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Flamengo

Clube assume responsabilidade no incêndio, mas MP não descarta interdição do CT

Clube assume responsabilidade no incêndio, mas MP não descarta interdição do CT

Representantes do Flamengo que se reuniram na tarde desta segunda-feira (11) com autoridades no Ministério Público confirmaram a ausência de alvará no Centro de Treinamento Ninho do Urubu. O documento estava vencido na sede da Gávea.

A nova gestão do clube se abriu ao diálogo com os órgãos presentes no encontro – Polícia Civil, Bombeiros, Prefeitura e Defesa Civil. A intenção é deixar claro que o Flamengo responderá por tudo e se responsabilizará pela morte de dez jovens em um contêiner usado como alojamento.

– Falamos da nossa disposição junto às autoridades caso haja qualquer tipo de pendência, estaremos focados e trabalhando para corrigir isso no menor prazo possível. Temos a expectativa positiva de resolver logo – informou o presidente Rodolfo Landim.

O dirigente rubro-negro fez o pronunciamento, mas não respondeu a perguntas dos jornalistas. No entanto, o procurador-geral de Justiça do RJ, Eduardo Gussen, informou que haverá perícias no Centro de Treinamento para analisar as condições da estrutura e se há necessidade de interdição.

– A presidência do Flamengo assumiu todas as responsabilidades com relação ao evento. Se comprometeu a dar todo tipo de acolhimento às famílias. Entregou a defensoria pública do estado a condução dessa negociação para o reparo imediato. A partir de amanhã (terça-feira, 12) vamos realizar perícias amplas no CT do clube com as estruturas governamentais para analisar em que condições se encontram o CT e ver se há necessidade de interdição plena – explicou.

Foi suspenso o pernoite de atletas do clube nas instalações do Centro de Treinamento.

Para a obtenção de alvará, é necessário o Certificado de Aprovação do Corpo de Bombeiros, ainda pendente, e considerado em processo de regularização pela entidade e pelo clube.

Em outra frente, o Flamengo já quer sinalizar que está levantando as possíveis indenizações às famílias dos jogadores mortos, antes mesmo de qualquer investigação apurar as causas do incêndio. Quem está à frente desse assunto é o vice-geral Rodrigo Dunshee.

– Não poupamos recursos para que pudéssemos minimizar a dor e o sofrimento. Falamos da vontade de indenizar as famílias o mais rápido possível. O objetivo do clube é buscar junto a Defensoria Pública um processo de mediação que possa fazer com que isso termine o mais rápido possível – completou Landim.

Além dele, foram ao encontro com autoridades o presidente Rodolfo Landim, o presidente do Conselho Deliberativo, Antonio Alcides, o CEO Reinaldo Belotti e o vice-jurídico da gestão anterior, Flavio Willeman.

O incêndio no alojamento provisório das categorias de base do Flamengo no Centro de Treinamento George Helal iniciou por volta das 5h da última sexta-feira (dia 8) e vitimou dez jovens jogadores, de 14 a 17 anos, e deixou outros três hospitalizados. O presidente Rodolfo Landim caracterizou o desastre como a maior tragédia da história do clube.

Fonte: Jornal EXTRA

Redação Futebolzinho

Foto: Reprodução/TV Globo

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