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VAR decide jogo contra o Vasco na Arena do Grêmio

VAR decide jogo contra o Vasco na Arena do Grêmio
Apesar do esforço de todos os jogadores, quem acabou fazendo a diferença na derrota do Vasco para o Grêmio foi o VAR

O Vasco foi à Porto Alegre com uma estratégia clara e adaptada às possibilidades da equipe: quando o adversário estivesse com a bola, o time jogaria compactado e com uma marcação forte para recuperar a bola na sua intermediária. E aí, estando com a bola, o time exploraria os contra-ataques em velocidade, principalmente com jogadas pelas pontas.

Contra um Grêmio quase todo reserva, a tática deu certo. Não se importando com as estatísticas de posse de bola, a equipe do Luxemburgo conseguiu segurar o ímpeto gremista – que não conseguiu ameaçar nosso gol mesmo tento maior controle da partida – e ainda levar perigo nos contragolpes.

Acabou que a primeira etapa terminou com uma vitória parcial do Vasco – em um lance de escanteio, depois do zagueiro Henríquez sofrer um pênalti e Pikachu convertê-lo – por 1 a 0. Mas poderia até ser mais, se nossos jogadores fossem mais competentes na frente.

Veio o segundo tempo e não demorou muito para ampliarmos, mais uma vez com Pikachu.

Mas aí veio o VAR e a atitude pusilânime do sr. Rodolpho Toski Marques, árbitro da Fifa (?) e juiz da partida.

Desde de que o árbitro de vídeo passou a participar de todas as partidas do Brasileiro, os lances de gol são sempre revisados. E aí, vasculharam o lance, inventaram uma falta do Rossi momentos antes do Pikachu pegar a bola (lance que o Sr. Toski não considerou infração na hora) e anularam o gol legítimo do Vasco.

Poderíamos falar de um monte de outras coisas depois disso. Que o Grêmio melhorou com as alterações feitas pelo Churrasqueiro, que o Vasco cansou e não conseguiu manter a pegada na marcação, que ainda perdemos alguns gols feitos, etc… Mas não há o que comentar: se o time do profexô tivesse aberto dois gols de vantagem, a história da partida seria completamente outra. Mas o VAR e o Sr. Toski não permitiram que isso acontecesse. Os donos da casa empataram e viraram no final. E essa derrota vai, sim, pra conta de um erro grotesco da arbitragem.

O VAR, em si, não erra. Quem erra são os homens que utilizam a tecnologia para interpretar lances. Mas como máquinas não erram, ela sempre poderá servir para justificar erros humanos. E com o nível abaixo da crítica da arbitragem no Brasil, a cada situação como a de ontem na Arena do Grêmio, iremos nos tornar o país que pode acabar com a credibilidade do VAR.

Termino com as palavras do André Rocha, colunista do UOL:

O equívoco da arbitragem fez a diferença. E fica cada vez mais difícil defender o VAR no futebol brasileiro. O recurso veio para ficar e já faz muito bem ao esporte. Quem defende a injustiça como o “tempero” da emoção do jogo parece não entender o impacto de um erro de arbitragem em um trabalho que envolve competência, investimento e esforço. É necessário.

Mas em alguns momentos é desprezível a covardia de árbitros que não bancam suas decisões e transferem a responsabilidade para o vídeo. E continuam claramente vendo mando de campo e peso de camisa na hora de apitar. Em vez de um fator de correção, o VAR se transformou em mais uma ferramenta para distorcer.

O Vasco foi a vítima da vez em Porto Alegre, já no primeiro jogo da volta do Brasileiro depois da Copa América. Qual será a próxima?

As atuações…

Fernando Miguel – sem culpa nos gols, não chegou a ser muito exigido. Passou segurança quando necessário.

Yago Pikachu – começou a partida tendo alguns problemas com a parte defensiva, mas acabou sendo um dos melhores do time. Converteu o penal a favor do Vasco e poderia ter decidido o jogo, mas teve seu segundo gol anulado equivocadamente.

Henríquez – foi firme no combate e bem nas bolas aéreas. Sofreu o penal a favor do Vasco.

Ricardo Graça – fez uma boa partida, mas se deixou surpreender pela movimentação do Luan no lance do primeiro gol gremista.

Danilo Barcelos – sofreu com as subidas do semiaposentado Leo Moura, mostrando mais uma vez suas limitações defensivas. No apoio não foi muito útil.

Richard – escolhido como primeiro homem do meio de campo por seu toque de bola, teve problemas pra fazer a saída de bola, principalmente no primeiro tempo. Mas mostrou ter mais habilidade que os outros volantes do time.

Raul – só serve mesmo para fechar os espaços e dar o combate. Na única chance que teve na frente, perdeu um gol relativamente fácil, ainda no primeiro tempo.

Marcos Júnior – bem na marcação e ainda ajudou a inciar algumas jogadas de ataque. Mas perdeu um gol feito, isolando uma bola que sobrou nos seus pés. Saiu e deu lugar ao Lucas Mineiro, que se entrou pra dar novo gás à marcação na parte final do jogo, só será lembrado por ter dado quilômetros de espaço para o Léo Moura fazer o cruzamento para o segundo gol.

Marquinho – deveria ter estreado no time ontem, mas pelo que fez em campo, continua sem atuar pelo Vasco em uma partida oficial. Deu lugar ao garoto Talles, que no pouco tempo que teve para jogar, trouxe muto mais efetividade ao meio de campo.

Rossi – o estilo brigador de sempre, mas sem conseguir ser muito efetivo.

Valdívia – começou tendo algum destaque na frente, mas na quase totalidade das jogadas, fazia a escolha errada ao dar prosseguimento aos lances. Marrony entrou em seu lugar e mesmo sem conseguir segurar a bola no ataque, mostrou que não há razão para perder a titularidade sem discussões.

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JC Barbosa avatar
Com um pai flamenguista e uma mãe botafoguense, Julio Cesar "JC" Barbosa é a prova viva que ser vascaíno é predestinação, não imposição. Torcedor de estádio, tanto na Colina quanto no antigo Maraca (hoje Arena), escreve sobre o Gigante na internet desde 2007.

2 Comments

  1. Paulo Eduardo avatar

    Acho q no primeiro gol do Grêmio existe falha por parte do goleiro. Mas de resto, ipsis litteris de acordo com vc.

  2. ffigueiredo09 avatar

    Não adianta tecnologia se as pessoas que usam forem despreparadas. O VAR não tornará árbitros incompetentes em competentes. E além de perder o jogo, perdemos um jogador importante para a próxima partida…

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