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Fluminense

Em reunião, Celso Barros, Mario Bittencourt e Ricardo Tenório defendem saída de Pedro Abad

Em reunião, Celso Barros, Mario Bittencourt e Ricardo Tenório defendem saída de Pedro Abad

Desde o meio de 2018, Celso Barros, Mario Bittencourt e Ricardo Tenório, membros de chapas derrotadas por Pedro Abad na última eleição do Fluminense, têm se reunido para articular uma corrente de oposição visando as próximas eleições. Nesta quinta, eles estiveram juntos à convite do grupo Tricolor de Coração para palestrarem em um evento aberto a sócios, torcedores e imprensa, que reuniu cerca de 200 pessoas em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro.

Na apresentação, o trio falou sobre o momento atual do clube, finanças, questões técnicas e propuseram soluções. E, apesar de tentarem se distanciar da questão política em alguns momentos, críticas à atual gestão de Pedro Abad e à gestão do presidente anterior, Peter Siemsen, foram recorrentes.

O projeto do trio é formar uma chapa, ainda sem o nome que a encabeçará definido, para o próximo pleito, marcado para o fim de 2019. A votação do pedido de impeachment do atual mandatário, marcada para o dia 20 de dezembro, no entanto, tem antecipado o clima eleitoral nas Laranjeiras.

Ex-presidente da Unimed-Rio, patrocinadora do clube por 15 anos, Celso Barros foi o mais duro ao defender a saída de Pedro Abad durante suas falas e em entrevistas ao final do evento. Já Mario Bittencourt e Ricardo Tenório, ex-vices de futebol do clube, e que formaram chapa nas últimas eleições, foram mais comedidos. A dupla se mostrou descrente no avanço do processo de impeachment, mas falou em “insustentabilidade” e “falta de legitimidade” da atual gestão.

 

Confira declarações do trio sobre o tema:

 

Celso Barros, ex-presidente da Unimed-Rio, patrocinadora do Flu de 1999 a 2014

– Não tem jeito do presidente permanecer em 2019. Seja via impedimento ou pela renúncia, ele faria um grande bem ao Fluminense se entendesse a situação – e temos a informação que ele já está entendendo isso – e pudesse sair. Teria que ter uma solução rápida, tem que mudar estatuto? Muda. O que não pode é o Fluminense morrer. O Fluminense está morrendo. Não há credibilidade nesse grupo para fazer mais nada, a não ser uma gestão horrorosa no futebol.

Mario Bittencourt, ex-advogado do clube e vice de futebol de maio de 2014 a fevereiro de 2016

– Pelo que ouço dentro do clube, não vai adiante porque não haverá quórum mínimo para votar e, mesmo se tiver, a maioria do Conselho, me parece, ainda apoia o presidente. Não havendo o impeachment e havendo outro movimento é muito importante que as pessoas que estejam do clube também se dispam das vaidades e não tentem levar uma situação até o final sem condição de fazê-la. Para o Fluminense seria muito salutar uma antecipação das eleições – não uma eleição e depois uma outra, porque o clube não vai resistir ter dois embates no mesmo ano.

– A situação do presidente, até do ponto de vista pessoal, beira a insustentabilidade, pelo que vi no Maracanã, nos últimos jogos. Mas isso é um sentimento pessoal. O processo de impedimento é muito técnico. Como não sou conselheiro, não tenho a possibilidade de discuti-lo tecnicamente. Ele não tem nem pessoas em volta dele que faça um cinturão de proteção. Hoje ele é um cara isolado. O grupo dele, que tanto fez para ganhar a eleição, está largando ele pelo meio do caminho. E ninguém governa nada sozinho. Nem casa, nem empresa, nem clube. Mas não tenho nada contra ele pessoalmente. Sou contra violência, sou contra ataques à família, contra qualquer tipo de depedração e vandalismo, porque acho que passa do limite da razoabilidade.

Ricardo Tenório, vice de futebol em 2009 e de janeiro a maio de 2014

– Renúncia é uma coisa pessoal, teria que partir dele. No caso do impeachment, que está para ser votado, acredito que não deva dar em nada porque, politicamente ele é bem protegido dentro do conselho. Mas minha opinião pessoal é que ele perdeu a condição de continuar gerindo. Isso é uma coisa complicada. Ele foi eleito legitimamente, mas hoje ele está sem a legitimidade que o cargo perde. Ele não conseguiu unir o clube, que as pessoas entendessem o que ele quis fazer e, infelizmente, o clube está em situação insustentável. Se ele vai renunciar ou não, é uma coisa pessoal. Mas espero que ele faça alguma movimento para que o clube possa sair dessa situação – disse.

 

Fonte: Globoesporte

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