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Copa do Brasil / Vasco

Alberto Valentim sai hostilizado e tenta se explicar: ‘Preciso trabalhar com a razão’

Alberto Valentim sai hostilizado e tenta se explicar: ‘Preciso trabalhar com a razão’

A vitória por 3 a 2 sobre o Avaí, nesta quinta-feira (14), em São Januário, deu ao Vasco a vantagem mínima no confronto da terceira fase da Copa do Brasil. Mesmo com a vantagem, o técnico Alberto Valentim foi extremamente vaiado pela torcida presente no estádio. O Vasco vencia por 3 a 1 quando Alberto optou por substituir Thiago Galhardo – que alegava cansaço físico -, para colocar Andrey. Em seguida, o sistema defensivo não acertou a marcação e o Avaí diminui a vantagem da partida.

O treinador Alberto Valentim elogiou a torcida, que apoiou mesmo após o gol sofrido aos onze minutos da primeira etapa, e o ambiente de São Januário, ingredientes para a virada vascaína. Alberto citou, também, o pedido dos adeptos ao Lucas Santos, joia do clube, mas explicou sua decisão:

– Primeiro, o torcedor cantou mais uma vez muito forte. Se pegar depois o áudio, tomamos um gol e já começaram a cantar que era o time da virada. Virou um caldeirão isso aqui. Torcedor, às vezes, escolhe um jogador do banco para entrar. Mas eu preciso trabalhar com a razão e não com a emoção. Eu entendo o torcedor. O Vasco tem uma tradição muito grande com a base. Eu entendo esse torcedor. Mas eu preciso trabalhar com a razão. Preciso pensar no Vasco. O Thiago já não estava bem fisicamente, me pede para sair. Minutos antes ele me pede para sair. Eu fico vendo as alterações que eu poderia ter feito e as que eu fiz, mas hoje eu não vejo que o Lucas poderia entra. Friamente falando – disse Valentim.

Mesmo com o resultado frustrante para as circunstâncias, Valentim elogiou o poder de recuperação da equipe ao virar a partida e citou a decisão em 180 minutos, lembrando a partida de volta que ainda acontecerá na Ressacada.

“Saímos atrás no marcador e eu pedi muito aos jogadores que tivessem muita tranquilidade para jogar. Temos de lembrar que é um jogo de ida e volta. Conseguimos a vantagem. Da forma que acontece o segundo gol, com a equipe jogando muito bem. Responderam bem. O Maxi vem crescendo. Acabei de falar que ele vem crescendo. Ele precisa do físico. Qualquer jogador precisa do físico para desempenhar um bom futebol. E ele está evoluindo fisicamente” disse o treinador.

Danilo Barcelos abriu o placar de falta e tranquilizou a equipe de Alberto Valentim (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Sobre uma característica importante do Vasco em 2019, Alberto Valentim citou a qualidade dos novos cobradores das bolas paradas e revelou os bastidores da escolha por quem cobrará os tiros livres.

“Quando vamos fazendo avaliações e buscando características, buscamos também jogadores que têm a bola parada. Temos Winck, Danilo, Bruno César, o Yan… que chegaram agora. O Ramon Menezes sempre chega antes para treinar isso. O único pedido que eu fiz foi para que o Danilo não atravessasse mais o campo para bater escanteios e faltas do lado direito. O pênalti eu defino quem vai bater. Falta, escolhemos quem são os batedores, porque ali é momento. A posição, quem se sente melhor” finalizou o treinador.

FOTO: Rafael Ribeiro/Vasco.

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Matheus Reis avatar
Cobertura do Vasco da Gama no Futebolzinho.com. Estudante de Jornalismo da UniCarioca e Ciências Sociais pela Uerj.
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