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Fluminense

Advogado de Abad pede suspensão da sessão que votará processo de impeachment

Advogado de Abad pede suspensão da sessão que votará processo de impeachment

Marcada para o próximo dia 20, a sessão que votará o impeachment do presidente Pedro Abad foi alvo de um pedido de suspensão. O advogado Fernando Setembrino, que defende o presidente do Fluminense, enviou um documento com uma série de questionamentos a Fernando Leite, presidente do Conselho Deliberativo.

Os principais argumentos colocados são a suposta falta de isenção da Comissão para Assuntos Disciplinares, que julgou procedente o pedido de impedimento protocolado pela oposição, e o desrespeito a prazos do processo. Fernando Leite deve responder até a próxima segunda-feira. A tendência é de confirmar a realização da sessão no Salão Nobre das Laranjeiras.

Até a publicação desta reportagem, o site OGloboEsporte.com não obteve resposta da assessoria do Fluminense.O advogado Fernando Setembrino explicou o pedido e não descartou recorrer à Justiça caso a reivindicação seja negada:

“São questionamentos formais, questões técnicas, que envolvem a nomeação dos conselheiros e o prazo de começo e conclussão do processo. Vamos aguardar a resposta, mas tudo pode ser levado para a Justiça. Ela nunca julgará o mérito, mas pode analisar se houve algum problema no decorrer do processo”.

O relatório da comissão aponta que Abad causou prejuízo e cometeu gestão temerária à frente do Fluminense. No documento elaborado pelo advogado Fernando Setembrino, a isenção da comissão é questionada pelo fato de três integrantes (Ricardo Tadeu Bessa Mattos, Paulo Horácio de Oliveira Delphim e Paulo Roberto Moura de Miranda) terem assinado o pedido de impeachment, ou seja, teriam sido parciais no julgamento.

José Carlos Fernandes da Costa e Nilton Gibaldi, outros dois conseheiros da comissão, não assinaram o pedido. No relatório que concorda com o afastamento de Abad, a comissão alega que todos os prazos foram respeitados, inclusive, tendo ouvido o presidente presencialmente por duas vezes.

A sessão do impeachment só poderá ocorrer com a presença mínima de 150 conselheiros. Para ser aprovado, pedido precisa de 2/3 dos votos dos presentes. Número que situação e oposição concordam ser difícil de alcançar.

Fonte: Globoesporte.com

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