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Notícias do Botafogo

Após gol crucial, Pimpão comemora postura do Botafogo: ‘Outro espírito’

O Botafogo acabou derrotado na partida de ida das oitavas de final da Sul-Americana, na Arena Fonte Nova. Na noite desta quinta-feira (20), o Bahia venceu o Alvinegro por 2 a 1, mas Rodrigo Pimpão, autor do gol que deixa o time carioca vivo no mata-mata, valorizou a postura diferente da equipe dirigida por Zé Ricardo. “Ficamos duas vezes na trave deles. Uma comigo e outra com o Brenner. Mostramos outra atitude. Outro espírito com relação ao do Campeonato Brasileiro. Isso é o Botafogo! Essa vontade… São duas peles: essa camisa e a minha”, disse o atacante. O Botafogo agora irá enfrentar outro baiano: o Vitória é o adversário deste domingo (23), às 18h (de Brasília), no Barradão, pela 26ª rodada do Brasileiro. A partida de volta da Sul-Americana acontece no dia 3 de outubro...

Desfalcado, Zé Ricardo não revela titulares contra o Bahia: ‘A informação pode ajudá-los’

O técnico Zé Ricardo terá alguns problemas para escalar o Botafogo diante do Bahia, na quinta-feira (20), pela Copa Sul-Americana. Por isso, na última entrevista coletiva antes do primeiro jogo das oitavas de final, fez mistério sobre a formação inicial do Alvinegro. Sem o zagueiro Joel Carli, o lateral-esquerdo Moisés e o atacante Kieza (poupados), os meias Renatinho e Marcos Vinícius (lesionados), além de Erik, que já jogou a competição pelo Atlético-MG, o comandante procurou não dar pistas sobre os substitutos, mas pode até fazer mudanças no esquema tático caso necessário. “Temos que combinar com fisiologia e comissão para não ter lesões, já que Botafogo enfrentou muitos problemas de lesão. O time que vai entrar lá, vai com força máxima. Estamos levando delegação com 22 ou 23 atle...

Carli, Kieza e Moisés, poupados, não enfrentam o Bahia pela Sul-Americana

Três titulares do Botafogo vão ser poupados para o duelo com o Bahia, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana: Joel Carli, Kieza e Moisés não vão atuar por uma decisão conjunta entre Zé Ricardo, departamento médico e também o fisiológico. A informação inicial foi dada pela Rádio Globo. Na zaga, Yago e Marcelo disputam a vaga do argentino. Já na lateral-esquerda, Gilson será o substituto natural. A linha de frente também é uma incógnita: Aguirre e Brenner são os atacantes que podem jogar no lugar de Kieza. Erick, que já jogou a Sul-Americana pelo Atlético-MG, é outro desfalque. A partida diante do Bahia acontece às 21h45 (de Brasília), na Arena Fonte Nova, pelo primeiro jogo das oitavas de final. O provável time do Botafogo que pode ir a campo nesta quinta-feira (20) é formando por: Sa...

Botafogo já tem cara para a reestréia

Apesar das atividades fechadas para a imprensa, as escalações de Marcos Paquetá (que substituiu Alberto Valentim) nos jogos treinos mostraram pouquíssimas variações. Assim foi ontem, contra o América, vencendo por 1 x 0, gol de Aguirre, e deve permanecer para o jogo de hoje contra o Nova Iguaçu * Goleiro: Jéfferson (Gatito contundido) * Laterais: Luis Ricardo e Gilson * Zagueiros: Marcelo Benevenuto e Igor Rabello * Volantes: Lindoso e Matheus Fernandes * Meia / Atacantes: João Pedro, Luiz Fernando, Aguirre e Kieza. O Botafogo pega o Corinthians na Arena Corinthians em SP na próxima 4a feira.

Nova carta ao parceiro Arthur Muhlenberg

Estimado amigo Arthur, gostei tanto  da sua resposta à minha carta que resolvi fazer uma tréplica, palavra feia mas que é a preferida dos velhos polemistas de estirpe. Claro que tudo tem a ver com a adrenalina que envolve o jogão de quarta-feira, entre Botafogo e Flamengo, pela semifinal da Copa do Brasil. Que ganhe o melhor, desde que seja o primeiro. Arthur, velho de guerra, permita-se uma teorizaçãozinha. O futebol é um jogo de repetição que nunca se repete da mesma maneira. Desde a primeira vez que a bola entrou no gol, o objetivo é fazer de novo. Por isso é tão importante a memória do jogo, chutes, passes e dribles atávicos. Muitos tentaram as jogadas que genialmente Pelé tentou – e até conseguiram fazer o que ele não fez, um chute antes do meio-campo que resultou em gol. Há Zico, num...

Carta ao parceiro Arthur Muhlenberg

Meu caro Arthur, Eu sei que você é um bom sujeito e saudável do pé, por isso começo falando sobre samba. Mais especificamente sobre um compositor, no gênero um dos maiores de todos os tempos – e que, por acaso, era rubro-negro. Nascido em Campos dos Goytacazes, numa família ligada ao movimento abolicionista, Wilson Baptista (1913-1968) foi autor de quase 600 canções, entre sambas e marchinhas, muitas dos quais o pessoal possivelmente assobia sem saber que são dele, como “Acertei no milhar”, “Meu mundo é hoje”, “Mundo de zinco”, “Balzaquiana”. Arrasou quarteirões nos 1940 e 1950, fornecendo pepitas para os melhores intérpretes da sua geração, de Carmen Miranda a Aracy de Almeida, de Orlando Silva a Moreira da Silva. Alguns de seus parceiros foram Ataulfo Alves, Haroldo Lobo, Nássara, Robert...

Vem aí o árbitro de vídeo

    Um dos mais destacados intelectuais da atualidade, Juan Villoro é jornalista, cronista, romancista, contista, dramaturgo, ensaísta. Também é um torcedor apaixonado do Necaxa, clube tradicional que nem sempre anda bem das pernas – digamos que seja uma espécie de América, o querido Ameriquinha da Campos Sales, em versão mexicana. Como muitos escritores que curtem futebol, Villoro em criança sonhou em ser um craque da pelota ao se tornar rapaz. Sonhou em ter a exatidão de Platini, a inteligência de Cruyff, a habilidade de Rensenbrink, a elegância de Tostão, a invenção de Riquelme. Mas a vida o fez escritor – fazer o quê? Ao menos, ele leva essas qualidades para o ofício de escrever. O ideal de Villoro é Sócrates. E não apenas pela identificação física – ambos de barba e com mais...

O imponderável Botafogo

Uma promessa: não vou escrever “há coisas que só acontecem ao Botafogo”. Mas já escrevi. Às vezes, diante da surpresa e do insólito, é difícil fugir ao lugar-comum, à frase feita, ao velho clichê, pois essas convenções têm a função de nos proteger e nos explicar a realidade. A maioria tem origem no medo do desconhecido. E o que é uma partida de futebol senão o desconhecido e o improvável se desenrolando bem à nossa frente? Será que dará certo a entrada de fulano no lugar de beltrano? Aquela inversão de jogo surpreenderá a defesa adversária? Jogar com o uniforme reserva trará sorte? O juiz vai marcar o pênalti ou não? A bola entrou? Numa única frase: vamos vencer ou vamos perder? Todos que gostamos de futebol sabemos que as possibilidades de um jogo são infinitas, e que uma partida nunca é ...

Sambistas da bola

O samba é o gênero musical mais popular no país. (Logo ao escrever a primeira linha, assaltam-me as dúvidas: será que o samba continua tão popular? Ou o chamado Brasil profundo já colocou o sertanejo em primeiro lugar? Ou mesmo a tal “sofrência”?). Se o samba é o gênero mais popular do Brasil, é natural que o clube de maior torcida reúna o maior número de sambistas ilustres, não? É quase isso. O Flamengo esbanja torcedores ligados ao gênero: as cantoras Elizeth Cardoso, Elza Soares, as irmãs Linda e Dircinha Baptista; os cantores Blecaute, Miltinho, Wilson Simonal; os compositores Ary Barroso, Geraldo Pereira, Ataulfo Alves, João Nogueira, e ainda João Bosco, Moacyr Luz e Paulo César Pinheiro, vivos e atuantes. Um grande time, sem dúvida. Mas o Vasco – que tem enorme torcida nos subúrbios ...

O capitão do tri

No dia 17 de julho, Carlos Alberto Torres fez aniversário. 73 anos. Como se sabe, ele morreu em 25 de outubro do ano passado. Mas segue eterno, e seguirá enquanto existir futebol ou algo parecido: uma bola sendo chutada por dois meninos num futuro distante, num planeta longínquo. Seu gol – o quarto na vitória do Brasil sobre a Itália, na final da Copa do México, em 1970 – é um desses momentos inesquecíveis. Mesmo que você veja o lance duas mil vezes, a emoção, o arrepio, a alegria irão se repetir. Ao infinito e além. Dias depois de sua morte, publiquei na “Folha de S. Paulo” um texto sobre o Capita. A ocasião permitiu que o colunista saísse da objetividade e se tornasse personagem da história, escrevendo em primeira pessoa. Um bastidor de futebol, que não costuma chegar ao conhecimento púb...

Heróis alvinegros 2

  Vamos ao segundo capítulo sobre os heróis da música e da literatura que tiveram a ventura – para usar uma palavra que lembra o nosso jovem e vitorioso técnico Jair – de torcer pelo Botafogo. Façamos antes justiça: muitos dos ilustres alvinegros citados no post anterior também estão elencados no livro “Entre o céu e o inferno”, de Sérgio Augusto, uma pequena (só no tamanho) história do Botafogo – aliás, é uma das melhores obras desse tipo que se pode encontrar na praça, recomendo fortemente a leitura. Sérgio Augusto – um maestro do jornalismo cultural e, naturalmente, um botafoguense de quatro costados – nota que, desde seus primórdios, o clube de General Severiano teve a fama de atrair intelectuais. Numa sacada genial, ele arma o “Time-Cabeça do Botafogo”, que no livro aparece, no t...

Heróis alvinegros

Outro dia, Ruy Castro, em sua coluna na “Folha de S. Paulo”, se divertiu e nos divertiu entregando o time do coração de nossos maiores heróis da música e da literatura. Ruy puxou a sardinha para o Flamengo, que é o dele. Pois vamos equilibrar a partida. (Ah, sim, em nosso jogo só contam os clubes cariocas que, como se sabe, têm as maiores torcidas espalhadas pelo país.) A situação na chamada belle époque era parelha: Coelho Neto, Fluminense; João do Rio, Flamengo; e Olavo Bilac, Botafogo. Lima Barreto, suburbano de truz, bem que poderia representar o Vasco, mas odiava futebol – mais um traço de sua personalidade “do contra”.  Bilac era, disparado, o mais famoso e lido. Vinha gente de todos os cantos para conferir se ele estava de bobeira à porta da Confeitaria Colombo, tentar dois dedos de...