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Caio Barbosa / Fluminense / Flupress

Fluminense sacode o Flamengo do Recife

Fluminense sacode o Flamengo do Recife

No dia seguinte ao aniversário de 116 anos, felizmente, o Fluminense não fez desfeita com o presente recebido do grande campeão brasileiro de 1987, o Flamengo do Recife, e abocanhou três dos pontos mais fáceis de mais de um século de vitória, mas sempre com aquela dose de sofrimento típica do maior clube do Brasil. A vitória, no entanto, não mascara os muitos problemas que tivemos e que poderiam ser evitados.

Pedro bagunçou o Urubu pernambucano.

Tudo bem que é preciso dar tempo ao novo treinador, mas é de assustar ele abrir mão do potencial ofensivo do Airton Beijinho, por exemplo. Já que teve de escalar o Leo na direita, poderia e deveria ter soltado mais o Beijoca. Há o argumento de que o zagueiro por ali é Digão (e eu também não sei o porquê), mas o fato é que o desempenho do time no primeiro tempo foi muito abaixo do pavoroso, abaixo da linha do pré-sal.

Sorte nossa que o Sport parecia não querer absolutamente nada com a partida. Fez um gol por demérito do Fluminense, levou perigo num escanteio e nada mais. No primeiro gol do Pedro, a preguiça da zaga rubronegra era de fazer inveja ao desgraçado do Sornoza.

Este, aliás, é um ser inexplicável. Um picolé de chuchu mais insosso que Geraldo Alckmin. É um jogador-nada, do tipo que qualquer coisa é melhor. Inclusive o Everaldo, que veio do Colégio São Bento com mais vontade de jogar do que este vampiro equatoriano.

Felizmente, se Marcelo montou mal o time, mexeu muito bem. E no segundo tempo, com Junior Dutra, Matheus Alessandro e o menino do São Bento, o Fluminense mandou no jogo contra o Flamengo pernambucano, até porque seria uma vergonha perder daquela molambada. Vamos às notas:

JÚLIO CÉSAR – O melhor Júlio César da história dos goleiros brasileiros está de sacanagem. Vocês são testemunha de que tenho elogiado o rapaz, que vinha fazendo por merecer os elogios, e ainda está com crédito de sobra. Mas vá rebater bola para o meio da área lá na p. que pariu. NOTA ZERO.

LEO – Muito ruim, tadinho. Mas como levou o terceiro cartão amarelo e nos poupará de vê-lo na quarta, vai merecer um elogio. NOTA DEZ.

GUM – Sem trabalho no jogo. Vai ganhar a nota de sempre porque tem mais título que o Zico e deu moral para a gente na quinta-feira. NOTA DEZ.

DIGÃO – É ruim, tadinho. Sorte que o Sport não sabe. Mas vou dar uma moral, para ver se dá sorte. NOTA DEZ.

AIRTON BEIJINHO – Está de castigo na defesa, o que é péssimo para o Fluminense. Mas a culpa não é dele. Muito melhor que o Marcelo. NOTA SETE.

RICHARD – Nosso melhor volante. NOTA NOVE.

MATHEUS NORTON – Um horror. Incrível como tenha virado profissional. NOTA DOIS.

DÔDI – Tem nome legal, mas hoje foi um horror. NOTA ZERO.

JUNIOR DUTRA – Entrou em seu lugar e pelo menos parece jogador de futebol. NOTA OITO.

SORNOZA – O vampirão voltou. Horroroso. Sorte que tá fora do próximo jogo. NOTA ZERO.

EVERALDO – Entrou em seu lugar e mostrou que sabe o valor de um pão com ovo. NOTA SETE.

MARCOS JÚNIO – Ficou devendo muito no jogo de hoje. Mas é tricolor e corre. NOTA SETE.

MATHEUS ALESSANDRO – É horroroso, mas diante da letargia pernambucana, pelo menos correu e produziu mais que o Marcos Júnio. Mas é um presepeiro sofrível. NOTA OITO.

PEDRO – Irritou ao perder um gol na cara, mas quem dá vitória, alegria à torcida, inclusive com gol de calcanhar, não pode levar nada menos que NOTA DEZ.

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Jornalista desde o século passado. Estudou na Universidade Federal FLUMINENSE e foi setorista dos clubes cariocas, inclusive o FLUMINENSE, pelo Diário Lance!, UOL/Folha, Jornal Extra e Globoesporte.com