Fluminense

Notícias do Fluminense

Quando basta uma imagem

  Desde que a Terra é redonda que o ser humano precisa de uma imagem para condensar conceitos e impressões. Algumas são acachapantes. Fotografias, cenas de filmes, não importa. Eventualmente a imagem é tão forte que é capaz de definir melhor um acontecimento, ou mesmo um sentimento, que qualquer texto. E eu poderia e deveria encerrar minha coluna por aqui com a imagem que escolhi. Não precisa de mais nada. A foto desse camarada jogando com a camisa do Fluminense está para o tricolor como aquela do chinês parando tanques de guerra na praça da Paz Celestial está para a humanidade. Dito isso, prossigo apenas e tão somente para desaguar minha raiva em palavras estéreis, que não serão absorvidas nem por nosso treinador bipolar, tampouco por nossa caricatura de presidente. Perdoem-me. O jog...

Fluminense perde para a Flusócio no Sul

Primeiramente, Fora Abad. Fora Flusócio. Vagabundos que colocaram o Abel refém deste elenco medíocre. Independentemente disso, o treinador foi mal. Muito mal. O Robinho é horroroso. Consegue ser pior que Matheus Alessandro e Pablo Dyego. Não pode mais jogar no Fluminense. Diante disso, vamos às notas dessa coisa bisonha. Em tempo: juiz roubou, mas isso não mascara a péssima atuação. Fora Abad, viva Armando Giesta. JULIO CESAR – Não há dúvidas de que é o maior Júlio César da história da goleiragem brasileira. NOTA DEZ RENATO CHAVES – Como zagueiro, onde é péssimo, foi bem. Como lateral, onde é razoável, foi péssimo. NOTA CINCO. GUM – Tem mais título que o Zico. NOTA DEZ. LUAN – Razoável. NOTA CINCO. LÉO – Tem cheiro de Flamengo. Uma merda. NOTA ZERO. RICHARD &#...

Respeitável público, estou de volta!

  Prezados, é com muita honra (e um certo cagaço nas calças) que estreio minha coluna dominical aqui no Futebolzinho. A responsabilidade de fechar uma semana de crônicas iniciada lá na segunda-feira pelo Caio Barbosa, passando, pela ordem, por Gustavo Albuquerque, João Boltshauser, Emiliano Tolivia, Dedé Moreira, Leonardo Bagno (outro recém-intregrado ao time) é tremenda. Todos grandes, todos cascudos no ofício da escrita. O domingo me põe como o ponto terminal de uma jogada que vem sem erros de passe desde o Caio. Coube-me o papel de pivô, o jogador mais avançado deste futebol de 7 (antigo futebol soçaite) da crônica tricolor. Se a bola vem limpa, é minha obrigação estufar as redes nessa parceria que pretendemos estabelecer com você, caro leitor tricolor. Na minha infância era o dia ...

A bola é necessária, não acreditem no contrário

Tá bom, eu sou um fanático por times que jogam com a bola. Eu concordo também que isso pode soar vez ou outra até meio xiita. E é claro que dá pra ganhar alguns jogos sem ter a bola. Alguns jogos. Dificilmente um campeonato de pontos corridos. O Fluminense entrou em campo contra o Grêmio na quarta feira pra não jogar futebol. Dia de jogo do Fluminense é um dia especial né? A gente trabalha mais animado, tem um joguinho quarta á noite do seu time, a galera pede uma pizza, toma até uma cervejinha quebrando aquela promessa de regime da semana. Pra ver seu time jogar… Começa o jogo e…  Seu time não joga. Só o outro. Eu respeito quem tenha, mas eu não tenho nenhum prazer de ver aquilo. Se ainda fosse contra o Barcelona, o Real Madrid, mas não, é contra o Grêmio desfalcado. Ah, mas o...

Cheio de huevos, um comovente Flu empata no Sul

Sou metade argentino. E, pelas bandas do Rio da Prata, sempre ouvi que, no futebol, se puenen huevos. Pois não houve paralisação de caminhoneiros que fizesse faltar huevos ontem. Que alegria ver o jovem Fluminense não se intimidar por essa pretensa valentia gaúcha e arrancar um ótimo empate na Arena do Grêmio contra o campeão da Libertadores. E, também como bom portenho, sou dado a ver futebol comendo churrasco. Foi o caso ontem, quando me reuni com outros tricolores não muito adeptos do veganismo para acompanhar este brilhantemente esforçado Fluminense (Abel deve estar maravilhado). Ao sabor de picanhas e IPAs, tem sido um programa imperdível viver a improvável jornada do Tricolor neste Campeonato Brasileiro. Começando pelo fim… Quão ridícula foi a reclamação gremista após cinco, ma...

O primeiro Fluminense x Grêmio

“O possante esquadrão do Fluminense F.C., do Rio de Janeiro, que ora nos visita, obteve na tarde de ontem um espetacular triunfo frente ao Grêmio Porto-Alegrense, pelo expressivo placard de 4×0”. Foi desta forma que o jornal gaúcho “A Federação” abriu sua matéria sobre o jogo Fluminense x Grêmio, disputado no dia 15 de Agosto de 1937. O primeiro confronto da história entre os dois clubes, que hoje voltam a se enfrentar pelo Campeonato Brasileiro. Na mesma matéria o Fluminense é citado como o “clube brasileiro de maior cartaz, constituído unicamente por cracks de grande renome”. Não é exagero. O Fluminense tinha na época um dos maiores times de sua história. Um esquadrão que começou a ser formado em 1935, com a contratação de vários jogadores da sele...

Seremos campeões?

E não é que o Fluminense é vice-líder do campeonato? Acho que nem o mais eufórico tricolor imaginava isso antes do brasileirão começar. Eu certamente não. O fato incontestável é que o time tem jogado um futebol de bom nível, ao menos nas três últimas rodadas. E se contra Atlético e Chapecoense, apesar das vitórias, não conseguiu jogar aquele futebol fantástico da injusta derrota contra o Botafogo, parece-me claro que o nível que estamos apresentando é, sim, de quem disputa o título contra qualquer outro clube do campeonato. É evidente que só bom esquema tático não é capaz de ganhar sozinho um brasileirão. O mesmo vale para o onze que entra em campo. Só com titulares, por melhor que estejam atuando, um clube não pega sequer G4. E é chover no molhado dizer que numa disputa que envolve 38 rod...

Flu e o jornalismo perdem Giuseppe Amato, o Meinha

O jornalismo carioca perdeu, neste domingo, o popular Meinha. Na certidão, Giuseppe Amato. Mas só era chamado de Meinha, devido à estatura pouco privilegiada, algo ali entre 1,10cm e 1,50cm. Eu carregava o Bambino sempre na memória, pelo seu humor incomparável, escrachado, italianão, ou italianinho, como queiram. Ainda lembrei muito dele na semana passada, quando completaram dez anos do Gol do Washington. É minha maior lembrança do Bambino. Vou escrever as falas dele em CAIXA ALTA porque ele só falava aos berros. Com tom de escracho, deboche. Não deixava ninguém de cara amarrada. Os tricolores sabem que aquele foi um dos maiores jogos das nossas vidas. Os secadores também. Só que eu estava trabalhando no Globoesporte.com. Internet. Tempo real. Tensão. Atenção. Meinha trabalhava no DIA e es...

Fluzão vence Chape em dia de Pedro e Gum

O Fluminense espantou o fantasma de nunca ter vencido a Chapecoense com uma bela vitória. A atuação não foi tão boa quanto as últimas duas, mas o que vale são os três pontos na tabela. Uma outra coisa: é impressionante como Gum e Marcos Junio fazem falta a este time. O Fluminense é um com eles, com muito mais segurança e autoridade, e outro sem. Este outro, ontem, foi bem mal, e acabou salvo pela qualidade individual do Pedro (olha ele aí) num bom lance de Carlos Gilberto Torres. Vamos às notas dos nossos craques. (Acabo de saber do falecimento do jornalista Giuseppe Amato, popular Meinha, tricolor alucinado. Esta coluna é em sua homenagem. “Valeu, OTÁRIO”. Viva o Meinha). JULIO CESAR – Já não há mais dúvidas de que se trata do maior Júlio César da história da goleiragem ...

Buscando a ponta

Disse aqui na sexta-feira passada: Mantendo o nível de atuação do jogo contra o Botafogo briga em cima. De novo, o Flu jogou muito bem e, claro, venceu, como acontece quase sempre quando se joga melhor do que seu adversário. O bom das duas últimas atuações do Fluminense é que tanto no jogo contra o Botafogo, quanto no jogo contra o Atlético, o Flu impôs seu jogo. No primeiro jogando com a bola e atacando e no domingo passado jogando em transição. Embora por caminhos diversos os números refletem essa imposição: Contra o Botafogo o Fluminense acertou 389 passes e finalizou 20 vezes. Ou seja, pra cada finalização foram necessários em torno de 19 passes. Em compensação o Botafogo conseguiu 250 passes e finalizou apenas 8 vezes, precisando de mais ou menos 31 passes pra cada finalização. Ou sej...

Estávamos postos em sossego

Lá estavam os indígenas postos em sossego, na Bahia, quando de repente chegaram os portugueses, com vestimentas ridículas, papo mole e espelhos. A recepção foi com peixinho assado na lança e muito afeto. O fim, todos conhecemos. Como também estavam postos em sossego o pessoal na África, quando a mesma turma da pesada apareceu – assim como outros que falavam diferente, mas, no fim, queriam o mesmo. O fim, todos conhecemos. Não citarei mais casos e catástrofes para não tropeçar no mau gosto. Mas, em grandes eventos negativos, quase sempre estão todos postos em sossego, até um fato novo causar o caos absoluto. Pois, estava posto em sossego o Fluminense no fim de 2010. Campeão brasileiro e com um patrocinador forte. Ok, nem tão em sossego assim. Roberto Horcades não era exatamente um exe...