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Blog da Fuzarca / Vasco

Em ritmo de feriado, Vasco perde para o Galo

Em ritmo de feriado, Vasco perde para o Galo
Maxi volta a marcar, mas não foi o bastante para que o Vasco vencesse o Galo (foto: www.vasco.com.br)

Vasco e Atlético-MG entraram no gramado de São Januário aparentando fazer uma homenagem ao Dia do Trabalhador. Pelo que apresentaram no primeiro tempo, os dois times resolveram curtir o feriado e não trabalhar. Foi um jogo chato, lento, sem emoções. Uma atração digna de um belo cochilo.

Do nosso lado, um ritmo de treino irritante. Jogadores trotando em campo, um ataque sem função por não se acionado, criação inexistente e uma reposição defensiva em câmera lenta. Se o Galo não estivesse igualmente com o modo preguiça acionado, teríamos problemas sérios.

E assim acabou o primeiro tempo e começou o segundo. Sem alterações no intervalo, só uma coisa parecia poder animar a partida: gol. E foi o que o Galo fez, aos 13 minutos. Alexander rebate uma bola pra frente, Lucas Mineiro dá um migué no combate e Elias acerta uma bomba.

A desvantagem no placar despertou até Marcos Valadares, que mesmo sendo bastante clara a necessidade de fazer alterações no time depois de um primeiro tempo bisonho, resolveu mexer na sua equipe. O Vasco finalmente resolveu trabalhar e pouco depois chegou ao empate, em um lance de sorte no qual Maxi aproveitou uma sobra e colocou a bola no fundo da rede.

As entradas do estreante Valdívia e do Rossi deram algum ânimo ao time e ao jogo. O Vasco passou a pressionar, mas também cedeu mais espaços para o contra-ataque. Como sempre, desperdiçamos algumas boas chances. E, igualmente como sempre, a lei do “quem não faz leva”, é cumprida pelo time. Aos 45 minutos, Chará recebe na entrada da área, se livra facilmente do Valdívia e marca um golaço.

Com esse 2 a 1 para o Galo, chegamos à segunda rodada com zero ponto e, salvo derrotas do Flu e do Botafogo por goleada hoje, já terminaremos o Brasileiro na lanterna. O capital de paciência com o interino Marcos Valadares vai se esgotando a cada atuação ruim da sua equipe, e hoje o Vasco conseguiu ser, em muitos momentos, pior que na goleada pelo Furacão.

Um começo tão desastroso de Brasileirão era tudo o que não precisávamos. E por enquanto, o que vimos é um treinador que tenta trabalhar e não consegue acertar e uma diretoria que nem isso faz.

As atuações…

Alexander – algumas vaciladas em saídas de bola, mas – apesar da rebatida para frente da área no primeiro gol do Galo – não tinha o que fazer nos gols. Fez uma bela defesa no segundo tempo.

Claudio Winck – defensivamente até se saiu bem, parando o Chará no primeiro tempo. Nas subidas ao apoio, errou praticamente tudo o que tentou.

Werley – não teve participação direta nos gols do Galo e contou com a colaboração da pouco inspirada noite do ataque mineiro, não comprometendo.

Ricardo – no nível do companheiro de zaga, não cometeu erros relevantes e foi bem no combate direto.

Henrique – foi presença constante no apoio, mas deixou alguns espaços na sua lateral. O segundo gol, por exemplo, saiu por esse lado de campo e não se viu o jogador.

Fellipe Bastos – fora de forma, foi um dos que demoravam horas para fazer a recomposição da defesa quando perdíamos as bolas. Mas até que não foi mal, ajudando na saída de bola e se esforçando no combate. Deu lugar ao Andrey, que não acrescentou muito ao time e quase entregou a paçoca em um lance no qual perdeu uma bola boba no meio de campo.

Lucas Mineiro – rei do “migué” na marcação, passou o primeiro trotando em campo e sem acompanhar quem deveria marcar. Deu quilômetros de espaço para o Elias finalizar no primeiro gol do Galo.

Yago Pikachu – jogando pela esquerda, passou o primeiro tempo praticamente desaparecido do jogo. Acabou participando do gol do Vasco no segundo, dando o chute que origino ou gol do Maxi. Rossi entrou no seu lugar e deu aquelas esticadas pelo lado do campo, ontem sem qualquer efetividade.

Yan Sasse – passou a impressão de que tinha a certeza que resolveria o jogo todo em uma jogada individual. E por isso, mesmo que inicie uma boa jogada, a desperdiçava ao tomar as decisões erradas. Seu melhor lance foi um chute no primeiro tempo, que obrigou o Victor a fazer uma grande defesa.

Marrony – a noite do “jogador errado no lugar errado”: apareceu várias vezes bem posicionado, mas errou quase tudo, de passes a domínios de bola. Deu lugar ao Valdívia, que na sua estreia melhorou a movimentação ofensiva do time. Mas manchou seu primeiro jogo com a camisa do Vasco ao ser facilmente driblado no lance do segundo gol do Galo.

Maxi Lopez – vinha sendo uma parede na qual a bola batia e voltava até marcar seu gol, já no segundo tempo. Logo depois teve a chance de virar o jogo, mas desperdiçou. Mostrou o que todo mundo já sabe: o loirão sabe o que fazer com a bola, mas precisa melhorar fisicamente para que tenha mais chances de marcar.

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JC Barbosa avatar
Com um pai flamenguista e uma mãe botafoguense, Julio Cesar "JC" Barbosa é a prova viva que ser vascaíno é predestinação, não imposição. Torcedor de estádio, tanto na Colina quanto no antigo Maraca (hoje Arena), escreve sobre o Gigante na internet desde 2007.

2 Comments

  1. Paulo Eduardo avatar

    “Tamu” lascado com esse “futebolzinho” de quinta série, Juleba!!! <( Nem rezando…

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