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Caio Barbosa / Fluminense / Flupress

Notas: Flu vence com gol antológico de um vampiro

Notas: Flu vence com gol antológico de um vampiro

O Fluminense venceu. No fim, nada mais importa. Há noites em que a sorte precisa ajudar também, afinal, não somos o Botafogo. Mas se há coisas que só acontecem com o nosso simpático coirmão caçulinha, conosco não é diferente. Assistimos, ontem, ao que talvez tenha sido o gol olímpico mais bonito da história do Maracanã, um belo presente àqueles 12 mil de sempre, que estiveram lá irmanados, no frio, na chuva, para empurrar um time de dar dó.

Dedé Moreira, nosso colunista especialista em destrinchar esquemas táticos, cantou a pedra antes: temos que jogar no “vamolárapaziada”, com mais transpiração que inspiração, porque talento não há. O time é fraco. Mas com o apoio da torcida, até que dá uma liga razoavelmente interessante, apesar de que ontem o negócio estava feio. Atuação de lascar. Mas fomos premiados no fim e é o que importa. Vamos às notas:

JÚLIO CÉSAR – O melhor Júlio César da história deveria se envergonhar de receber o bicho. Não jogou. Foi um espectador. Deveria doar a grana para a torcida. SEM NOTA.

LEO – Um jogador que dá pena. É muito ruim. É impressionante como não acerta nada, mesmo jogando contra ninguém. Sou a favor das vaias, mas ontem fiquei até com pena, devido à ausência de substitutos. NOTA ZERO.

EVERALDO – Sabe o valor de um pão com ovo. NOTA SEIS.

GUM – Assim como Júlio César, assistiu ao jogo. E se espantou com a atuação de Digão. Como conquistou mais títulos que o Zico, a nota é NOTA DEZ.

DIGÃO – Um atuação para a história. Acertou 99,9% dos lances, ou seja, quase um Thiago Silva. Partidaço atrás e na frente, o que nos leva a crer que Deus pode mesmo existir. Oxalá! Ainda fez um golaço. NOTA 10.

AIRTON BEIJINHO – Era o jogador que tentava alguma coisa no primeiro tempo. Sem sucesso, devido à total incapacidade, nulidade de Sornoza e Matheus Alessandro. Jogadores horrorosos, com atuações deprimentes. Beijinho sofreu. NOTA SETE.

AIRTON PAULADA – Vinha sendo, por incrível que pareça, o melhor em campo. Ganhava todas as bolas. E ainda saía jogando com um talento surpreendente. Jogava por Jadson, Sornoza e Matheus Alessandro. Saiu machucado. NOTA SETE.

RICHARD – Entrou e manteve o nível. NOTA SETE.

JADSON – Caiu muito de rendimento. Fez um péssimo primeiro tempo, cresceu quando foi para a lateral, também por comparação ao Leo, que nada fez, nada faz. Como não se omitiu, NOTA CINCO.

MATHEUS ALESSANDRO – Uma merda. Erra tudo. Levanta a cabeça, pedala e toca para trás. Tem vaga na lateral do Real Madrid. Horroroso. Errou todos os lances. Chuta com o tornozelo. Deprimente. NOTA ZERO.

PABLO DYEGO – É ruim, mas não é tão ruim. Tem vontade de jogar. Não é presepeiro. NOTA SETE.

SORNOZA – É tão ruim quanto Matheus. Este erra TUDO. Sornoza nem tenta. A inoperância em ação. Um não-jogador. O time não cria nada. Tragédia. Mas cobrou dois escanteios. Um na cabeça do Digão, no outro fez um golaço. Um dos mais bonitos da história do Maracanã. O que não faz ele deixar de ser um horror. Pelo gol, NOTA DEZ.

MARCOS JUNIO – Assim como Beijinho, sofreu com Sornoza e Matheus. É um não-time. Não conseguia dialogar com ninguém. Sozinho, conseguiu as melhores jogadas. É tricolor e corre. NOTA SETE.

PEDRO – Sumiu no meio da retranca. Perdeu um gol. Mas tem crédito de sobra. NOTA SETE.

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Jornalista desde o século passado. Estudou na Universidade Federal FLUMINENSE e foi setorista dos clubes cariocas, inclusive o FLUMINENSE, pelo Diário Lance!, UOL/Folha, Jornal Extra e Globoesporte.com