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Copa América

O clássico mundial em um palco amargo

O clássico mundial em um palco amargo

Favorita e anfitriã. É assim que chega a seleção brasileira para o maior clássico do futebol mundial, diante de sua maior rival, a Argentina. Sem levar sequer um gol na Copa América, Alisson e o sistema defensivo de Tite terão pela frente Lionel Messi, que não marca contra os brasileiros desde 2012. O palco da semifinal será o mesmo do vexame na Copa do Mundo de 2014, contra a Alemanha, também na semifinal. A balança está com seus pesos, resta saber quem chegará na grande final.

A principal referência defensiva para o Brasil está na meta. Alisson, de 26 anos, ainda não foi batido na competição e carrega o título da Liga dos Campeões na temporada, pelo Liverpool. Entretanto, o arqueiro repetirá o duelo da semifinal da competição europeia, no qual enfrentou o Barcelona de Messi e sofreu dois gols do argentino, mas uma virada histórica possibilitou a classificação da sua equipe para a final.

As atuações brasileira com Tite não foram convincentes, mas a formação de um grupo competitivo e com jogadores de alto nível possibilitou a classificação para a reta final da competição. Everton Cebolinha é o principal destaque positivo de uma seleção majoritariamente de jogadores da Europa. Titular do Grêmio, o atacante tem conquistado o respeito e a admiração dos torcedores por sua ousadia nas jogadas incisivas.

O técnico argentino Lionel Scaloni concedeu entrevista coletiva antes da decisão e demonstrou apatia em relação ao seu futuro no comando. Com um discurso focado no momento e elogiando as atuações sem brilho de Lionel Messi na competição, o técnico jogou para o Brasil a responsabilidade da classificação, e pediu atenção especial com as perdas de bola da sua equipe, para que não sofra grandes contra-golpes. Atuar sem pressa e ansiedade é a receita para chegar à final, disse Scaloni.

Para o técnico brasileiro, o local do jogo pouco importa. O “Fantasma do Mineirão” não assusta o treinador brasileiro. Pelo contrário, o estádio traz vibrações positivas repletas de carinho do torcedor.

“Se a torcida puder trazer todo o carinho que tem dado quando chegamos ao hotel para o estádio vai deixar a mim e a todos os atletas gratificados e fortalecidos (…) Nós perdemos aqui, ganhamos da Alemanha em 2002 e fomos campeões, perdemos em 1950 do Uruguai no Maracanã. Pegamos a história e escolhemos que capítulo queremos. O que temos é o momento, um grande clássico no lugar, talvez, que tivemos mais carinho do torcedor”, disse Tite antes da semifinal.

Histórico de Messi contra o Brasil:

03/09/2006 – Brasil 3 x 0 – amistoso em Londres
15/07/2007 – Brasil 3 x 0 Argentina – final da Copa América, em Maracaibo
18/06/2008 – Brasil 0 x 0 Argentina – Eliminatórias, em Belo Horizonte
05/09/2009 – Argentina 1 x 3 Brasil – Eliminatórias, em Rosário
17/11/2010 – Brasil 0 x 1 Argentina – Amistoso, em Doha
09/06/2012 – Brasil 3 x 4 Argentina – Amistoso, em Nova Jersey
11/10/2014 – Brasil 2 x 0 Argentina – Superclássico das Américas, em Pequim
10/11/2016 – Brasil 3 x 0 Argentina – Eliminatórias, em Belo Horizonte
09/06/2017 – Brasil 0 x 1 Argentina – Amistoso em Melbourne

A partida será em Belo Horizonte, no Estádio Mineirão, 21h30. Os hotéis da região estão esgotados e os argentinos dominaram os quartos, prometendo uma invasão azul e branca em território brasileiro.

FOTO: Lucas Figueiredo/CBF

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Matheus Reis avatar
Cobertura do Vasco da Gama no Futebolzinho.com. Estudante de Jornalismo da UniCarioca e Ciências Sociais pela Uerj.
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