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Campeonato Carioca / Fluminense / Vasco

Confusões do lado de fora do Maracanã mudam o clima festivo da final da Taça GB

Confusões do lado de fora do Maracanã mudam o clima festivo da final da Taça GB

Repleta de ingredientes para uma final singular no Rio de Janeiro, a Taça Guanabara viveu – conforme premeditado pelas autoridades, clubes, jornalistas e torcedores – uma espécie de guerra civil antes da bola rolar. Nos acessos ao Setor Sul do estádio, torcedores do Vasco se aglomeravam para tentar entrar e assistir ao jogo. Por ordem do Jecrim, os portões não foram abertos e a confusão estourou. Vascaínos arremessaram garrafas e latas em direção aos policiais que faziam a segurança, e foram recebidos com balas de borracha, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e policiais montados em cavalos com espadas de ferro.

Antes da confusão acontecer, policiais do Bepe já davam indícios de que confronto aconteceria. Segurança foi reforçada (Foto: Matheus Reis/Futebolzinho.com).

No início do domingo (17), diversos veículos anunciaram que a final seria com portões fechados por uma decisão da Justiça. Entretanto, o Vasco recorreu e tentou fazer com que a liminar fosse derrubada. Com a indefinição, torcedores foram ao Maracanã para tentar entrar na partida, visto que enfrentaram filas extensas para comprar um ingresso. Horas antes da partida começar, o Vasco anunciou que os portões abririam 15h. Por decisão no Juizado do Torcedor, os portões continuaram fechados e formou-se um aglomerado de vascaínos nos acessos até pouco antes das 17h, horário de início da partida.

Torcedores ficaram encurralados na porta do Maracanã, no acesso C do estádio (Foto: Matheus Reis/Futebolzinho.com).

Alguns instantes antes de a partida começar, torcedores insatisfeitos ameaçaram invadir o estádio, tacaram garrafas e latas em direção aos policiais e seguranças presentes e a resposta do Bepe aconteceu de forma rápida: os policiais revidaram os ataques e se instaurou uma espécie de guerra civil entre os vascaínos presentes, incluindo deficientes físicos, mães e pais de família, crianças e até recém-nascidos. Os momentos de tensão pareciam intermináveis para quem não conseguia fugir da confusão.

Correria, tiros de bala de borracha, spray de pimenta, bombas explodindo, policiais montados em cavalos com espada de ferro. Cenas de horror para os vascaínos presentes em um domingo no Maracanã. Como visto na imagem acima, torcedores ficaram encurralados atrás de duas viaturas sem conseguir sair. Ao todo, no ambulatório do Maracanã, 29 pessoas foram atendidas e levadas ao Hospital Souza Aguiar, no Centro. No local do confronto, torcedores, depois dos ânimos acalmarem, reclamaram de terem sido cortados pelas espadas de ferro e das balas de borracha. Relatos de abuso policial viralizaram na internet, como este:

Depois de uma guerra acontecer no lado de fora, os portões foram abertos aos 30 minutos do primeiro tempo, já com a aglomeração de torcedores dispersada pelas autoridades. Diversos vascaínos e tricolores voltaram ao estádio e conseguiram assistir o restante da partida.

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Matheus Reis avatar
Cobertura do Vasco da Gama no Futebolzinho.com. Estudante de Jornalismo da UniCarioca e Ciências Sociais pela Uerj.
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