cruz-maltino já havia entrado na Justiça com um pedido de mandado de segurança para tentar anular a decisão. Na ação, o Vasco afirma que o acordo firmado entre o Governo Estadual e os dois clubes é ilegal e abusivo. A solicitação do Vasco será analisada pela  juíza Mirela Esbisti, da terceira vara da Fazenda Pública.

No sábado (12), o time de São Januário publicou uma nota em seu site oficial, assinada por todos os poderes do clube, classificando o acordo como “inaceitável”.

Confira a nota na íntegra:

O Club de Regatas Vasco da Gama, através de seus Poderes instituídos, entende que o manifesto apresentado pelo Grande Benemérito Luís Fernandes à Justiça do Rio de Janeiro atende aos anseios e direitos fundamentais do nosso Clube. Tal manifesto foi examinado no dia 11 de abril, em primeiro grau, no que tangencia ao precipitado e inaceitável acordo celebrado pela gestão do Maracanã. O Clube informa ainda ter entrado com um mandado de segurança com o objetivo de anular o processo de concessão do Maracanã. A ação impetrada atende não só aos interesses do Clube, mas, sobretudo, da população do Rio de Janeiro. Não há justificativa para a concessão, de forma açodada, de um patrimônio público e histórico a uma agremiação esportiva em detrimento de suas congêneres.

Ressalte-se que a concessão do Maracanã, nos termos impostos pelo governo do Rio de Janeiro, representa uma violação do princípio do “fairplay” esportivo, beneficiando de forma descabida e injusta um clube competidor com a administração privada da principal arena pública de futebol no Estado. Não parece razoável que o Poder Público seja árbitro ou regulador da balança de forças do futebol no Rio de Janeiro, interferindo diretamente na capacidade competitiva deste ou daquele Clube.

Espera-se que, diante da decisão oferecida pela Justiça do Rio de Janeiro, no sentido de apresentar prazo para que o Governo justifique tal açodamento, sejam encontrados caminhos para soluções que contemplem não apenas os grandes clubes, mas o interesse público mais amplo da comunidade do nosso Estado.

Alexandre Campello
Presidente da Diretoria Administrativa

Silvio Godoi
Presidente do Conselho de Beneméritos

Roberto Monteiro
Presidente do Conselho Deliberativo

Edmilson Valentim
Presidente do Conselho Fiscal

Faues Cherene Jassus
Presidente da Assembleia Geral

O segundo jogo da final do Campeonato Carioca será no próximo domingo (21), às 16:00h, no Maracanã. O Vasco precisa ganhar de, no mínimo dois gols de diferença, para forçar que a decisão vá para os pênaltis. Se ganhar com vantagem de apenas um gol ou empatar, o título carioca fica nas mãos do rival.

FOTO: Rafael Ribeiro/Vasco

FONTE: Esporte.Uol.com.br

REDAÇÃO: Futebolzinho.com

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