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Flamengo

CEO apresenta documentos, culpa picos de luz e diz que multas “não têm nada a ver com o acidente”

CEO apresenta documentos, culpa picos de luz e diz que multas “não têm nada a ver com o acidente”

Com um comitê de crise formado pelo Flamengo reunido na Gávea desde as 9h deste sábado (9), o clube pronunciou-se oficialmente por volta das 16h30 através do CEO Reinaldo Belotti. Ele falou sobre procedimentos que serão tomados após a tragédia que matou 10 jogadores das categorias de base no Ninho do Urubu e disse que o ocorrido não tem relação com as multas da Prefeitura.

“Sobre multas, licenças, alvarás… isso não tem nada a ver com o acidente. Temos providências a tomar para o CT ser legalizado. Estamos trabalhando para isso Precisávamos de 9 certificados. Já temos 8. Estamos trabalhando com os bombeiros.Gostaria de falar do que mais investimos desde que o acidente ocorreu, que é atender os familiares das vítimas. A partir do momento que tivemos o acidente, providenciamos a vinda dos familiares com representantes capacitados. Demos a privacidade necessária em todos os momentos, além do suporte para que os corpos fossem identificados. Estamos oferecendo ou avião de carreira ou voo fretado para remoção dos mesmos”, disse Belotti.

Assim como no pronunciamento do presidente Rodolfo Landim na sexta-feira, o clube não permitiu que a imprensa fizesse perguntas. Belotti falou por 16 minutos.

No início da tarde, Landim e Marcos Braz, vice de futebol, foram ao hotel onde os parentes das vítimas estão hospedados. Ambos não falaram com a imprensa e subiram para um cômodo onde realizaram uma reunião com os familiares dos atletas.

VEJA OUTROS TRECHOS DO PRONUNCIAMENTO DE BELOTTI:

Identificação de corpos e acompanhamento dos feridos

– Identificamos cinco corpos e vamos providenciar os traslados. Além disso, há os três atletas hospitalizados. Também trouxemos os familiares. Estamos acompanhando e dando tudo o necessário. O que está mais grave, está o tempo inteiro com médico nosso.

– Os atletas que estavam lá e não tiveram ferimento, nós mandamos para suas casas. Mas também colocamos um representante do clube com cada atleta. Isso tudo registrado. Mantemos diariamente contato com eles, via psicólogos. Ideia é que não sofram consequências.

Alojamento não era “puxadinho”

– Estamos falando de alojamentos modulares implantados em 2011. O CT começou assim. Por essa alojamentos passaram vários times, vários jogadores como Ronaldinho e Vagner Love. Foi utilizado pela seleção olímpica do Brasil. Não é um “puxadinho”. É um alojamento.

– Foi aprovado pelo conselho da criança e do adolescente, que nos deu certificado. Ferj e CBF nos deram certificado de formadores. Tínhamos que manter alojamentos adequados, alimentação, higiene, segurança, salubridade… Ou seja, é porque tudo foi atingido.

– Esse módulo era conhecido por todos. Não era um puxadinho que a gente escondia. Era confortável e adequado. Tínhamos orgulho. O atleta até 14 anos é proibido, não tínhamos ninguém. De 14 a 17 nós tínhamos lá. A partir de 18, o Flamengo não acha melhor misturar. A partir de 18 o clube melhora o salário para que ele possa ir morar em outro local e até levar a família.

FONTE: Globoesporte.com
FOTO: André Durão / GloboEsporte.com

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