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Blog da Fuzarca / Vasco

Vasco vence o Goiás no Serra Dourada: por causa ou apesar do Luxa?

Vasco vence o Goiás no Serra Dourada: por causa ou apesar do Luxa?
Marcos Jr. comemora com Marrony o gol que deu a vitoria sobre o Goiás, seu primeiro em jogos oficiais pelo Vasco (foto: www.vasco.com.br)

Não é nada, não é nada, mas Luxmeburgo conseguiu quebrar sua primeira marca como treinador do Vasco. A vitória da sua equipe por 1 a 0 sobre o Goiás, no Serra Dourada, acabou com algo que já podia ser considerado um tabu: desde 26 de novembro de 2017, o Vasco não conseguia uma vitória no Brasileiro fora do Rio de Janeiro.

Mas ainda que o Pofexô tenha conseguido esse feito – e que nem é tão pouco assim, se levarmos em consideração a quantidade de treinadores que passaram pelo clube nesse tempo sem acabar com esse jejum – e que seu time seja bem mais organizado e competitivo do que era antes da sua chegada, podemos nos perguntar se a vitória pelo placar mínimo veio por causa do Luxa ou apesar dele.

Isso porque depois de um primeiro tempo consistente, mostrando que as alterações no time trouxeram resultado – principalmente a saída do Marquinho e o retorno do Pikachu ao ataque – tivemos alguns problemas que, por definição, deveriam ser resolvidos pelo treinador ao longo da partida. E eles não foram.

Por exemplo, a Avenida Henrique. O Goiás atacou pelo nosso lado esquerdo praticamente durante todos os bem mais de 90 minutos de jogo. Não estou aqui defendendo a volta do Danilo Barcelos ao time, mas é preciso ajustar à proteção por aquela lateral. E olha que isso aconteceu sem que o Henrique fosse exatamente um ala que subisse em demasia ao ataque. Não só isso não aconteceu como, mesmo com as entradas de outros dois volantes no time, continuamos a correr riscos apenas pela esquerda.

Outra questão foram as alterações feitas na partida. Ok, não temos um material humano que permita manter o nível técnico mediano (pra ser simpático) da equipe. Mas passamos o segundo tempo inteiro sendo pressionados e colocar Lucas Mineiro e Fellipe Bastos no time nunca seria a solução para um desafogo como também não seria a garantia de maior segurança defensiva. E o Luxa ainda teve a coragem de reclamar que o time recuou demais, mesmo tendo feito essas mudanças!

Não há grana para reforços e muito provavelmente esse é o elenco que o Luxemburgo terá em mãos até o fim do Brasileiro. Sendo assim, o Pofexô precisa aprender a explorar o potencial dos jogadores a máximo. E quando necessário, precisará de criatividade para encontrar soluções com as peças à sua disposição. Recuperar o Andrey, encaixar o Ricardo em um esquema com três zagueiros, puxar garotos da base…tudo isso é possível. E provavelmente melhor que colocar de uma só vez em campo jogadores como o Mineiro e o Bastos.

As atuações….

Fernando Miguel – não chegou a ter muito trabalho, mas foi bem nas raras vezes em que foi exigido. Esteve muito mal nas reposições de bola, chegando a criar uma situação de muito risco ao sair a bola com um jogador com marcação dupla na frente da nossa área.

Cáceres – se saiu bem defensivamente e até arriscou algumas subidas ao apoio, mas não acertou os cruzamentos que tentou.

Henríquez – jogou com raça e ajudou o time a manter a segurança mesmo nos momentos de maior pressão do Goiás.

Leandro Castán – se impôs na bola e na disposição na zaga, usando a técnica quando preciso e apelando pros chutões quando necessário. Foi o que deve ser sempre: um verdadeiro xerife.

Henrique – seu lado do campo foi por onde o Goiás atacou durante todo o jogo. E ainda assim foi uma figura muito pouco participativa no apoio.

Richard – se sua titularidade se justifica pela ajuda que dá na saída de bola do time, poderia pegar um banco já na próxima partida. Errou muitos passes bobos ao iniciar as jogadas e muitas vezes a defesa se viu obrigado a fazer ligações diretas com o ataque. Deu lugar no fim do jogo ao Fellipe Bastos, que entrou pra fechar de vez o meio de campo no finzinho da partida.

Raul – o volante fez uma partida surpreendente, não se atendo ao combate, mas também aparecendo como opção no ataque diversas vezes. Em uma delas, deu o passe para o gol do Marcos Júnior.

Marcos Júnior – vinha tendo uma atuação mediana, até marcar um gol “com toda frieza do mundo” segundo as próprias palavras. Levou um amarelo e acabou sendo substituído pelo Lucas Mineiro, que precisou de alguns minutos para ficar igualmente pendurado. De resto, a mesma marcação frouxa e “miguezenta” que lhe é característica.

Yago Pikachu – no primeiro tempo foi a melhor opção de ataque, mostrando um ótimo posicionamento para criar jogadas e aparecendo para finalizar. Participou indiretamente do gol vascaíno fazendo um corta-luz antes da bola chegar aos pés do Marcos Júnior. No segundo tempo fez bem menos, como o resto do time.

Talles Magno – no primeiro tempo levou preocupação constante à defesa adversária, sendo o jogador mais perigoso do Vasco. Teve duas excelentes chances, uma em cada tempo, mas faltou capricho nas finalizações. Cansou e deu lugar ao Lucas Santos, que não conseguiu fazer muita coisa no tempo em que esteve em campo.

Marrony – participou muito pouco do jogo, mesmo no primeiro tempo, quando o Vasco foi melhor. Pra fechar com “chave de ouro” uma das suas piores atuações no time, ainda foi expulso no fim do jogo.

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JC Barbosa avatar
Com um pai flamenguista e uma mãe botafoguense, Julio Cesar "JC" Barbosa é a prova viva que ser vascaíno é predestinação, não imposição. Torcedor de estádio, tanto na Colina quanto no antigo Maraca (hoje Arena), escreve sobre o Gigante na internet desde 2007.

2 Comments

  1. ffigueiredo09 avatar

    Trazem Bruno César, Valdivia, Marquinho…. e a solução é caseira: Tales Magno. O garoto se bem trabalhado vai ser um jogadoraço! Infelizmente no futuro será vendido para pagar dívidas com as barangas citadas. Se o clube tivesse mais critério, em vez desses 3 bondes teria trazido um para ser referência do time, mesmo que ganhasse o salário dos 3 somados. E esse Bruno Cesar não deve ganhar pouco… Já que nossos “dirigentes” não tem cabeça, o Luxa que se vire com as peças que tem nas mãos. Conseguiu diminuir a média de gols sofridos, mas esse time não consegue fazer mais gols, justamente por falta de talento na armação e conclusão de jogadas. Na construção das jogadas quase sempre tem um erro de passe ou uma decisão errada que matam as jogadas.
    Ontem o que valeu foram os 3 pontos no bolso e sábado que vem vamos precisar de um ferrolho para segurar os urubus. O negócio é seguir somando pontos.

  2. Paulo Eduardo Costa avatar

    Sábado que vem é fechar os olhos e torcer por uma humilhação mais perene possível….Aff…

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