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Fluminense

Após empate diante do Ceará, torcedores da organizada conversam com jogadores no vestiário

Após empate diante do Ceará, torcedores da organizada conversam com jogadores no vestiário

O empate do Fluminense sem gols com o Ceará não acabou após o apito final no Maracanã. Depois da partida, torcedores tiveram acesso ao vestiário e conversaram com os jogadores sobre a má fase: são cinco jogos sem vitória, 478 minutos sem marcar gol e risco de rebaixamento ainda presente no Campeonato Brasileiro. .

No Portão 2 do estádio, por onde a delegação entre a sai, havia concentração de tricolores – maioria de uma das torcidas organizadas do time – revoltados com a situação do clube, 13º colocado, com 42 pontos, cinco a mais do que o Z4. Chegou-se à conclusão de que havia risco de agressão a atletas e, para contornar a situação, houve autorização para dois representantes do grupo serem levados para falar com o elenco.

Quando eles entraram no vestiário, a maior parte dos atletas já tinha ido embora. Estavam lá Júlio César, Digão e Gum, três dos líderes do grupo. O goleiro Rodolfo, o atacante Everaldo e o volante Mateus Norton (este por ter feito o antidoping) também. Assim como alguns funcionários. Representantes da comissão técnica e da direção já haviam deixado o local.

A intervenção de Gum foi determinante para a ideia de cobrança virar uma conversa, amenizando o clima de tensão. Atleta mais longevo no atual elenco, o capitão garantiu que não havia ninguém de “sacanagem”. E que não era justo chamar os jogadores de “sem vergonha” como ocorreu após o fim da partida. Garantiu que há dedicação apesar do atraso de dois meses de salário e cinco de direitos de imagem.

Os torcedores disseram entender a situação. Prometeram controlar os ânimos de alguns mais exaltados com “vontade de quebrar o clube”, e garantiram que apoiarão o time até o fim. Após dois jogos fora de casa contra Bahia e Inter pelo Brasileirão, o Tricolor encara o Atlético-PR, dia 28, na partida de volta da semifinal da Sul-Americana e fecha a competição nacional contra o América-MG, em 2 de dezembro.

A conversa durou pouco mais de 30 minutos. Eram 23h30 de segunda-feira quando Júlio César, Digão e Gum deixaram o Maracanã. Eles foram os últimos atletas a sair do vestiário e preferiram não falar com a imprensa.

Fonte: Globoesporte

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Gabriel Lutterbach avatar
Jornalista em formação, 19 anos, mais carioca do que mineiro, mesmo sendo ao contrário na realidade. Setorista do Fluminense pelo Futebolzinho. Tudo que eu entendo do ser humano, devo ao futebol.
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