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Blog da Fuzarca / Vasco

Vasco melhora, mas não o bastante para vencer o Corinthians

Vasco melhora, mas não o bastante para vencer o Corinthians
Vasco marca com gol de pênalti do Maxi, mas não passa do empate contra o Corinthians (foto: www.vasco.com.br)

Quando a diretoria resolveu mandar o jogo contra o Corinthians na Arena da Amazônia, veio à mente de muitos torcedores o confronto contra a gambazada no Brasileiro do ano passado: em 2018, também vendemos o mando de campo, fomos para Brasília jogar com os marsupiais, e lá tomamos uma cipoada.

Mas ontem a história foi diferente. O Vasco não perdeu e podemos dizer que fomos melhores na maioria do tempo. Mostramos alguma evolução e mais da disposição que tivemos na vitória sobre o Santos pela Copa do Brasil. Ainda assim, não foi o bastante para nossa primeira vitória no Brasileiro. O empate em 1 a 1 não foi o bastante para nos tirar da parte de baixo da tabela.

E se a melhora do time não nos fez vencer os marsupiais (que, vale lembrar, jogou com seis desfalques), é porque algumas das nossas deficiências ainda estão aí, nos prejudicando. Na partida de ontem, por exemplo, a falta de variações ofensivas foi nítida. Explorar as jogadas pelos lados de campo e alçar bolas na área adversária foi praticamente a única forma de levarmos perigo ao Corinthians.

Mas aí vem a questão uma questão. Valadares ou qualquer outro treinador conseguirá resolver os problemas do time?

Ainda que a ausência do Castan possa explicar o gol que sofremos, não podemos ignorar falta material humano que garantam a competitividade do Vasco. Voltando ao gol do Mateus Vital, a atuação dos dois volantes e do lateral direito titulares no lance foi patética. Olhando a parte ofensiva, passamos grande parte do jogo sem um meia armador, o que explica não termos tido variações ofensivas. Quando Bruno Cesar entrou no jogo, o time seguiu sem criação e ainda ficou mais lento. No ataque, Maxi se esforça, mas não enquanto não resolver seus problemas de peso, continuaremos com um centroavante que participa muito pouco das partidas.

Se o Vasco teve uma atuação melhor ontem, podemos colocar na conta da disposição da equipe, da subida de produção do Pikachu e da volta do Rossi ao time. Isso só foi o bastante para sermos melhores que um Corinthians recheado de reservas, mas não para vencermos. O que deixa mais claro que, sem reforços, as possibilidades de termos um Brasileiro pelo menos tranquilo se reduzem bastante.

As atuações….

Sidão – mal dá pra falar que teve uma estreia, tão pouco trabalho teve na partida. No lance do gol corintiano não tinha o que fazer.

Claudio Winck – Pode-se ficar horas discutindo se o rapaz é melhor ou pior que o Cáceres, mas o drible que levou do Mateus Vital é inaceitável para um profissional que se propõe se titular do Vasco.

Ricardo Graça – segue mostrando segurança. Ontem foi muito bem no combate direto e nas antecipações e quando faltam opções, não se acanha em apelar para os chutões. No atual momento, não há como perder a titularidade.

Luiz Gustavo – tem um monte de fãs pela disposição que mostra (como se isso fosse muito para quem tem um salário de dezenas de milhares de Reais), mas SEMPRE faz merda. Ontem não foi diferente. Saiu dos seus pés o “passe” para Mateus Vital iniciar a jogada que acabou no gol marsupial.

Danilo Barcelos – não foi mal, mostrando muita presença ofensiva e algum perigo com bolas paradas. Mas nada que nos faça esquecer completamente do Henrique. Ou de pararmos de desejar a vinda de um novo lateral esquerdo.

Raul – no gol corintiano, foi um dos que compuseram a “linha” que Mateus Vital fez na defesa vascaína. Mesmo com o dobro do corpo do garoto, não conseguiu acabar com a jogada.

Lucas Mineiro – pra variar, ficou de “migué” no lance do gol, olhando o Vital passar como quis pelo Raul e pelo Winck. Só esboçou como reação a intenção de bloquear o chute, mas com uma falta de disposição incrível.

Yan Sasse – jogou mais pela esquerda que centralizado, o que não mudou muito na sua eficiência criando jogadas. Deu lugar ao Jairinho, que foi muito mais participativo. Participou de jogadas ofensivas e da defesa, recompondo com velocidade e ajudando no combate.

Yago Pikachu – a confusão no aeroporto parece ter despertado o Pokémon da letargia. Há tempos não mostrava tanto em uma partida, se movimentando pelos dois lados do campo e criando boas jogadas, principalmente com a ajuda do Rossi. Também tentou alguns arremates com relativo perigo. Saiu para a entrada do Bruno César, que sendo preterido há algum tempo, parece ter regredido na questão física e no ritmo de jogo. Contribuiu pouco no tempo em que esteve em campo.

Rossi – diferente do Bruno Cesar, o tempo fora do time por contusão parece não ter afetado seu desempenho. Voltou com disposição e foi quem mais deu trabalho à defesa adversária com suas arrancadas. Foi um dos principais responsáveis pelo primeiro ponto no Brasileiro, já que sofreu o pênalti que nos garantiu o empate. Cansou e deu lugar ao Valdívia que obviamente ainda precisa trabalhar muito para atingir o ritmo de jogo ideal.

Maxi López – brigou muito, tentou fazer o pivô, mas o corpanzil segue comprometendo sua mobilidade. Bateu o pênalti com categoria e, não é nada, não é nada, já é o artilheiro do time no Brasileiro.

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JC Barbosa avatar
Com um pai flamenguista e uma mãe botafoguense, Julio Cesar "JC" Barbosa é a prova viva que ser vascaíno é predestinação, não imposição. Torcedor de estádio, tanto na Colina quanto no antigo Maraca (hoje Arena), escreve sobre o Gigante na internet desde 2007.

1 Comment

  1. ffigueiredo09 avatar

    Outro aspecto é a questão física: o time morre em campo. Mesmo após as substituições, o time foi inoperante e não deu indício de que poderia vencer a partida. O Rossi foi um dos poucos que conseguiu levar algum perigo ao adversário e o time acabou após sua saída. Estamos na 3a rodada e ainda não estreamos na competição: até agora não temos um time titular e passados 15 dias não temos um treinador para dar uma cara ao time. O futebol praticado pela equipe é de série B ou C. Enquanto isso, as rodadas passam e quando esses incompetentes abrirem os olhos estamos na metade do campeonato e temo que tenhamos um desempenho ridículo como foi em 2015 (13 pontos em um turno!). Agora pega o Santos fora de casa na 4a rodada (empate ou derrota iminente) e corremos o risco de vencer somente o Avaí na 5a rodada.

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