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Marcelo reprova a atuação do Fluminense e critica preparação dos jogadores no Brasil

Marcelo reprova a atuação do Fluminense e critica preparação dos jogadores no Brasil

Marcelo Oliveira reprovou a atuação do Fluminense no empate em 0 a 0 com o Sport, na noite de domingo (11), no Maracanã. Apesar de o time tricolor ter tido mais finalizações (14 a 2, segundo o Footstats), e mais posse de bola (62% a 38%), as chances criadas não foram convertidas em gol e isso o deixou visivelmente frustrado. O treinador fez uma crítica velada à maneira como os jogadores se preparam nos treinamentos.

“Jogador brasileiro peca muito de não trabalhar alguns complementos, como cabeceio, perna esquerda… Vamos trabalhar dentro dessa dificuldade que tivemos hoje” , disse.

Marcelo esperava ver o Fluminense longe da zona de rebaixamento para ter mais tranquilidade na preparação visando à semifinal da Copa Sul-Americana, dia 28, no Maracanã – jogo de volta contra o Atlético-PR.

“Perdemos na verdade uma grande oportunidade de somar três pontos, de nos sentirmos mais aliviados em relação à parte de baixo da tabela. Aconteceu porque o Sport ficou atrás e pela falta de inspiração e poder de decisão”, analisou Marcelo Oliveira

Ele ainda tentou melhorar o poder ofensivo do Fluminense, colocando Daniel, Cabezas e Matheus Alessandro, mas não foi suficiente para sair com a vitória. O centroavante Luciano, que finalizou cinco jogadas de ataque, até conseguiu converter uma bola desviada por Richard. Porém, a auxiliar Tatiana Camargo anulou o gol, corretamente, pelo fato de Luciano estar impedido.

“Foi um jogo muito fechado, precisava de uma jogada individual, de uma bola parada melhor. Tivemos pouca inspiração pelos lados. Não foi pelo bloqueio pré-estabelecido do Sport, por conhecer nossos jogadores. Muitas vezes o Everaldo passou, o Ayrton teve condição. Mas faltou inspiração. A parte técnica e criatividade, em um jogo muito fechado, pode fazer a diferença”, disse Marcelo.

O lateral-esquerdo Ayrton Lucas não teve boa atuação. (Foto: Mailson Santana/FFC)

Ao final da partida, inconformada com a apatia de alguns jogadores, a torcida se manifestou aos gritos de “time sem vergonha”. O técnico pediu apoio neste final – principalmente na semifinal da Sul-Americana, contra o Atlético-PR.

“Não ouvi vaias assim. Ouvi a torcida do Fluminense cantando até o final. E no fim, sim,  insatisfeita. Às vezes há uma precipitação nessa questão de vaias. No Uruguai, o Nacional foi eliminado e não foi vaiado. A torcida cantou até o fim. O Fluminense se acostumou a grandes conquistas e precisa conviver com o futebol atual, muito acirrado para todos. O apoio nesse momento, e contra o Atlético-PR, será muito importante”, finalizou Marcelo Oliveira

CONFIRA OUTROS TÓPICOS DA ENTREVISTA COLETIVA:

A mudança de esquema…
“Com a saída do Gum (vetado), já entrosado no esquema de três zagueiros, optamos por uma escalação ofensiva com Dutra, Luciano, Marcos Júnior, Everaldo… laterais com liberdade. Fizemos o que tinha de fazer. Faltou a inspiração no mais importante. Se fizéssemos um gol, mesmo sem atacar muito, estaríamos falando diferente. Precisamos melhorar os jogadores de lado para chegarem com mais precisão para decidir os jogos.”

Calazans fora do banco de reservas…
“Não teve problema algum (de nova lesão), ele está treinando. Escolha minha, em função do rendimento dos jogadores nos treinamentos. Percebo que tem jogadores em melhor condições físicas do que ele, por mais que seja um driblador nato. Calazans precisa de um tempo maior para estar sendo escolhido para jogos desse porte do Brasileiro.”

Jogo de volta da Sul-Americana…
“Acredito, apesar de o jogo estar distante, que o Atlético-PR não vai jogar como o Sport. O Sport jogou caindo, fazendo faltinhas… O juiz marcou muitas desnecessárias. Precisamos melhorar, sim, trabalhando essa parte ofensiva, a precisão no chute, a tranquilidade para fazer o gol. No primeiro tempo tivemos chance de encaminhar a vitória. Passamos o tempo todo no campo adversário. Tem o mérito do Sport, mas tem o nosso lado de falta de precisão.”

“Tem que analisar bem os jogos. Teve o jogo que usamos time alternativo porque era véspera da partida contra o Nacional-URU. Na Sul-Americana, tivemos as dificuldades pelo campo. E hoje foi um jogo atípico. Muitas finalizações, e nenhum gol. Se eu me preocupar muito, vou passar preocupação para os jogadores.Temos que entender que precisamos melhorar. Jogador brasileiro peca muito de não trabalhar alguns complementos, cabeceio, perna esquerda. Vamos trabalhar dentro dessa dificuldade que tivemos hoje.”

CONFIRA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA NA PARCERIA COM O CANAL ESPORTES360

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Gabriel Lutterbach avatar
Jornalista em formação, 19 anos, mais carioca do que mineiro, mesmo sendo ao contrário na realidade. Setorista do Fluminense pelo Futebolzinho. Tudo que eu entendo do ser humano, devo ao futebol.
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